A Pizzaria Atlantis lançou no passado dia 30 de novembro, a 3.ª Edição de uma campanha de solidariedade a favor das Instituições Sociais da ilha, ao mesmo tempo que deu a conhecer os resultados da 2.ª Edição entregando os respetivos valores monetários angariados nessa campanha
No passado dia 30 de novembro, a Pizzaria Atlantis e os seus proprietários, num jantar em que estiveram presentes algumas Instituições de solidariedade do concelho, entregou os montantes angariados em resultado da 2.ª Edição de uma campanha de Solidariedade que promoveu.
Ao mesmo tempo, foi lançada a 3.ª Edição desta campanha de solidariedade que decorre nos meses de dezembro de 2017 e janeiro de 2018. Para Fernando Brum, proprietário da Pizzaria Atlantis “esta foi uma forma que encontrámos para cumprir com a nossa responsabilidade social enquanto empresa”.
“Assim, a partir do dia 1 de Dezembro começamos a 3.ª Edição daquilo que esperamos que seja uma tradição muito longa” referiu o proprietário ao Tribuna das Ilhas. Segundo ele “temos uma porta aberta que depende de uma comunidade que vive e trabalha nas proximidades da cidade da Horta, pelo que temos todos o gosto em colaborar com as Instituições”.
Fernando Brum explicou-nos, depois, o modo de funcionamento da 3.ª Edição desta campanha de solidariedade em que “as pessoas consumindo na Pizzaria Atlantis estão de certo modo a ajudar as suas instituições, pois, por cada 20€ ou mais de compras oferecemos 1€ ou superior em função do valor da compra a uma instituição, sem fins lucrativos, indicada pelo consumidor, pelo que quanto mais as pessoas usufruírem dos nossos serviços, tanto mais se consegue apurar para as respectivas instituições”.
Segundo o proprietário da Pizzaria Atlantis, que nutre uma enorme paixão pelo desporto, mostrando que “é raro não haver um clube em actividade que não tenha o nome da Atlantis gravado no seu equipamento”, os bombeiros foram, nas duas primeiras edições, os mais solicitados, seguindo-se o Lar das Criancinhas que não esteve presente, a APADIF, a Casa de Infância de Santo António, a AFAMA, o Centro Comunitário do Divino Espírito Santo dos Flamengos e a Santa Casa da Misericórdia da Horta.
No âmbito da reunião de preparação do Orçamento e Plano Municipal para 2018, a CDU/Faial apresentou ao presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), um conjunto de preocupações, considerações e opiniões relativas ao documento. De acordo com a CDU os “pontos apresentados poderão contribuir positivamente para minorar alguns dos problemas do Concelho, bem como para superar algumas dificuldades do Município
Os deputados da CDU reuniram no passado dia 19 de novembro, com o presidente da CMH, no âmbito da preparação do Orçamento e Plano Municipal para o ano de 2018.
Neste encontro, a CDU Faial apresentou um conjunto de preocupações, considerações e opiniões relativamente ao Plano e Orçamento Municipal para 2018 que considera poderão “contribuir positivamente para minorar alguns dos problemas do Concelho, bem como para superar algumas dificuldades do Município.
Relativamente ao Orçamento e Plano Municipal, num documento enviados às redações, a CDU refere que apoia o anúncio feito pela autarquia de pretender iniciar já em 2018 “os procedimentos que visam abrir concursos para os quadros de pessoal do Município”, que no seu entender se encontram “muito enfraquecidos, quer pelo facto de muitos trabalhadores terem atingido a reforma, quer pelo facto de um numero significativo de trabalhadores municipais terem optado por prestarem serviço noutros sectores da Administração Publica”.
De acordo com os comunistas “esta intenção corresponde a uma proposta insistente da CDU e tem que ser concretizada de forma coerente, de forma a que a Câmara fique dotada com os meios humanos que necessita”.
Por outro lado, a CDU considera também que “deve ser dado um novo impulso a diversos equipamentos municipais”, nomeadamente ao Teatro Faialense, Banco de Artistas, Piscina Municipal, Centro Associativo e Centro Hípico, “numa estratégia de parceria entre o Município e os agentes locais ligados às áreas em causa, numa perspetiva de modernidade”.
No documento apresentado à autarquia, a CDU entende ainda que é “inadiável” a concretização, até ao final do 1º semestre de 2018, do projeto vencedor do Orçamento Participativo, “Passeio Pedonal de Porto Pim”, no “respeito pelos princípios democráticos do Orçamento Participativo, bem como pelo sufrágio eleitoral que ditou a execução deste projeto” e que é “indispensável e muito urgente que seja feita uma criteriosa análise de todo o sistema atual de recolha, separação e exportação de resíduos recicláveis e de resíduos indiferenciados, de forma a que o sistema possa servir o interesse publico de forma clara e sólida”.
Neste sentido, a CDU garante que “tomará, na Assembleia Municipal, iniciativas que possibilitem uma análise completa desta questão”.
Em relação ao projeto da Frente Mar a CDU FAIAL “pensa que é essencial que, para além das pequenas ações previstas para 2018, a Câmara esclareça, com clareza, todas as questões ligadas ao financiamento de todos os projetos incluídos no projeto da Frente Mar e ligadas à cronologia da respetiva execução”.
No que se refere à Delegação de Competências nas Juntas de Freguesia, a CDU, entende que “deve ser mantida no nível do ano anterior e admite que possam existir contratos complementares, desde que sejam realizados, sempre que seja vantajoso e sempre com um claro critério que envolva, sem descriminação, todas as Freguesias”.
Outra das recomendações da CDU no Orçamento e Plano Municipal prende-se com a rede de estradas, pelo que “apoia a criação de um Fundo (verbas previamente e regularmente consignadas com esse fim), que financie uma permanente atividade de recuperação de estradas e caminhos por administração direta”.
Para a CDU é também, urgente “criar um regime claro de funcionamento do Canil Municipal, que permita, quer o cumprimento das funções que legalmente cabem a essa estrutura do Município, quer a função de acolhimento e recolha de animais abandonados, tendo em vista o seu reencaminhamento para famílias interessadas”.
No documento, a CDU dá a conhecer que está satisfeita com a obra do Mercado Municipal e recorda a sua sugestão de “se desenvolver um projeto integrado que considere todo o espaço público envolvente, nomeadamente a Praça da República e a Rua Serpa Pinto, numa perspetiva de dinamização socioeconómica e tendo em conta novas soluções de mobilidade e de modernização do ambiente urbano”.
A finalizar o partido comunista com presença na Assembleia Municipal considera que o apoio dado pela CMH a instituições sem fins lucrativos do Concelho que desenvolvem projetos relevantes para o desenvolvimento social, cultural e desportivo da nossa ilha deve ser reforçado e que é necessário que se “continue o esforço de melhoria da rede da distribuição de água para consumo humano, com uma atenção especial e um maior esforço de investimento nas zonas mais problemáticas em termos de qualidade e segurança para a saúde dos cidadãos”.
Os atrasos verificados nas transferências da Secretaria Regional da Educação e Cultura (SREC) estão a condicionar o pagamento dos subsídios de Natal em algumas instituições. A denúncia partiu do Sindicato dos Trabalhadores da Administração - SINTAP
Num comunicado enviado às redacções, o SINTAP dá a conhecer que “devido ao atraso nas transferências da Secretaria Regional da Educação já há algumas instituições com subsídio de Natal em falta aos trabalhadores”.
No documento, o sindicato refere que “já temia” que esta situação viesse “efectivamente a acontecer” uma vez que “as transferências financeiras da Direção Regional de Educação (DRE), tutelada pela SecretariaRegional da Educação e Cultura, ainda não chegaram às Instituições, levando a que as mesmas não tenham dinheiro para pagar o subsídio de Natal aos respetivos trabalhadores”.
Trata-se segundo o SINTAP “das transferências das comparticipações financeiras relativas ao último trimestre do ano letivo transato, nomeadamente referente aos meses de abril, maio e junho”, denúncia.
Neste contexto, o SINTAP alerta que “a persistência desta situação privará muitos dos trabalhadores dos jardins-de-infância destas instituições duma parte importante do seu rendimento para fazer face às suas necessidades extras, e não só, relacionadas com a época natalícia especial que se vive”.
A estrutura sindical, lembra ainda que “ o montante financeiro transferido pela SREC em cada tranche (trimestre) para as Instituições da Região como Jardins-de-infância anda na ordem de meio milhão de euros”.
De acordo com o documento o sindicato já tinha alertado para esta situação no passado dia 13 de novembro.
Luís Garcia e Carlos Ferreira denunciam que o Governo insiste em excluir das prioridades regionais investimentos que são estratégicos para o Faial, pelo facto do Partido Socialista (PS) ter chumbado as propostas de alteração apresentadas pelo PSD/Açores ao Plano e Orçamento da Região para 2018.Para os deputados do Faial eleitos pelo PSD trata-se apenas de “teimosia política”
“Só por teimosia política” é que o Governo Regional insiste em excluir das prioridades regionais investimentos que são estratégicos para o Faial”, consideram os deputados Luís Garcia e Carlos Ferreira, apontando como prova o chumbo do PS às propostas de alteração do PSD/Açores ao Plano e Orçamento da Região para 2018.
Numa nota enviada às redações, os deputados do PSD eleitos pelo Faial, referem que, durante a discussão do Plano e Orçamento para 2018, no parlamento açoriano, defenderam o reforço da verba para a construção do quartel dos Bombeiros Voluntários, bem como uma verba para iniciar a construção da 2ª fase da variante à Horta e outra para a elaboração do projeto de ampliação da pista do aeroporto.
No entanto, todas essas propostas apresentadas pelos social-democratas açorianos e consideradas pelos mesmos como "estruturantes para o desenvolvimento do Faial", foram chumbadas pela maioria socialista, denunciam.
Para os deputados a “2.ª fase da variante à Horta é um investimento reivindicado pelo Conselho de Ilha” e, segundo os deputados, “a não construção desta pequena estrada com menos de 2 km condiciona o desenvolvimento da ilha dadas as óbvias implicações e complementaridade, por exemplo, com o reordenamento do porto e do próprio trânsito na cidade”, revelam.
Os social democratas faialenses lembram que “a promessa de construção de uma variante à cidade da Horta figurava no manifesto eleitoral do PS em 1996 e no Plano do Governo em 1997, mas “como quase todas as obras públicas no Faial a sua construção foi encurtada, dividida em fases e adiada no tempo”, sustentando ainda, que em 21 anos o PS e o Governo apenas “construíram uma meia variante de 2,5 kms”.
Luís Garcia e Carlos Ferreira, adiantam ainda que “também a proposta de 150 mil euros para a elaboração do projeto de ampliação da pista do aeroporto da Horta foi chumbada pela totalidade dos deputados do PS”. A este respeito os deputados recordam que já “em março deste ano, na discussão do Plano e Orçamento para 2017, o PS havia chumbado essa mesma proposta dos social-democratas açorianos”.
Para os deputados faialenses do PSD “a ampliação da pista do aeroporto da Horta é mais uma promessa não cumprida do PS e do Governo Regional aos faialenses e, inclusivamente, já fez parte dos Planos e Orçamentos da Região”, frisam.
Em relação à construção do quartel de bombeiros, os deputados avançam que o PSD/Açores propôs um reforço de 240 mil euros aos 100.000 euros inscritos pelo Governo no Orçamento para 2018, salientando ainda que defenderam essa proposta, mas a mesma “acabou chumbada pelo PS, alegando que o montante inscrito pelo executivo é insuficiente para o arranque da obra no próximo ano, como refere, de resto, o parecer do Conselho de Ilha do Faial aos documentos provisionais aprovados exclusivamente com os votos da bancada do PS”, referem.
A Câmara Municipal da Horta (CMH) assinou um protocolo de cooperação financeira com a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial (AHBVF) num valor superior a 5.000 euros
No passado dia 29 de novembro, nos Paços do Concelho, a CMH e a AHBVF assinaram um protocolo de cooperação financeira no valor de 5.610,96 euros que vai reforçar o Grupo de Salvamento em Grande Ângulo, o Grupo de Salvamento Aquático e o Grupo Cinotécnico de Busca e Salvamento com novo equipamento técnico especializado.
José Leonardo Silva afirmou na ocasião que “temos feito um esforço para reforçar a Proteção Civil Municipal, reforçando a nossa parceria com os bombeiros, melhorando os nossos serviços, dando resposta às pessoas e antecipando-nos às questões”.
Por sua vez o Comandante dos Bombeiros salientou que estes novos equipamentos vão “permitir efetivar o Grupo de Salvamento Aquático e o Grupo Cinotécnico que até ao momento estavam a treinar, mas condicionados uma vez que não tinham a totalidade dos equipamentos”.
O Comandante revelou ainda que “a maior parte dos equipamentos do Grupo de Salvamento em Grande Ângulo estavam a atingir a validade no final deste ano e se não houvesse este reforço e a aquisição de novos, o grupo ficaria condicionado para intervenções a partir daí”, pelo que felicitou a CMH por ter dado “o passo em frente” e assinar este protocolo.
O Presidente da AHBVF agradeceu à Câmara Municipal por estar mais uma vez do lado dos bombeiros e reforçar constantemente esta parceria que vem dotar a Associação com a operacionalização de mais duas valências e complementarmente do grupo de grande ângulo”.
“É uma parceria que tem dado os seus frutos, uns bons frutos, e nós, da parte da Associação, pretendemos que ela continue e se reforce e, sobretudo, que estejamos, ambas as entidades, preparadas para apoiar a população que é essa a nossa finalidade”, frisou José Ferreira.
Os novos equipamentos consistem em equipamentos de proteção individual como fatos, coletes e todo o equipamento que permite ao mergulhador desempenhar a sua atividade, equipamentos de flutuação, arnês, cabos, capacetes e viaturas.
O Presidente da Câmara Municipal da Horta, acompanhado pela restante vereação, pela Secretária Regional da Solidariedade Social e pelo Diretor Regional da Juventude, deu início no passado dia 01 de Dezembro a mais um Natal com Tradição, acendendo as luzes de Natal de algumas artérias da cidade da Horta
No dia 01 de Dezembro, o Presidente do Municipio deu início ao “Natal com Tradição”, ligando as luzes de algumas artérias da cidade da Horta e da árvore de Natal que se encontra erguida no Largo Duque D`Àvila e Bolama.
Com dezenas de pessoas a assistir a esta cerimónia, o Presidente do Municipio salientou que “estamos hoje a dar inicio ao Natal com Tradição, este espírito natalício, que vai até ao dia 07 de Janeiro de 2018”. Segundo José Leonardo, irão ocorrer mais de quarenta actividades em várias áreas, como a área social, o comércio tradicional, sendo a Câmara do Comércio e Indústria da Horta um grande parceiro da autarquia.
Para o edil “queremos que a Baixa da cidade seja de facto o nosso centro comercial, que os Faialenses se costumam deslocar à cidade”.
Este ano o Natal com Tradição surge com uma novidade que é a ampliação do Dia das Montras que terá lugar no dia 8 e 9 de Dezembro e com a iluminação de Natal a ser acendida mais cedo. A acrescer a isto haverá uma “série de iniciativas que colocam a população neste espírito natalício, neste espírito solidário, mas também com a vontade do comércio”.
A cidade da Horta, que foi premiada, em agosto, com o galardão de Cidade Educadora, hasteou pela primeira vez a bandeira deste prémio. Adicionalmente, foram também assinados protocolos entre a Câmara Municipal da Horta (CMH) e os estabelecimentos de ensino do Faial
Em comemoração do Dia Internacional da Cidade Educadora, que se assunalou no dia 30 de novembro, o município da Horta, hasteou pela primeira vez a bandeira de “Cidade Educadora”, galardão que recebeu em agosto do presente ano, reunindo mais de 100 crianças nos Paços do Concelho.
Para ir além do prémio, a cidade da Horta aderiu também à Associação Internacional das Cidades Educadoras que firmou o compromisso das Cidades Educadoras através do Manifesto dos Autarcas, sendo a única cidade do grupo central a aderir a esta Associação.
“Uma cidade educadora é um compromisso de todos nós, de todas as nossas associações para que o nosso concelho se desenvolva de forma sustentável com base no conhecimento”, sublinhou o presidente da CMH na ocasião.
“O direito à educação é o lema das cidades educadores deste ano com uma atenção específica à primeira infância com o objetivo de gerar e de construir a convivência para que as pessoas tenham a educação como um pilar fundamental”, revelou José Leonardo.
Na ocasião foram também assinados os protocolos referentes à parceria entre a CMH e os estabelecimentos de ensino da ilha para o Carnaval de 2018 com o valor aproximado de 7 500.
O edil salientou que “a assinatura destes protocolos, no contexto do Dia Internacional das Cidades Educadoras, valoriza aquilo que o Município e os parceiros têm feito em prol da educação na ilha do Faial”.
“Também no âmbito das cidades educadoras valorizamos todos, mas especialmente os educadores e os professores que se encontram a trabalhar no nosso concelho, neste ano letivo. Todos têm um papel muito importante” na educação e formação das nossas crianças e jovens, sublinhou o Executivo.
Como forma de agradecer aos professores a CMH ofereceu aos docentes e educadores uma agenda solidária, adquiridas com as verbas que revertem a favor do serviço de pediatria do Hospital da Horta.
Na ocasião houve ainda uma atuação de quatro alunas do Curso Técnico/a de Informação e Animação Turística da Escola profissional da Horta com “Ondas do Mar de Vigo” e a apresentação do trabalho realizado por crianças de diversos estabelecimentos de ensino no âmbito do projeto do departamento do pré-escolar da Escola Básica da Horta, do qual a CMH é parceira, intitulado “Pequenos Cidadãos”.
O presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), reuniu com o Reitor da Universidade dos Açores (UAç). Neste encontro José Leonardo Silva, manifestou a sua preocupação com a atual situação do Instituto dos Mar dos Açores - IMAR
"São mais de 80 recursos humanos que estão à beira de uma situação de desemprego e isso preocupa-nos porque é imprescindível para o futuro que projetamos para o Faial que não se percam profissionais na área do mar", defendeu José Leonardo Silva à saída de uma reunião com o Reitor da UAç.
No encontro que decorreu na passada terça feira dia 28 de novembro, o autarca transmitiu ao Reitor a intenção dos investigadores serem recebidos por ele, no sentido de encontrar um consenso que seja benéfico para ambas as partes. "Importa chegar a um consenso para que o Faial não perca recursos humanos nesta área", sustentou.
Durante esta reunião o presidente do Executivo Camarário reforçou a importância de ter “mais e melhor investigação na ilha do Faial” e neste sentido lembrou que “há já quase 40 anos que não se verificar a entrada de recursos humanos no pólo universitário do Faial”.
Perante este facto, José Leonardo Silva defendeu a introdução do ensino académico no Faial com cursos na área das Ciências do Mar, adiantando que “é intenção da reitoria avançar neste sentido, pelo que a CMH, que quer ser parte da solução, pretende celebrar um protocolo com a Universidade, no sentido de atribuir bolsas de estudo a mestrados nas áreas do mar”, revelou o Presidente da Câmara.
Entre três equipas tecnicamente fortes, fisicamente bem dotadas e altamente intensas na procura do mesmo objectivo sagrou-se campeã a que melhor aproveitou as pequenas falhas do adversário no Torneio Interassociações de Sub-17.
Por isso, do primeiro jogo realizado no Estádio d’Alagoa no dia 1 de Dezembro ao último jogo a diferença entre as três foi minúscula e todas entraram no seu quarto e ultimo jogo da prova com hipóteses de se sagrar campeã.
No caso da Selecção da Associação da Horta só a vitória servia o seu prepósito, enquanto a rival da Associação de Ponta Delgada precisava apenas de um empate. Os miúdos da Horta até entraram melhor no jogo que encerrou a prova no dia 3 de Dezembro e chegaram ao intervalo a vencer por 1-0, depois de um pontapé de canto em que João Ávila coloca a bola ao segundo poste e o baixinho Ronaldo Almeida saltou à vontade para fazer um grande golo de cabeça.
Ainda antes do intervalo, Alexandre Gomes salta a uma bola metida na grande área e pica bola por cima das mãos do guardião micaelense, a mesma rola manhosa e bate no poste. Alexandre Gomes ainda recuperou a bola no ressalto, mas perdeu-se uma grande oportunidade de elevar para 2-0.
No início da segunda parte, um pontapé longo do guardião micaelense por cima da defesa faialense e que parecia fácil de resolver, foi o jogador micaelense que a aproveitou a indecisão entre central e guardião faialense para empurrar bola para fundo da baliza e repor a igualdade.
A Horta retomou de imediato o ataque e Alexandre Gomes é derrubado em falta uns 10 metros para lá da linha de meio campo. João Ávila rematou directo, a bola bate na frente do guardião e este apenas consegue oferecer o corpo à bola. Ronaldo Almeida foi muito rápido a ir disputar o ressalto e foi abafado pelo guardião. O árbitro apontou logo para a marca de grande penalidade.
João Ávila coloca a bola na marca, o silêncio e suspense enchiam o estádio, faltou apenas a música dramática dos filmes de Hollywood, mas o ponta de lança, frio e sereno, chutou a bola para um lado, o guardião mergulhou para o outro, e deu nova vantagem a Horta.
Logo de seguida, a equipa visitante entre pelo flanco esquerdo e cruza rasteiro para um colega ao segundo poste chutar e restabelecer a igualdade. Na altura não houve grande contestação referente ao posicionamento legal ou ilegal do autor do golo, mas notou-se a desilusão dos faialenses.
“Foi intenso e emocionante”, disse Pedro Pinto, medio centro e capitão da Selcção da Horta. “Partimos para esto jogo sabendo que dependiamos só de nós para sermos campeões. Lutamos, demos luta, fizemos tudo por tudo. Penso que talvez o golo do empate, penso que a equipa abatem um bocadinho, porque foi mesmo logo a seguir após estarmos por cima no jogo e logo aquele empate mesmo no lance a seguir ao nosso golo. Penso que a equipa abateu-se um bocado com isso”.
A Horta ainda foi para o ataque, o seleccionador Sandro Silva tentou tranquilizar a equipa e transmitir que ainda havia muito tempo para procurar o terceiro, mas foi Ponta Delgada que aproveitou nova indecisão da defensiva para fazer o 3-2 final. Este golo foi muito festejado pelos visitantes, sobretudo porque os faialenses criaram grandes dificuldades e disputaram arduamente este título. E isso é bem notável nas palavras do central e capitão micaelense, Luís Cavaco.
“Foi uma participação incrível, em que tivemos altos e baixos na equipa, contudo, conseguimos dar volta aos problemas que nos surgiram”, disse Luís Cavaco. “E com isso, com todo esforço que tivemos, e com toda dedicação, suor e trabalho conseguimos a vitória. Conseguimos levar o trofeu para casa”.
Ponta Delgada venceu o seu primeiro jogo por 1-0 frente a Associação de Angra do Heroísmo, equipa que havia vencido a Horta também por 1-0 e depois viria a empatar no último minuto do segundo jogo contra a Horta (2-2). Antes disso a Horta tinha vencido Ponta delgada por 4-2, pelo que a classificação final ficou Ponta Delgada com 7 pontos, Horta e Angra ambas com 4 pontos, mas a Horta com mais golos marcados que Angra.
Decorreu no passado dia 01 de dezembro, no polivalente dos Flamengos, a sessão solene comemorativa do 43.º Aniversário do Futebol Clube dos Flamengos
Perante uma numerosa plateia composta por centenas de sócios, atletas, dirigentes e simpatizantes, realizou-se no dia 01 de Dezembro, no Polivalente dos Flamengos, a sessão solene comemorativa do 43.º aniversário do Futebol Clube dos Flamengos.
No seu discurso, o Presidente do Clube, Idílio Manuel Garcia Melo, começou por referir o facto de se encontrarem reunidos para celebrar mais um aniversário do Futebol Clube dos Flamengos, o seu 43.º, e mostrando o orgulho que tem em ser o seu Presidente.
Referindo-se ao último ano, destacou “que foi um ano repleto de sucessos desportivos”, e que por isso entendeu não mencionar nenhum em especial. Para o Presidente o ano que passou foi também de uma enorme actividade recreativa, com organização de muitos eventos, destacando “a participação na Semana no Mar”.
Idílio Melo destacou aos sócios presentes que “para apoio logístico adquiriram uma viatura de nove lugares para fazer face à nova legislação que não permite o transporte de crianças e jovens até aos 16 anos em veículos com mais de 18 anos”.
“Esta aquisição foi feita com grande esforço financeiro”, relembrando que têm apresentado sucessivas candidaturas para a aquisição de veículos novos e este apoio tem sido sucessivamente adiado.
Em termos de melhoramentos, procederam “no início da época a melhorias nos balneários em termos de estruturas e de mobiliário, construindo alpendres de apoio aos balneários e ao roupeiro. Aos presentes, o Presidente da Direção mostrou a sua mágoa por terem suspendido a modalidade de futsal, pois “quer os treinos, quer os jogos eram feitos fora das instalações deste clube e desta freguesia, o que era muito complicado do ponto de vista logístico e dispêndio dos seus recursos humanos”.
Relembrou também a necessidade de ser construído “nesta freguesia um pavilhão que permita fazer face às diversas modalidades desportivas”, pois é intenção do Futebol Clube dos Flamengos de enveredar por outras modalidades que não apenas o Futsal.
“Um Clube desta dimensão já merece um pavilhão”, apelando às entidades ali presentes, quer do Governo Regional, quer do poder autárquico para essa realidade. Depois Idilio Melo, atendendo ao número de escalões que possuem, dos jogadores que ali treinam, reclamou a necessidade do sintético do campo de futebol que se encontra em fim de vida ter que ser substituído a breve trecho, pois “é uma questão que nos começa a preocupar”, sobretudo pelas implicações financeiras que um investimento destes representa.
Na parte desportiva, o Presidente da Direção do FCF salientou o elevado número de atletas em formação, “muito importante, mas também muito dispendioso em termos financeiros”, bem como a própria organização que implica um enorme esforço dos meios humanos.
De acordo com o Presidente, os apoios que hoje são dados à formação não chegam, pelo que não poderá haver um grande investimento nos seniores. Acredita, no entanto, que um dia a formação vai dar resultado e então “teremos mais jogadores com melhores níveis competitivos”, sendo a prova disso os juniores que já se sagraram campeões da Associação de Futebol da Horta.
Melo partilhou ainda com os presentes o facto de já ter em marcha o processo de iluminação do campo de futebol que é da máxima urgência, e que para tal necessitará de apoios financeiros.
Por último, apelou à participação e presença mais intensa de todos nos jogos, pois “só assim poderemos dar continuidade a este projeto que se iniciou há quarenta e três anos.
De seguida usou da palavra Eduardo Pereira, Presidente da Associação de Futebol da Horta (AFH), o qual deixou um enorme agradecimento “ao trabalho desenvolvido pelo Futebol Clube dos Flamengos, um clube que é exemplar no trato que tem com a Associação e com as demais entidades com quem convivem semanalmente”.
“É uma direcção que tem apoiado a AFH, e nós também temos tentado dar o nosso contributo ao Futebol Clube dos Flamengos, como a outros clubes”, salientou Eduardo Pereira. Para este o FCF é um clube que tem demonstrado vitalidade, mas que se tem debatido com falta de dirigentes, bem como com motivos financeiros que não lhes permite ir mais além.
Para o Presidente da AFH, espera-se que a candidatura para a iluminação do campo de futebol “veja a luz do dia”.Por outro lado, destacou a necessidade de ser criado o Estatuto do dirigente benévolo associativo.
O Presidente da Junta de Freguesia dos Flamengos, José Amaral, começou por destacar que o “Futebol Clube dos Flamengos é um clube com história da qual os seus verdadeiros heróis têm sido os seus sócios, dirigentes, treinadores, jogadores, colaboradores e familiares, pois sem eles estes quarenta e três anos não seriam possíveis”.
“O clube é um motivo de orgulho para a freguesia”, indicou José Amaral, que tem estado sempre disponível e receptivo a servir, apoiar e colaborar com a freguesia e com outras instituições.
José Amaral mostrou aos dirigentes do FCF que podem contar sempre com o apoio da Junta de Freguesia, estabelecendo com o clube e outras instituições locais protocolos de cooperação e parcerias “pois sabemos e conhecemos as suas dificuldades”.
“Podem contar coma Junta na manutenção e melhoramento das infra-estruturas”, disse José Amaral, mostrando que também irá ajudar na iluminação do campo desportivo, mas apelando ao mesmo tempo à Câmara Municipal e ao Governo que sejam parceiros nesta tarefa, possibilitando-se assim a realização de jogos à noite.
Quanto ao piso do campo de futebol e à sua substituição, a Junta de freguesia está preocupada, estando também a trabalhar para a construção de um pavilhão no lugar do polidesportivo.
Por último, alertou os responsáveis presentes para a necessidade de “se fazer uma reflexão coletiva para percebermos as razões” pelas quais as equipas do Faial não se mantêm nos escalões superiores.
José Leonardo, usando da palavra, referiu que “são quarenta e três anos de história”, sendo este o primeiro clube da ilha a ter um campo sintético. Enalteceu, também, as instalações desportivas do clube mostrando que “a formação tem este andamento porque as instalações desportivas são boas”.
Segundo o edil “a Câmara Municipal vai duplicar o apoio à Série Açores ao Futebol Clube dos flamengos e a qualquer clube que venha a participar nessa série, com o intuito de valorizar o jogador faialense”, sendo a aposta cada vez mais na formação e valorização do atleta local.
Para o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, em representação do Presidente do Governo, “todos sabemos a importância que o desporto tem na nossa sociedade e no nosso bem-estar”.
Com o desporto, que incute valores fundamentais para toda a vida “os jovens desenvolvem actividades relacionadas com a socialização e o trabalho em equipa, mas também adquirem comportamentos de respeito um pelo outro, salientou o Secretário do Mar.