
O Parque natural da Ilha do Faial dedicou o dia do passado sábado, dia 10 de Março às comemorações dos 40 anos de classificação da reserva natural da Caldeira.
Para celebrar este dia o Parque Natural do Faial organizou um passeio pelo Trilho dos 10 Vulcões com uma vertente competitiva.
Nesta iniciativa participaram cerca de meia centena de “aventureiros”. A concentração teve início pelas 09H00 no Jardim Botânico e a partida foi dada uma hora mais tarde no cimo da Caldeira.

O Trilho dos Dez vulcões é o maior percurso pedestre dos Açores, com
O dia terminou pelas 18h30 com a entrega dos prémios aos participantes no Jardim Botânico do Faial, pelo director regional dos Assuntos do Mar, Frederico Cardigos.

Esta foi uma iniciativa da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, no âmbito das comemorações dos 40 anos de classificação das reservas naturais da Caldeira do Faial e da Montanha do Pico, duas reservas que constituem elementos estruturantes na conservação da biodiversidade e geodiversidade, sendo pontos de referência dos Parques Naturais do Faial e do Pico. Os valores presentes nestas reservas são reconhecidos internacionalmente por diversas classificações, nomeadamente, Rede Natura 2000, RAMSAR, 7 Maravilhas Naturais de Portugal e Prémio EDEN.
Na ocasião, Frederico Cardigos referiu a importância destas reservas naturais chamando a atenção para o facto da sua classificação ter sido feita “no tempo da ditadura, em 1972, numa época onde não havia uma preocupação com as questões ambientais”, daí a necessidade de se continuar a trabalhar para a sua preservação.
Também João Melo, responsável pelo Parque Natural do Faial, que integra a reserva natural da Caldeira, falou do sucesso desta iniciativa não só pela adesão em termos de participantes mas também pelo impacto que teve na medida em que daqui surgiu a hipótese de estender esta prova às competições nacionais de atletismo, tendo em conta que esta iniciativa teve uma parte de competição que contou com a participação de atletas do Clube Independente de Atletismo Ilha Azul e vários atletas independentes.

O Director do Parque Natural do Faial revelou ainda a intenção de fazer a segunda edição desta prova, tendo ficado já no ar algumas sugestões.
Classificações:

Masculinos
1.º José Baptista
2.º Albino
3.º Mário Leal
Femininos

1.º Letícia Melo
2.º Marília Freitas
3.º Carla Pereira/Susana Garcia
Crónica -
08H00, o despertador toca como que a dizer “está na hora de levantar”. O calor da cama convida a ficar, mas temos um compromisso à nossa espera. Um pouco hesitantes lá saímos da cama e dirigimo-nos à janela na esperança de ver um sol radiante. Na verdade o que encontramos é um tempo sombrio e nublado que nos entristece. O primeiro pensamento é voltar para o quentinho dos lençóis, e pensamos “porque que temos estas ideias e não estamos quietos?”, mas os minutos passam e temos de nos preparar se não queremos chegar tarde.
Já com um pouco mais de energia pegamos na mochila preparada de véspera com o necessário para uma caminhada de 27km pelo Trilho dos Dez Vulcões e aguardamos pela boleia.
Lá fora ecoa uma buzina… A minha boleia chegou… é hora da partida. Ainda ensonadas, trocamos uma ou outra palavra e dirigimo-nos para o Jardim Botânico, ponto de encontro para a caminhada com vista celebrar os 40 anos de classificação da reserva natural da Caldeira, organizada pelo Parque Natural do Faial.

A agitação era grande, pois estavam inscritos cerca de 60 participantes. Em vários grupos aguardávamos a chamada da organização e o nosso número. João Melo, director do Parque Natural do Faial, fez uma breve explicação do percurso que tínhamos pela frente e da prova em si. Entrámos no autocarro que nos transportou ao cimo da Caldeira.

Minutos depois chegávamos à linha de partida. A porta do autocarro abriu e com ela entra um vento gélido que nos deixa com vontade de voltar para trás… Olhámos uma para a outra e saímos. Cá fora, alguns faziam exercícios de aquecimento, outros alinhavam-se para a partida. Os primeiros a partir eram os atletas que iriam realizar a prova a correr e de seguida avançámos nós, os amadores.
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João Melo deu o tiro da partida. E avançámos para o primeiro percurso da prova, o perímetro da Caldeira, que percorríamos pela primeira vez. O tempo estava sombrio e muito frio. Entrámos no trilho e o chão estava lamacento, o que não nos espantou, pois tinha chovido bastante nessa noite. Passo a passo fomos avançando pelo lamaçal, mas tal era quase impossível, e pensámos: “já sabíamos que ia ser assim, por isso agora é seguir em frente.”

Um pouco adiante seguiam os líderes do pelotão, que rapidamente desapareceram de vista. A dada altura perdi a minha colega de equipa e seguia isolada, com uma participante que acabava de conhecer. Apesar de estarmos acompanhados pelo nevoeiro e algum vento que por vezes soprava tão forte que quase nos empurrava para fora do trilho, era possível desfrutar da paisagem. À nossa esquerda tínhamos a Caldeira e à nossa direita era possível avistar o lado norte da Ilha: Ribeirinha, Salão, mais à frente Cedros e Ribeira Funda. Já não tínhamos frio e os nossos pés estavam completamente encharcados e cheios de lama, mas estávamos a adorar a experiência…

Ao fim de cerca de 40 minutos chegávamos ao fim da primeira etapa. Esperámos pela nossa colega de equipa e avançámos para o próximo percurso. As Levadas, um trajecto antigo com cerca de

As Levadas estavam terminadas faltava-nos apenas a última parte: a Zona do Cabeço Verde/Vulcão dos Capelinhos e mal sabíamos nós o que nos esperava…
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Até aqui a prova estava a correr muito bem. Estávamos bem fisicamente. Iniciámos a descida pelo asfalto até ao parque Florestal do Capelo onde concluiríamos metade do percurso.
Capelo/Capelinhos/Vulcão dos Capelinhos constitua o último percurso do Trilho dos Dez Vulcões e era para lá que caminhávamos. Iniciámos a subida pelo asfalto. Como diz o povo, “a descer todos os santos ajudam”, mas não era o caso: nós estávamos a subir, e que subida... Já começávamos a apresentar alguns sinais de cansaço, quando avistámos o trilho “Caldeirão/Furna do Ruim”, com uma paisagem verde e deslumbrante, e a descer, o que nos fez recuperar um pouco as forças. Não conhecíamos este trilho, ficámos fascinadas, aproveitámos para tirar algumas fotografias. Nesta altura já tínhamos cerca de três horas de caminhada.
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O pior ainda estava por vir: o “Canto do Cabeço”, um trilho com mais uma paisagem fenomenal, com um vegetação densa e verde, que nos permitia avistar o Vulcão dos Capelinhos, composta por uma subida íngreme, que nos deixa exaustas. Quase vencidas pelo cansaço alcançámos o topo e iniciámos então a nossa descida rumo à meta, o Vulcão dos Capelinhos. Nesta altura confesso que da cintura para baixo era quase como se não existisse.

Em suma, uma aventura única de contacto directo com a natureza; de paisagens magnífica; de conjugação entre desporto e lazer que recomendo a quem queira experimentar.
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As salas de ensaio do Conservatório da Horta, habitualmente fechadas e mudas à noite, têm as janelas iluminadas, apesar do sol se ter posto há muito. Da rua escuta-se música, e, assim que se abre a porta, chega um calor reconfortante que contrasta com o frio do exterior. Lá dentro, ao som do hip-hop, dois grupos seguem atentamente as orientações dos formadores, e tentam repetir os seus movimentos de dança, enquanto outros observam, à espera da sua vez. Não há lugar para distracções porque a oportunidade é única: os formadores são Lageat Alin e Max Oliveira, dois dos melhores b-boys portugueses, com cartas dadas lá fora. Lageat é campeão europeu de b-boying e integra o Top 16 mundial e Max foi considerado o melhor coreógrafo de hip-hop nacional em 2009. Elementos dos Momentum Crew, que o país em peso conheceu no concurso Portugal tem Talento, vieram ao Faial dar um workshop de b-boying para 70 pessoas. Tribuna das Ilhas assistiu às aulas e conversou com eles.
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O b-boying, também conhecido por breakdance, é um estilo de dança de rua que integra a cultura hip-hop, e surgiu em Nova Iorque, na década de 70, de onde viajou para todo o mundo. Como explica Lageat, o b-boying é o resultado do multiculturalismo e da diversidade que caracteriza o ambiente nova-iorquino: “o b-boying é uma arte que começou à base de festa: o porto-riquenho entrava e fazia um passo de salsa; o brasileiro mostrava capoeira…”, explica.
Quando os Momentum Crew surgiram, em 2003, existiam poucos grupos de b-boying em Portugal. Max, pioneiro do grupo, conheceu Mix num encontro de b-boying no Porto, onde marcou presença o b-boy Kujo, super-estrela mundial que incentivou os dois rapazes a formarem uma crew: “foi ele que nos explicou o conceito de momentum, palavra latina que significa impulso ou movimento que começa e nunca acaba. E isso aplica-se à dança. Como o português deriva do latim, fazia todo o sentido”, explica Max.
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Três anos depois, Lageat juntou-se “à família”, num encontro em Paris. Actualmente, o Momentum Crew são nove. A Max, Mix e Lageat juntam-se Pedro, Magik, Ivo, Deeogo, Bruce e Mad-Dog. Como conta Max, os Momentum formaram-se, não através de castings ou audições, mas como se formam todas as famílias: graças a um sentimento de “amor inexplicável” que os une a todos à volta desta arte.
Uma crew portuguesa… Com certeza!
A diversidade cultural que caracteriza o b-boying está bem presente nesta crew. Max é “tripeiro absoluto”, como se define, e Lageat nasceu na Martinica. As características nortenhas de um misturam-se com as influências caribenhas do outro e, em conjunto com as idiossincrasias dos restantes membros, dão aos Momentum o seu estilo único e inconfundível. Esse estilo é, acima de tudo, português: “temos uma forma muito portuguesa de expressar bboying. Não procuramos ser como os americanos ou como quaisquer outros. Somos nós, uma crew da cidade Invicta que representa sobretudo o verde, o vermelho e o amarelo”, diz Max.
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Na semi-final do Portugal tem Talento, concurso da SIC em que a crew participou, os Momentum surpreenderam o país ao mostrar que era possível fazer b-boying ao som de um poema de José Régio. Na final do concurso, contaram a história da nação na sua actuação. Esta prestação valeu-lhes o reconhecimento nacional; uma espécie de brinde da nação a um dos principais objectivos dos Momentum Crew: valorizar Portugal através da sua arte. Por isso, têm procurado conjugar o b-boying com elementos da cultura lusa: “temos dançado com poesia portuguesa, com fado, com instrumentais portugueses, como a guitarra portuguesa… Usamos b-boying como podíamos usar outra arte qualquer. O b-boying é o nosso microfone; o nosso instrumento de expressão”.
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O Faial tem Talento
Esta passagem pelo Faial representa a primeira presença dos Momentum Crew nos Açores. Para Lageat e Max, foi amor à primeira vista: “estamos apaixonados pelos Açores. Eu não conhecia o arquipélago. Já conheço o mundo quase todo, graças à minha profissão, e os Açores não estavam no meu mapa. Estão agora. Muitas vezes viajamos para sítios tão badalados a nível de media, chegamos lá e não é nada de especial… Aqui há algo muito especial nas pessoas: uma simpatia verdadeira, nada comercial… E sítios inacreditáveis!”, refere Max.
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A presença no Faial surgiu da ligação entre Lageat e António Godinho, portuense a viver no Faial: “o António foi ao Porto, encontrámo-nos e surgiu a ideia. Começámos a falar e vimos que ia ser possível fazer alguma coisa”, conta Lageat.
A adesão do público aos workshops dos Momentum Crew foi surpreendente: 70 participantes, na sua maioria crianças e jovens que já integram os vários grupos de dança na ilha. Max e Lageat ficaram surpreendidos com a qualidade dos formandos, e gostariam de voltar para continuar a formação. Além disso, “nos Açores há uma grande abertura para a arte mas há também falta de oportunidade para as pessoas terem acesso a bons espectáculos e coisas novas”, considera Max, por isso confessa que gostaria de criar um projecto conjunto, com o apoio das autoridades locais, para trazer à Região um bom espectáculo de dança.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 09.03.2012, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário

O Grupo de Teatro ChamaRir está de regresso aos palcos com mais uma comédia. “Troikas e Baldrocas” sobe ao palco sábado, dia 10 de Março, pelas 21h30, na Casa do Espírito Santo, na freguesia de Pedro Miguel.
Esta é a nona peça do grupo, que existe desde 2004, e tem como pano de fundo, como não podia deixar de ser, a Crise.
A nova comédia do Grupo de Teatro ChamaRir intitulada “Troikas e baldrocas” retracta um tema bastante actual e polémico: a crise. Passa-se no café “Toma lá crise”, que é explorado por Celestino, seu proprietário, com a ajuda da sua empregada Gabriela Carla.
Celestino recebe a notícia de que os seus primos da América estão a chegar para o conhecer. Então pede ao seu amigo Ramiro que fique a tomar conta do café enquanto vai à loja comprar um fato e uma gravata nova para receber com boa aparência os seus familiares.
Ramiro e sua esposa Laurinda, que vivem com dificuldades financeiras, engendram logo um plano para se fazerem passar por Celestino e sua mulher, para extorquir dinheiro aos americanos… E para saber o resto da história, o melhor mesmo é assistir.
Este grupo de teatro amador já habituou o público a bons espectáculos e muitas risadas. Esta é já a nona peça encenada desde que o grupo se estreou, em 2004. Presentemente conta com uma equipa de seis actores, a que se juntam os autores e encenadores das peças, Rui Silva e Ludgero Pinheiro.
Tribuna das Ilhas foi ao encontro do grupo em vésperas da estreia, e conversou com Rui Silva, que nos deu a conhecer um pouco da história do ChamaRir e da sua nova peça.
O ChamaRir surgiu, segundo explicou à nossa reportagem, na sequência de um convite da Junta de Freguesia de Pedro Miguel, que desafiou o Grupo Folclórico e Etnográfico da freguesia a formar um grupo de teatro para integrar o Projecto de Animação Desportiva e Cultural (PADC): “o Ludgero Pinheiro propôs que aceitássemos o desafio e sugeriu que fizéssemos esta parceria, que tem resultado até agora”, explica o porta-voz do grupo.
Assim, o grupo de teatro surgiu integrado no Grupo Folclórico e Etnográfico de Pedro Miguel (GFEPM), do qual fazem parte todos os elementos do ChamaRir. Por isso, e como explicou Rui, as estreias do ChamaRir são normalmente por esta altura, “época baixa” em termos de actuações do GFEPM. “Normalmente começamos a escrever as peças nos meses de Setembro ou Outubro. Geralmente no Verão dedicamo-nos ao Grupo Folclórico, que nessa altura tem mais actuações, e depois, no Inverno, retomamos a actividade do Grupo de Teatro”, refere.
No entender de Rui Silva, até agora tem sido fácil conciliar os ensaios do ChamaRir com as actividades do Grupo Folclórico: “ainda não temos tido actuações do Grupo Folclórico, pois estas surgem mais no Verão. Neste momento, coordenamos os ensaios do Grupo de Teatro com os do Grupo Folclórico. O que acontece é que temos todos os dias preenchidos mas nós estamos nisto por gosto e, como diz o povo, o que é por gosto não cansa”.
Fazer rir é mesmo o motivo que move este grupo, por isso opta pelas comédias. Para Rui Silva, um dos autores do texto, “fazer rir é muito difícil. Nós, quando escrevermos a peça e fazemos uma piada, pensamos que vai resultar. Também o actor que está habituado a fazer rir, e julga que vai fazer rir, fica com frio na espinha se a piada não resulta” explica.
É a fazer comédia que o ChamaRir se sente à vontade, no entanto Rui reconhece que “o drama seria um desafio, mas não sei se o nosso público iria reagir bem”. “O público, quando pensa no ChamaRir, já vai com aquele intuito de rir”, diz, acrescentando que a comédia continua também a ser um desafio: “a comédia, quanto a nós, é muito difícil de escrever, e é cada vez mais difícil fazer rir”.
É também um pouco por este motivo que há cerca de dois anos o grupo mantém sempre o mesmo elenco. Na opinião de Rui, isto torna mais fácil escrever as peças: “felizmente temos este grupo que é coeso e para nós, que escrevemos, é mais fácil porque já conhecemos os actores e conseguimos pensar melhor qual o actor mais adequado à personagem e quais as piadas indicadas para ele“, refere.
“Nas nossas peças existe muito improviso. Se nós vemos que numa apresentação um improviso resultou mantemos. Caso contrário, se vemos que o improviso ou uma determinada piada não resultaram fazemos alterações, porque o objectivo é fazer rir” salienta Rui. “Troikas e Baldrocas”, refere, não foge à regra e abre espaços ao improviso dos actores.
“Troikas e Baldrocas”, à semelhança das peças anteriores, aborda um tema da actualidade: “normalmente pegamos sempre em assuntos actuais mais polémicos”, diz Rui, acrescentando que este ano, “num cenário de crise, a história tem a ver com a crise, como não podia deixar de ser”.
No que diz respeito a actuações agendadas para este ano, Rui Silva revela que, para já, o grupo vai marcar presença nos Cedros, no dia 17 de Março, e nas Angústias, no dia 30, esta última no âmbito do PADC daquela freguesia.
O grupo tem noção de que 2012 não será um ano fácil no que aos espectáculos diz respeito: “este ano é um ano de crise as Juntas de Freguesia estão com dificuldades de orçamento logo, para percorremos as freguesias à semelhança dos anos anteriores, temos de ver qual é a disponibilidade existente”, explica.
O grupo já actuou em todas as freguesias da ilha, normalmente no âmbito do PADC. Já foi ao Pico três vezes, onde actuou nas Bandeiras e na Candelária. Este ano tem por objectivo ir à ilha Graciosa, um projecto que estava na agenda no ano passado mas não se concretizou e que este ano o Grupo vai tentar concretizar.
Actualmente, o único apoio com que o grupo conta vem da Câmara Municipal da Horta, através de um protocolo entre esta e o GFEPM que contempla também a actividade do grupo de teatro.
No passado sábado a discoteca EryKlub decidiu dedicar a noite à beleza e a moda, com a eleição da miss EryKlub. Este evento serviu também para mostrar a nova colecção Primavera/Verão da boutique 4 Estações, responsável pelos trajes do primeiro desfile da noite. O traje de noite esteve a cargo das concorrentes e da Diva Boutique.
Neste evento participaram 14 candidatas. A grande vencedora foi Sílvia Nogueira, natural de Almada mas a residir no Faial. Diana Pereira foi eleita primeira dama de honor, sendo o título de segunda dama de honor atribuído a Sónia Céu, ambas do Faial. As faialenses Isa Goulart e Micaela Pinheiro foram eleitas, respectivamente, miss Fotogenia e miss Simpatia.

Sílvia Nogueira foi eleita miss EryKlub
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DA ESQUERDA PARA A DIREITA: Diana Pereira (primeira dama de honor); Sílvia Nogueira (miss EryKlub) e Sónia Céu (segunda dama de honor)

Isa Goulart (à esquerda) foi eleita miss Fotogenia e Micaela Pinheiro (à direita) miss Simpatia
A crise económica, que começou por ser uma espécie de fantasma, do qual se falava muito mas não se sentiam grandes efeitos, é, hoje, uma realidade que cada vez mais atrapalha a vida dos portugueses, e os faialenses não são excepção. A crise faz aumentar as despesas, mas os rendimentos não esticam, antes pelo contrário. Neste cenário, o poder de compra cai e um mercado de 15 mil pessoas, como o faialense, acaba por ressentir-se.
No início do ano, o presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH) temia que um terço do comércio tradicional fechasse portas, cenário que, a verificar-se, representará um duro golpe para a economia da ilha.
A Horta, com potencial para tornar-se um apetecível centro comercial ao ar livre, vê os clientes afastarem-se do comércio local. Tribuna das Ilhas foi saber a opinião de vários empresários em actividade na ilha para sentir o pulso à actividade comercial, e falou também com Ângelo Duarte, presidente da CCIH, e com João Castro, presidente da Câmara Municipal da Horta, para tentar perceber com que apoios podem contar estes comerciantes.
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Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 24.02.2012 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário
Ontem, domingo de Entrudo, as Freguesias dos Flamengos e Praia do Almoxarife promoveram os já tradicionais desfiles de Carnaval.
Na Praia do Almoxarife, a ameaça de chuva fez com que o desfile fosse transferido para a sede da Sociedade Filarmónica. Miúdos e graúdo exibiram as suas fantasias, algumas bem originais, e até o grupo de idosos da freguesia marcou presença.
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Ontem, domingo de Entrudo, as Freguesias dos Flamengos e Praia do Almoxarife promoveram os já tradicionais desfiles de Carnaval.
Nos Flamengos nem mesmo a chuva que durou alguns minutos desanimou os foliões. As condições meteorológicas apenas condicionaram o início do deste desfile, que arrancou às 16h00, hora em que se alinhou o carro da Rainha do Carnaval dos Flamengos 2012.

O desfile saiu do Polivalente dos Flamengos, percorreu as rua do Cantinho, Cruz do Bravo, Arrife e Praça N.A.F. Muita gente fantasiada, com adereços coloridos e figurinos inusitados tomaram conta da Avenida, e poucas se importavam em ficar molhadas. Nem os pingos de água afastaram o público que à freguesia do Vale se deslocou para assistir a esta festa de Carnaval, em que, para além da Rainha, marcaram presença os Homens da Luta, os pescadores da Nazaré, os Smurfs, a Banda Filarmónica da Freguesia, o Grupo Zumba Spirit, entre outros, que trouxeram muita cor e alegria às ruas daquela freguesia.















Sob o tema "E viveram felizes para sempre -Histórias de Encantar" 1250 crianças das escolas do Faial desfilaram ontem pelas ruas da cidade, numa festa com muita côr e alegria onde não faltaram as figura de banda desenhada preferidas do mais pequeninos.
A Cinderela, a Carochinha e o João Ratão, a Branca de Neves e os 7 Anões, o Capuchinho Vermelho, Ali Babá e os 13 Ladrões, os Soldadinhos de Chumbo, Sininho e Peter Pan, os Smurfs, o Shrek e a Fiona, Gnomeu e Julieta, entre muitos outros clássicos da animação estiveram representados nesta iniciativa que resulta duma parceria entre a Câmara Municipal da Horta e a Escola Básica e Integrada da Horta.



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Do Amor, Luís de Camões, um dos mais excelsos utilizadores da língua portuguesa, disse ser “fogo que arde sem se ver”, “ferida que dói e não se sente”, um “contentamento descontente” ou “uma dor que desatina sem doer”. O facto daquele que é considerado por muitos o maior poeta português de sempre não ter conseguido definir o Amor sem entrar em contradições demonstra que essa é uma tarefa muito difícil, se não mesmo impossível.
A verdade é que não pode existir uma definição universal do Amor, precisamente porque ele é um milhão de coisas diferentes, para um milhão de diferentes pessoas. Para uns, amor é um beijo arrebatado, ao estilo do Clark Gable e da Vivien Leigh em E Tudo o Vento Levou. Para outros, é um beijo na testa, que vem do nada, quando estamos no nosso pijama favorito e já gasto, com o cabelo desgrenhado e uma aparência que nos faria evitar sair de casa mesmo que houvesse um acidente nuclear no meio da nossa sala de estar. Para uns, amor é um ramo de rosas vermelhas num dia especial. Para outros, uma barra do nosso chocolate preferido que recebemos num dia normal, só porque sim… Para uns o Amor é feito de provas de fogo, cenas de ciúmes, tempestades acaloradas seguidas de bonanças paradisíacas. Para outros é uma jornada, que se faz com um ou outro percalço, gargalhadas ou soluços, mas sempre lado a lado com aquela pessoa que, a meio do caminho, se mistura com aquilo que nós somos, de tal modo que, a dada altura, as sombras dos dois se fundem na estrada para formar um só. Para uns o Amor é uma música, para outros um poema, para outros ainda uma fotografia gasta que se guarda na carteira.
O Amor é irracional, volátil, matreiro e traiçoeiro. Como defini-lo se, na maior parte das vezes, nem sabemos por que razão o sentimos?
Construir uma definição do Amor que sirva a toda a gente é impossível. Resta-nos construir a nossa muito própria definição de amor, ou identificarmo-nos nas palavras de alguém que soube fazê-lo melhor que nós. Como Pablo Neruda: “Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde. Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho: eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se”.
Definir o amor é impossível. Mas celebrá-lo é inevitável. O Dia dos Namorados surge, por isso, como a altura do ano ideal para lembrar que não vivemos sem ele e que, afinal de contas, como diziam os Beatles, só precisamos é de Amor.


Vai realizar-se no próximo dia 11 de Fevereiro a 1.ª Gala Taça de Ralis do Canal 2011.
Esta gala, da responsabilidade do Clube Automóvel do Faial tem como objectivo aclamar todos aqueles que, na época passada, deram corpo às provas do clube.
Entretanto, já foi delineado o calendário desportivo para 2012.