Continuam na ordem do dia as inquietudes e desespero dos Faialenses com a oferta de lugares da AzoresAirlines e continuam por uma simples razão, a companhia Açoriana não percebeu ainda a responsabilidade que assumiu há 2 anos, aquando do abandono da TAP da rota LIS-HOR-LIS.
Por mais que se queira, por vezes, fazer crer, a verdade é que quase todas as forças políticas, e não só, se empenharam na tentativa, infrutífera até ao momento, de demonstrar a necessidade da melhoria das condições de serviço, ou pelo menos, a manutenção dos serviços. Serviços que os Faialenses, não diria a que estavam habituados ou acostumados, pois sou apologista que há hábitos e costumes que se podem e, em alguns casos, devem mudar, mas, acima de tudo, porque tinham ao seu dispor serviços necessários, justificáveis, precisos para o bom desenvolvimento da ilha e da própria região.
Esses serviços passam, claramente, pela oferta de 12 voos semanais, durante o mês de junho e setembro, e de 14 voos semanais, durante os meses de julho e agosto.
Tem sido isso que o Secretariado do PS Faial tem defendido ao longo de todo este tempo, interna e externamente, por mais que muitos se recusem a ler ou divulgar:
“…O Secretariado da ilha do Faial do Partido Socialista defende a integral manutenção da qualidade e número de ligações realizadas no ano transato, quer nos horários de Verão, quer nos horários de Inverno, sob pena de colapso de toda a indústria turística da ilha.
Desta forma, deverá ser mantida a atual oferta, ao nível do transporte de passageiros e, não menos importante, da disponibilidade para o transporte de carga aérea, vital, por exemplo, para sectores como a floricultura e as pescas da ilha do Faial e dos Açores….”
DECISÃO DA TAP DE NÃO CONCORRER AO SERVIÇO PÚBLICO DE TRANSPORTES AÉREOS
Horta, 26 de Fevereiro de 2015
“…Não obstante os esforços concretos realizados, continuaremos expectantes, tal como o assumimos, reivindicando a manutenção da oferta de lugares que a TAP oferecia, independentemente da garantia da SATA de que irá oferecer, em 2015, um total de 96.000 lugares, segundo o seu Conselho de Administração, o que representa um aumento de 27% em relação aos lugares ocupados em 2014.
Com fundamento e apoiados em factos estatísticos, que nos permitiram perceber que, em agosto de 2014, a TAP teve uma taxa de ocupação superior a 117%, continuaremos a reivindicar, que sejam repostos os 14 voos semanais apresentados pela TAP, nos meses de julho e agosto.
Outra solução, que não esta, poderá traduzir-se num impacto negativo para a economia local, com particular incidência na indústria turística da ilha, a exportação de peixe e a floricultura, onde o GRA tem investido ao longo dos últimos anos, de forma considerável, no apoio aos investimentos privados, os quais podem nesta fase, e em virtude da falta de clientes, ou de escoamento de produto, ser postos em causa.
Desta forma, continuaremos empenhados na defesa dos interesses dos Faialenses, demonstrando-o com ações efetivas e não apenas com simples palavras ou escritos….”
OBRIGAÇÕES DE SERVIÇO PÚBLICO DE TRANSPORTES AÉREOS
Horta, 9 de Março de 2015
“…O PS/Faial já transmitiu qual foi sua ação na defesa intransigente da manutenção das ligações aéreas para a ilha do Faial e os faialenses sabem bem disso….”
PSD/FAIAL CONFIRMA QUE NÃO FEZ NADA A NÃO SER COMUNICADOS PARA OMITIR A SUA INAÇÃO
Horta, 21 de Maio de 2015
Reiterando todas estes apelos, reforçando todas estas mensagens, o Grupo Municipal do PS, na Assembleia Municipal, realizada no passado dia 28, simbolicamente, em Castelo Branco, apresentou um Voto de Recomendação ao Governo Regional, onde realça que a oferta de mais um voo nos períodos de abril, maio e outubro, não corresponde às reais necessidades do desenvolvimento turístico da ilha, chamando a atenção para a necessidade do aumento da oferta, nos meses de julho e agosto, não apenas consubstanciado na experiência de 2016, onde a falta de voos foi uma realidade, mas assente, sobretudo, na certeza do aumento da oferta turística, no que ao número de alojamentos diz respeito, com um licenciamento superior a 500 camas, nos próximos anos.
Esperemos que, assumindo a sua responsabilidade, a Companha Açoriana, defina, até final deste ano, o número de voos necessários para os meses de junho e setembro (12), e julho e agosto (14), que permitam que, em 2017, se alcance um verdadeiro recorde de entradas no Aeroporto da Horta contribuindo, desta forma, para o desenvolvimento de muitos sectores económicos da ilha do Faial.