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19
janeiro

Horta Cidade Educadora

Escrito por  Luís Botelho
Publicado em Luís Botelho
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No passado mês de agosto de 2017, a Cidade da Horta passou a fazer parte da Associação Internacional das Cidades Educadoras e, pela primeira vez, desenvolveu atividades, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Cidade Educadora, que se realiza a 30 de novembro. A associação teve o seu primeiro encontro no 1.º Congresso Internacional das Cidades Educadoras, em Barcelona em novembro de 1990.

Os princípios daquilo que deve ser uma Cidade Educadora devem ser do conhecimento de todos os cidadãos, pois permite um maior reconhecimento do trabalho desenvolvido pela sua cidade, a forma como pode e deve enquadrar-se no conceito de cidade Educadora e, sobretudo, permite um melhor usufruto e participação nos seus destinos e nos seus desafios.
De acordo com a Carta das Cidades Educadoras, os grandes desafios do século XXI que se colocam às cidades são:
1- “Investir” na educação de cada pessoa;
2- Promover as condições de plena igualdade para que todos possam sentir-se respeitados e serem respeitadores, capazes de diálogo;
3- Conjugar todos os fatores possíveis para que se possa construir, cidade a cidade, uma verdadeira sociedade do conhecimento sem exclusões.
Na adesão ao presente conceito, o Município da Horta manifestou o seu firme compromisso com o Direito à Cidade Educadora, como extensão do direito fundamental de todas as pessoas à educação inclusiva e de qualidade ao longo da vida, assegurando que este direito possa efetivar-se sem discriminação alguma e reforçando o importante trabalho educativo exercido por escolas e famílias.
Cabe também destacar as propostas educativas inovadoras, de âmbito informal oferecidas por bibliotecas, museus, centros culturais, de saúde, desportivos, associações, tecido empresarial, meios de comunicação, entre outros, que devem complementar e enriquecer a educação formal.
A Câmara da Horta reconhece o enorme poder de transformação social da educação, valorizando e apoiando o valioso trabalho educativo que realizam todos os agentes na construção deste modelo de cidade. Em conjunto, contribuem todos para uma mudança de paradigma na educação.
Neste sentido, a Autarquia desafia a comunidade educativa, o tecido associativo e a sociedade civil a juntarem esforços para efetivar o Direito à Cidade Educadora: uma cidade que seja regida pela inclusão e a igualdade de oportunidades, pela justiça social, pela equidade, pela diversidade; uma cidade livre de todo o tipo de violência, que promova a democracia participativa, a convivência entre diferentes culturas, o diálogo entre gerações, a empatia, a cooperação, entre outros. Esta ambição responde aos Princípios plasmados na Carta das Cidades Educadoras.
“A cidade educadora tem personalidade própria, integrada no país onde se situa é, por consequência, interdependente do território do qual faz parte. É igualmente uma cidade que se relaciona com o seu meio envolvente, com outros centros urbanos e com outros países. O seu objetivo permanente será o de aprender, trocar, partilhar e, por consequência, enriquecer a vida dos seus habitantes.”
Em suma, mesmo antes de fazer parte da Associação Internacional, a cidade da Horta, pelo seu cosmopolitismo, pela sua abertura ao Mar, pelo seu acolhimento a quantos pela sua marina e cidade passaram, sempre permitiu “aprender, trocar, partilhar e, por consequência, enriquecer a vida dos seus habitantes”.
Tenhamos na HORTA CIDADE MAR, uma Grande Cidade Educadora. 

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