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A Marina da Horta assinala hoje, dia 3 de Junho, 25 anos de existência. O hotel flutuante do Faial está, como sempre, a rebentar pelas costuras, fazendo jus à sua reputação de cartão-de-visita da cidade mar. A Marina da Horta conjuga a hospitalidade dos faialenses com a sua predisposição para o mar. Aliando estes factores à sua localização geoestratégica no Atlântico Norte, a marina faialense tornou-se uma referência mundial. Em dia de soprar as velas, Tribuna das Ilhas conversou com João Carlos Fraga, sobre as suas recordações da génese daquele espaço. Amante do mar, dos barcos e da marina, orgulha-se da forma como os faialenses recebem aqueles que vêm por mar: “para nós, um iatista é mais um dos nossos”.
Olhando em retrospectiva para o seu percurso de vida de 65 anos, João Carlos Fraga não tem dúvidas de que a sua infância tem cheiro a mar. Nascido na freguesia das Angústias, aprendeu a nadar com seis anos, e a doca e a baía foram o seu recreio de eleição.
João recorda bem os tempos em que não havia marina. Os iates, esses, apareciam sempre, apesar de, em alguns anos, essas aparições serem mais raras. Em 1961, por exemplo, recorda-se de ver apenas três iates na baía da Horta.
Antes da construção da Marina, os iates distribuíam-se desordeiramente pela baía. Em 1983, finalmente arrancou a obra daquele que viria a ser um dos espaços de maior referência a nível mundial para os homens do mar. No entanto, esse foi um passo difícil de dar, como recorda João, já que um grupo de faialenses descrentes do potencial desta infra-estrutura bateu o pé para que a mesma não fosse concretizada. Terá sido esse um dos factores que levou a que a marina fosse construída com dimensões mais reduzidas do que seria desejável, com lugares de amarração para cerca de 100 iates.
Apesar de tudo, a abertura da marina foi um acontecimento importante para muitos faialenses, tanto que a mesma teve até duas inaugurações, como recorda João Carlos: “teve a inauguração oficial, com os convidados do Governo, e depois outra, a ‘verdadeira’, que foi uma festa de homenagem aos faialenses feita por um iatista francês, o Daniel Katz”, lembra.
O problema de falta de espaço de que a marina da Horta padece fez-se sentir logo no primeiro ano de utilização: “quando foi inaugurada já era pequena”, recorda João Carlos. A ampliação daquele espaço para sul, cuja obra foi inaugurada a 2 de Março de 2002, não foi suficiente para resolver o problema, como é visível por esta altura, em que o espectáculo da floresta de mastros embandeirados na marina é ainda mais notório. Para João Carlos, espectador assíduo das entradas e saídas dos iates, o bom funcionamento da marina deve-se “à muito boa vontade do pessoal que trabalha lá”, que opera verdadeiros milagres na titânica tarefa de “fazer caber a Igreja dentro da sacristia”.
As pinturas que viraram superstição
Parte da mística que envolve a Marina da Horta deve-se às inúmeras pinturas que povoam o espaço, feitas pelos iatistas que por cá passam. João Carlos Fraga recorda que antes de haver marina já haviam desenhos: “lembro-me de os ver nas paredes da doca, os primeiros feitos talvez por marinheiros dos navios de guerra”.
As paredes da doca, enormes, foram um chamariz para um ou outro marinheiro mais artista, e alguns desenhos terão assim acabado por lançar o mote para aquilo que hoje se transformou numa verdadeira lenda, com os iatistas a não dispensarem deixar a tradicional pintura na marina, sob pena de apanharem uma viagem de percalços. A moda, que contagiou outras marinas do mundo, acabou desta forma por tornar-se uma superstição: passar na Horta a viajar à vela e não deixar registada essa passagem nos muros ou no chão da marina pode significar uma viagem de tormentas.
Horta, cidade cada vez mais mar
Para este amante do mar e dos veleiros, não há dúvidas de que o sangue dos faialenses cheira a sala. A identidade das nossas gentes faz-se também de mar, e uma prova disso é a atitude com que no Faial se recebe aqueles que chegam por mar. “Nós temos uma atitude em relação aos iatistas diferente da atitude em relação aos turistas: um iatista nunca é um turista, e um navegador, é um dos nossos, por mais exótico que seja o passaporte que traz na algibeira. Quem faz mil milhas de mar para estar aqui merece uma recepção diferente”, explica João Carlos.
Lotação Esgotada
Até à passada quarta-feira, dia 1, tinham entrado na Marina da Horta 484 iates, mais 30 do que no mesmo período de 2010. A maior parte destes veleiros são originários da Inglaterra, da França e da Alemanha. Em altura de festa de aniversário, a marina recebeu alguns convidados especiais: os veleiros do Rally ARC Europe, que vieram das Bermudas e estão ancorados na Horta, de onde partem com destino a Ponta Delgada na segunda-feira.
Em dia de festa, a Marina da Horta está sobrelotada. Mas, como tem acontecido em todos estes 25 anos, e irá certamente continuar a acontecer até à sua tão desejada ampliação, sem data de execução à vista, há sempre lugar para mais um.
Decorreu de 27 de Abril a 8 de Maio na cidade do Porto, o festival gastronómico de gastronomia açoriana.
A iniciativa, que decorreu no restaurante Dom Tonho, propriedade do conhecido cantor Rui Veloso, teve como principal objectivo dar a conhecer os pratos da cozinha açoriana.
O Chef Henrique Gomes, cozinheiro do Fayal Resort Hotel, levou consigo 800kg de mercadoria, desde carne, peixe a vinhos.
O cardápio apresentado contemplou polvo, queijo de são Jorge, lula, abrótea, atum, espadarte e muita carne.
O Chef Henrique Gomes foi o único a representar os Açores nesta iniciativa que tem como patronos a Câmara do Comércio e Indústria da Horta, Câmara Municipal, Banif Açores e SATA.
Tribuna das Ilhas contactou o Chef durante a realização do Festival que nos disse estar a correr “lindamente”.
Durante o certame foram apresentados dois pratos originais e o e Polvo Ilha Azul com Queijo de São Jorge, sendo que os pratos mais procurados são “Terra e Mar”, “Naco de Novilho”, o espadarte e o atum.
Importa ressalvar que foram servidas uma média de 220 refeições por dia durante este Festival e que no Don Tonho e nas suas ementas vão ficar alguns pratos açorianos.
O D. Tonho é uma referência na arte de cozinhar na cidade do Porto. As receitas nacionais contemplam todas as regiões do país e o mesmo se aplica à carta de vinhos. Mas como os olhos também comem, um antigo armazém de bacalhau na ribeira foi restaurado e o interior - acolhedor - revestido a granito. E depois, as janelas panorâmicas transportam-nos para o Douro, ali mesmo
Já pensou em mergulhar com tubarões? Isso já não é impossível. Mergulhar com tubarões é a nova aposta de promoção turística do Faial e dos Açores que a Norberto Diver tem para oferecer.
A funcionar desde 1996 e com larga experiência em observação de baleias, natação com golfinhos ou mergulho com escafandro, entre outras actividades, a Norberto Diver colocou à disposição dos amantes do mergulho e das actividades relacionadas com o mar um novo produto turístico: o mergulho com tubarões martelo e azuis.
Situado a nordeste do Oceano Atlântico, a uma distância de cerca de
O Faial não foge à regra, e destaca-se mesmo na sua relação com o mar, muito por culpa da sua localização geográfica estratégica, que fez do Porto da Horta, em tempos, um importante entreposto nas ligações marítimas e aéreas e por cabo submarino no Atlântico Norte. Actualmente a sua marina, com vista sobre a vizinha ilha do Pico, apresenta-se como um hotel flutuante que acolhe muitos iatistas de todo o mundo.
Conhecida também por ilha Azul, o Faial apresenta-se como um destino turístico de excelência quer pela sua beleza natural terrestre quer pela sua beleza marinha. As suas águas de azul cristalino são ricas em peixes coloridos, o que faz da ilha um destino ideal para os amantes da pesca, do mergulho e da observação de cetáceos. Esta última actividade adquiriu grande popularidade na década de 90, e continua a ser muito apreciada pelos turistas.
Fundada em
Desde então, oferece um vasto leque de serviços, que incluem a observação de baleias e golfinhos, a possibilidade de nadar com golfinhos, o mergulho com escafandro autónomo e passeios de barco.
Recentemente, a Norberto Diver iniciou um novo roteiro nesta área, o mergulho com tubarões, que tem sido motivo de grande interesse junto dos turistas e dos próprios operadores.
Esta actividade está a crescer rapidamente e a atrair inúmeros adeptos em todo o mundo. Os Açores são talvez o único destino da Europa onde se pode mergulhar com tubarões, e oferecem condições para a expansão da actividade.
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Tribuna das Ilhas foi ao encontro de Norberto Serpa, proprietário da Norberto Diver, que nos falou um pouco desta nova vertente do mergulho.
Leia a reportagem completa na Edição impressa do Tribuna das Ilhas de 8.4.2011 ou subscreva a assinatura digital deste semanário.

Esteve em discussão durante esta tarde na Assembleia da República o Plano de Estabilidade e Crescimento 4 (PEC4).
Depois de nos últimos dias a oposição já ter vindo a terreiro manifestar a sua intenção de votar contra esta medida, o primeiro ministro de Portugal afirmou que, se o documento fosse chumbado se demitiria, sem que inviabilizasse uma recandidatura.
Por volta das 20h00 de hoje, quarta-feira, e após uma reunião com Cavaco Silva, presidente da República, José Sócrates demitiu-se.
Tribuna das Ilhas vai acompanhar o evoluir da situação.
Diz a sabedoria popular que só temos uma vida completa quando escrevemos um livro, temos um filho ou plantamos uma árvore. Na manhã de hoje, Dia Mundial da Árvore e da Floresta, os alunos da EB/JI da Praia do Almoxarife puderam já riscar esta última tarefa da sua lista. Numa iniciativa da Junta de Freguesia local, as crianças passaram a manhã a plantar cerca de 130 árvores pelos espaços públicos ajardinados da freguesia.
De acordo com Lúcio Rodrigues, presidente da Junta de Freguesia da Praia do Almoxarife, esta iniciativa teve como principal objectivo sensibilizar os mais novos para a importância das árvores, principalmente no que diz respeito à produção de oxigénio. Aos jornalistas, o autarca frisou que a sensibilização das crianças é uma ferramenta eficaz na consequente sensibilização dos seus pais e familiares. Assim, as crianças puderam escutar o engenheiro Nuno Rodrigues, do Parque Natural do Faial, que falou breves momentos sobre a importância das árvores.
Depois, foi tempo de deitar mãos à obra e, com a supervisão e o auxílio dos funcionários da Junta de Freguesia, iniciar a plantação de algumas árvores no recinto da escola. O trabalho fez-se em ambiente de boa disposição, com muitas cantorias em que as árvores eram as protagonistas. Após o “aquecimento”, as crianças partiram para plantar árvores por vários locais da freguesia. Hibiscos, belas-sombras, araçaleiros ou azáleas, entre outras, contribuíram para embelezar a freguesia, e, torná-la ainda mais amiga do ambiente, pelas pequeninas mãos que sustentam a grande responsabilidade que é o futuro do planeta.
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Amanhã, dia 19 de Março, assinala-se o Dia Mundial do Artesão, data escolhida por ser o Dia de São José, patrono dos carpinteiros.
Até à Revolução Industrial, no século XIX, a produção era essencialmente artesanal. Os objectos eram feitos apenas com o auxílio das mãos e de alguns instrumentos rudimentares. Com o advento das máquinas e a revolução da indústria, o artesanato passou a ser, verdadeiramente, uma arte, dependente da sabedoria, da paciência e do gosto dos artesãos; artistas de mãos talentosas, que são cada vez mais raros e, em algumas valências do artesanato actual, tendem mesmo a desaparecer sem sucessores, o que vaticina o desaparecimento de algumas técnicas.
Tribuna das Ilhas esteve à conversa com alguns artesãos que, de diferentes maneiras, utilizam as suas experientes mãos para trabalhos que correm o risco de desaparecer.
Lúcia Sousa tem 75 anos e faz bordado a palha sobre tule desde os 13. Aprendeu a bordar porque naquela altura era preciso "ganhar algum troco", como explica. Mas o gosto ficou e hoje, apesar dos olhos cansados, continua a fazê-lo. Já ganhou vários prémios e passou por várias feiras de artesanato em Portugal e no estrangeiro. Um dos véus utilizados pela rainha Sofia de Espanha foi bordado por Lúcia.

John van Opstal nasceu em Roterdão, na Holanda. Tem 72 anos, e está no Faial há quase 25. É um dos poucos artesãos de scrimshaw que actualmente se conhecem. Pintor e ilustrador, descobriu a arte de gravar a tinta da china sobre o marfim dos dentes da baleia quando veio viver para o Faial, e apaixonou-se. Hoje, preocupa-o a escassez da matéria-prima, que pode comprometer a continuidade desta arte.
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À entrada do Mercado Municipal, a Sapataria Mascote é já uma referência daquele espaço, onde se instalou há cerca de quatro anos, e da cidade da Horta. A loja não se queixa de falta de movimento; a porta sempre aberta para receber os clientes, ou simplesmente uma ou outra visita, para trocar dois dedos de conversa com o sapateiro, sempre pronto para tagarelar. João Dias conta que "aparecem muitos curiosos, mas ninguém que queira aprender" verdadeiramente o trabalho. Tem pena que a profissão de sapateiro esteja em vias de extinção.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 18.03.2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário.

Ser mulher nos dias que correm é um desafio a todos os níveis. Acumular as funções de mãe, esposa, dona de casa, profissional, entre muitas outras é uma tarefa hercúlea e nada fácil.


Ontem, dia 10 de Março, o Cartão Azul municipal comemorou o seu primeiro ano de vida. Resultado de uma parceria entre a autarquia e a empresa municipal Hortaludus, este cartão foi criado com o intuito de trazer vantagens aos munícipes, em alguns serviços da Câmara Municipal, nas várias valências da Hortaludus e também junto de uma série de empresas locais que se associaram a esta iniciativa.
Um ano depois da entrada em funcionamento, o Cartão Azul conta com 825 adesões, nas suas várias falências. Ao longo deste tempo, o conceito foi e continua a ser trabalhado, com o intuito de reunir cada vez mais vantagens aos seus utilizadores, como explicou ao Tribuna das Ilhas João Morais, presidente da Hortaludus, entidade responsável pela gestão deste projecto.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 11.03.2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário.
Na tarde de ontem, terça-feira de Carnaval, a sede ginásio do Fayal Sport Club recebeu um desfile de fantasias, organizado em parceria pelo FSC e pela Cartoon Store/Insulândia.
No evento participaram 37 fantasias individuais e 9 grupos.
1.º classificado - Vasco Alexandrino
2.º classificado - Filipe Pereira
3.º classificado - Constança Silva
1.º classificado grupos até 10 pessoas - Flinstones
2.º classificado grupos até 10 pessoas - Gladiadoras
3.º classificado grupos até 10 pessoas - Bolas de Snocker
1.º classificado grupos mais de 10 pessoas - Pintinhas e a sua banda
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Na manhã de hoje as ruas da cidade da Horta encheram-se de animação, com o tradicional desfile de Carnaval das crianças das escolas da ilha.
Este ano o Carnaval serviu para celebrar a igualdade através da diferença, com o mote "todos diferentes, todos iguais" a servir de tema ao desfile.


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