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José Azevedo

José Azevedo (16)

21
julho

REVIVENDO…

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

A personalidade é o João Carlos Fraga.

Lendo o Tribuna Das Ilhas, jornal que assinamos desde o seu nascimento e que continuamos a considerar, saltou-nos à memória reflectiva, a pessoa gentil dura particular e jovial amigo, que partiu para a Eternidade precocemente e que se dá pelo nome de Carlos Fraga, o homem dos iates.
Conhecemo-lo desde menino, pois eramos de relacionamento afável com seus progenitores, particularmente do seu pai, um cidadão marcante, socialmente reconhecido, ligado ao clube da nossa predilecçao e um cavalheiro que marcou assinalável posição no nosso ambiente hortense.
O João Carlos Fraga, tornou-se nosso  conhecido especial praticamente por causa de uma forte ligação ousada esclarecida e generosa, à nossa “marina”, e mais propriamente aos “aventureiros”, designação que, ao tempo dávamos, aos iates que demandavam a nossa baía, cujas tripulações confraternizavam assiduamente com ele.
O nosso amigo João Fraga era um funcinário dedicado e respeitável da Companhia Aérea Açoriana, contudo a sua particular condição de apoiante incondicional dos “aventureiros” que escalavam ao porto da Horta, depressa e vigorosamente se impôs no nosso panorama específico da baía, certamente, desde sempre procurada e reconhecida como destino privilegiado dos iatistas.
O seu convívio com estas gentes de tantas nacionalidades e a frequência com que era visto a confraternizar nas melhores e respeitáveis “mesas” do Café Sport propriedade do mundialmente conhecido “Peter” de nome José Azevedo, tornaram-no uma figura ímpar na vivência normal da nossa cidade mar.
Não Vivemos na sorridente cidade da Horta à várias décadas, mas sentimos os seus directos anseios e por essas específicas razões, entendemos que já era tempo de dotar a nossa concorrida e apreciada “marina” dum memorial, recordando tão prestável e distinguido cidadão.
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30
junho

Revivendo…

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

Vivemos na ilha do Pico, já lá vão mais de cinco décadas e meia e, curiosamente sempre balizámos a nossa vivência costumada, por dois eventos de carácter religioso e até de alguma maneira social, muito queridos e estimados da sua população.

Trata-se particularmente das festividades em louvor do Divino Espírito Santo e em honra so Senhor Bom Jesus Milagroso.
Na minha ilha natal, o faial, mais propriamente na cidade cosmopolita da Horta, aonde nascemos, estudámos e trabalhámos longos anos estas festividades também eram motivo de enormes movimentações, que obrigavam as “velhas lanchas” a cruzarem o canal num vai e vem, quase permanente.
Para nós, terá sido a festa do Bom Jesus Milagroso que desde bem menino nos fazia atravessar o Canal e curiosamente, não poucas vezes viajarmos directamente para o “porto” da ridente freguesia de S. Mateus já éramos, então estudante liceal com alguma autonomia, quando tivemos a oportunidade de participar nos festejos do Divino Espírito Santo, na vizinha Madalena.
Fazíamo-lo com enorme alegria e até, com alguma ansiedade e alegrávamo-nos sobremaneira, quando privávamos do convívio dos nossos colegas da ilha Montanha.
A rosquilha que nos era oferecida, em louvor do Divino Espírito Santo era considerada como uma dádiva muito preciosa que, já tarde dentro, saboreávamos com enorme prazer na companhia dos nossos.
Hoje em dia, todas essas festividades continuam a acontecer, nas suas datas certas, só que sem a alegria e a ansiedade de outrora já que as vivências actuaismudaram muito e, felizmente para melhor, permitindo que em todas as localidades em louvor do Dívino Espírito Santo e mantenham autos repastos e haja uma parfusão notável de distribuição de roquilhas, vésperas ou pãe, para quantos acorrem aos diferentes impérios.
Outros tempos bem mais pródigos com outros costumes, trajes e celebrações.
Porém, mantendo, ainda o espírito de gratidão e reconhecimento pelo Divino Espírito Santo, como se comprova ano após ano com as celebrações tradicionais do Império dos nobres que continuam a honrar a Edilidade Hortense.

Junho de 2017

 

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