Tribuna das Ilhas

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José Azevedo

José Azevedo (16)

02
novembro

O cidadão prestável e generoso de Mário Fraião

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

Pouco mais velho do que nós, pois já conta noventa anos de existência, este prezado cidadão continua a valorizar-se e, simultaneamente, a valorizar a sua terra natal, a ilha do Faial, e particularmente a ridente cidade mar da Horta.
Desde que o conhecemos, a sua personalidade marcante, o seu convívio, alegre e jocoso, atraente e a sua determinação acertada e altruísta, construtiva e valorativa são atributos que configuram com a sua personalidade e o distinguem, ainda no nosso burgo hortense.
O cidadão Mário Fraião, contínua sendo honra lhe seja, digno de figurar na lista das personalidades que maior contribuiu para o desenvolvimento e valorização no campo cultural e social.
Um cavalheiro de palavra fácil, exprimindo-se, sempre com alguma jocosidade, mas numa linguagem fina e esclarecedora, continua a demonstrar o seu elevado grau de cidadão valorativo e patenteando a sua figura ímpar.
Ao longo da sua provecta vivência tem sido um arauto das legítimas aspirações das nossas gentes e da nossa cidade, contribuindo para a visibilidade, já bem patente, na nossa ilha.
Recordamo-lo, já cidadão reconhecido quando numa determinação arriscada dotou a Horta da manifestação cultural, intitulada “cinema”, que ao tempo permitiu que pudéssemos apreciar melhores filmes da época.
Para além do homem de letras, com obras deveras apreciadas, exerceu a função bancária, contribuindo para que a instalação dum Estabelecimento bancário fosse uma feliz realidade, nesta avoenga vila de hoje.
E de longe, deste lado sua da Ilha Montanha, vai o abraço amigo e de parabéns, pelo lançamento de mais um precioso volume literário. 

 

Outubro de 2018

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04
outubro

Divagando… - Revivendo a ilha do Faial

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

Há poucos dias tivemos a oportunidade de voltar a visitar a nossa ilha natal, com o propósito de ver e conviver com os nossos prezados familiares.
Graças à gentileza dum jovem e promissor sobrinho, que, presentemente, estuda na Universidade de Aveiro, acabámos por percorrer toda a ilha azul, sempre cheia de encantos e recantos paradisíacos.
Por todas as freguesias é bem visível uma explosão de novos edifícios, boa parte deles bem vistosos e, ainda, algumas igrejas reconstruídas, ou edificadas de raiz, como é o caso do belo templo dos Flamengos.
De referenciar, também, alguns espaços de lazer que, naturalmente, são motivo de atração, quer de residentes, quer de tantos visitantes.
A Horta, cidade-mar, formada pelas freguesias das Angústias, Matriz e Conceição, continua sendo local privilegiado para tantos velejadores, cujo número é, deveras, impressionante e fazem da sua marina uma estrutura singular, à volta do mundo.
Dignas duma visita são as instalações específicas junto à Fábrica da Baleia e que constituem um repositório científico de reconhecimento e enorme valor.
O Vulcão dos Capelinhos tornou-se, sem qualquer dúvida, uma visita obrigatória, bem como a observação do respetivo “Centro de Interpretação”.
Gostámos, ainda, de rever a esbelta Capela da Ribeira Funda e a progressiva freguesia dos Cedros, cujos dois amplos restaurantes se encontravam pejados de comensais, tanto deles visitantes nacionais e estrangeiros.
Foi num deles, que almoçámos, por sinal, uma ementa caseira, deveras apetitosa e gostosa. Aqui, apreciámos, com agrado, a gentileza com que fomos tratados.
De caminho para a Horta, descemos à Praia do Almoxarife e constatámos os inúmeros progressos visíveis quer na sua longa orla marítima, quer nos seus arranjos e parques.
Depois, e, após alguém cavaqueio com os familiares amigos, regressámos à ilha montanha, felizes e tranquilizados com a magnifica visita à nossa ilha de bruma.

 

Setembro 2018

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17
agosto

Recordando Figuras Marcantes D’outrora - O Mestre Costa da Fayal Coal

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

Era eu bom jovem, estudante dos primeiros anos de Liceu Manuel d’Arriaga, quando tive a oportunidade de ficar a saber quem era o Mestre Costa, pessoa muito falada e conceituada, no meio hortense, pelas suas qualidades profissionais específicas de artista e competente e cordato cidadão.
Este cavalheiro respeitado, ao tempo, era o mestre da oficina de renome mundial, intitulada “Fayal Coal” e distinguia-se pela sua inquestionável competência profissional e, ainda, pelo seu trato afável.
Habitava, na altura, numa moradia própria, na freguesia das Angústias, na Rua Conde d’Ávila, a qual continha, no rés-do-chão, uma barbearia, cujo proprietário era conhecido, vulgarmente, pela designação, um tanto jocosa de “José Gargalhada”.
Tratava-se, efetivamente, duma figura distinguida no meio urbano, pai duma família que se impunha, pela sua visibilidade.
Recordo-me, bem, de todos os seus filhos e filhas, todos com personalidades já bem definidas.
No que respeita aos filhos, recordo, com simpatia, o Gilberto, o mais velho, o Luís e o Alberto, todos empregados, creio, nas Companhias Cabográficas, sediadas na Horta, naquela época já distante.
No que respeita às filhas, lembro-me bem delas, a mais velha, esposa dum conhecido e estimado concidadão vizinho, de nome Luís Greaves, que viajaram, depois para a Inglaterra e a mais nova, consorciada com um colega meu, mais velho, do nome Manuel Gaspar, que viveram largos anos em São Miguel, acabando por se fixarem, definitivamente, na nossa cidade.
Deste casal, ainda é possível encontrar descendentes, que fazem as suas vivências, no velho e afamado burgo hortense.
O cidadão distinguido, aqui referenciado e há muito desaparecido foi, sem sombra de dúvida, uma apreciável referência, que sobressaiu no seu tempo, como “Mestre” da Fayal Coal, mas, também é justo evocá-lo como figura marcante d’outrora. 

José Azevedo

Abril de 2018

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11
maio

Recordando figuras marcantes d’outrora - O Professor Faria

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

Conheci-o, quando dei entrada no Liceu da Horta, e comecei a ser frequentador da sua sala de explicações situada na Rua do Meio, da freguesia das Angústias.
Logo, à partida, a sua condição de “invisual” impressionou-me fortemente, já que me era difícil compreender que uma pessoa, sujeita a tal condicionalismo, pudesse orientar-nos e elucidar-nos sobre os temas inerentes aos currículos ministrados nas aulas liceais.
O Professor Faria era uma figura alta, magra, de cabelos brancos e óculos escuros que, ordinariamente, se passeava pela sua sala de explicações, enquanto nos ia elucidando sobre as nossas dúvidas e dificuldades que, no momento era motivo da nossa preocupação.
Curiosamente, aquilo que mais me impressionava naquele velho mestre, é que, apesar da sua condição de “cego”, conseguia fazer-nos perceber e resolver tantas e tão complicadas dificuldades, particularmente nas áreas da Matemática e Geometria.
Recordo, também do, então, meu professor liceal de Matemática, por certo já falecido, um coimbrão divertido e assumido, me dizer, numa aula, que gostava de conhecer o Professor Faria.
Na altura não me foi difícil levar o dito professor liceal a casa do Professor Faria e, recordo, como se fosse hoje, as palavras que ele proferiu, que terão sido, mais ou menos, estas: – “Caro Professor Faria, ansiavam há algum tempo, conhecê-lo, pessoalmente, já que a sua condição de “cego” impedia-me de pensar e admitir a ideia de que pudesse ensinar e resolver tantos e tão variados problemas, delicados e intricados, contidos nos manuais escolares, então utilizados”.
Recordo, com saudade, este idoso esclarecido cidadão que, nas horas de lazer, tanto apreciava “saborear” um cigarro, da marca “Alvo” e de nos contar lindas e atraentes histórias sobre a vigência da primeira República, que ele tanto sublimava, na sua condição de democrata convicto.
Lembro-me, ainda, de estar presente, por sinal bem jovem, ainda, na sede do Angústias Atlético Clube, aonde se promoveu uma sessão cultural, exaltando as suas capacidades teatrais.
Fiquei a saber, ainda a seu respeito, que este prestável cavalheiro havia exercido, na Horta, as funções de Inspector Escolar.
Era um cavalheiro que, apesar de “cego”, gostava de passear, ostentando a sua bengala, e, também, acompanhado por um seu sobrinho dedicado, que me recordo, falava inglês, com muita qualidade.

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29
março

Recordando figuras marcantes d’outrora - As Senhoras Medeiros

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

Era eu um jovem aluno do velho Liceu da Horta, quando me foi dado o prazer e a oportunidade de ser apresentado a estas duas venerandas e simpáticas senhoras, residentes no aprazível e movimentado Largo do Infante, numa magnífica casa que me encantava, possivelmente por conter um alto, esbelto e riquíssimo relógio, encostado à parede.
Tinham, por nomes, respetivamente, Dª. Olga e Dª. Natália.
Nesse tempo, já bem distante, habitava com estas cultas e generosas senhoras uma sobrinha, de nome Yolanda, filha duma irmã das ditas senhoras e dum Engenheiro de nome Mr. Corsepius, por sinal, ainda recordado na avoenga Vila das Lajes do Pico, certamente por gente bem idosa, por ter providenciado a instalação da primeira central eléctrica nesta localidade.
Pude, assim e naturalmente, através do convívio respeitoso com estas distinguidas senhoras, privar de muitos e enriquecedores conhecimentos que, certamente acabariam por ter influência nos meus comportamentos.
Foi com a Dª. Olga com quem mais me relacionei, pois, esta veneranda senhora teve a bondade e a gentileza de me ajudar imenso, na aprendizagem da língua inglesa, a qual dominava com perfeito conhecimento.
Estas simpáticas senhoras pertenceram a uma elite requintada e esclarecida, que convivia, frequentemente, com o elevado número de estrangeiros, ligados às Compa-nhias cabográficas, muitos dos quais acabariam por trazer as famílias e outros, por cá se casaram.
Terá sido, certamente, o período de maior elite cultural e social que a ridente cidade da Horta viveu.
Há algum tempo que venho “discorrendo” sobre figuras marcantes d’outrora, que povoaram esta cidade, aonde me criei, estudei e trabalhei e não ficaria bem com a minha consciência, se não trouxesse à ribalta, quer as venerandas e para sempre recordadas e estimadas irmãs Medeiros, quer, também, a gentil e realista sobrinha que, até aos dias de hoje, mantem a generosidade da comunicação, ainda que a espaços. 

José Azevedo

Fevereiro 2018

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02
março

Figuras marcantes doutros tempos - Mestre Simão - um velho lobo do mar

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

Desde menino, que iniciei as travessias entre Faial e Pico, mais propriamente, entre Horta, a Madalena e São Mateus, na companhia de familiares, muito chegados, normalmente por ocasião das festividades do Senhor Bom Jesus Milagroso.
Mais tarde, continuei a atravessar o canal, só que, agora, em sentido inverso.
E, muitas foram, ao longo destes anos todos, as viagens que tive de fazer, algumas com maresias de nos pararem a respiração, particularmente, quando Madalena e Calhau ficavam fechados ao serviço de cabotagem das velhas lanchas, que tão eficientes serviços prestavam, sobretudo, quando surgia um caso de doença, que obrigava a uma urgente deslocação para o Hospital.
Cheguei a levar, da Prainha à Horta, mais de duas horas, tal o estado bravio do mar e, quase sempre, nestas condições, era o velho lobo do mar, Mestre Simão, que conduzia a embarcação, com uma perícia e cautela, deveras impressionante.
Homem muito prático e conhecedor das maresias que enfureciam o canal, era uma personalidade no seu posto de comando, aonde pouco falava e, se o fazia, era, quase sempre para dar orientações dos marinheiros.
Como referi, muitas foram as viagens que fiz, boa parte delas, sentado num “banco” corrido, que se situava, mesmo, por detrás do mestre e registo, aqui, algumas respostas que proferiu na sua voz calma e que denotam o seu específico modo de esclarecer os presentes.
Numa viagem, da Horta para a Madalena, um cavalheiro, que me era desconhecido, a certa altura, perguntou ao Mestre Simão qual seria o melhor porto do Pico.
Com a bonomia que o caracterizava, o Mestre Simão respondeu: - “O mês de Julho”.
Doutra vez, navegando da Prainha para a Horta com maresias de temer, nós, respetivamente, o Padre Raposo, uma senhora que vendia rendas e a minha pessoa, que viajávamos sentados no banco por detrás do Mestre, recebemos ordem de descer, imediatamente, para baixo.
Quando duas horas depois, o Mestre Simão mandou um marinheiro dizer-nos para subirmos ao comando e, ao chegarmos, ele repetia, com entusiasmo e alegria: - “Esta não é uma lancha, é um autêntico navio.”
Aqui, presto sentida homenagem ao Homem merecedor da nossa reconhecida gratidão.

José Azevedo
Janeiro 2018

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19
janeiro

Prendas de natal

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

Quem deambular, nesta quadra natalícia, pelas ruas da nossa cidade da Horta, aperceber-se-á, de imediato que, à semelhança do que acontecia, no nosso tempo de jovem, duma enorme preocupação que domina e avassala o desejado interesse em adquirir “prendas”, naturalmente, acreditamos nós, de acordo com as respectivas possibilidades ou em grupo, foi-nos permitido assistir a curiosos diálogos, naquele tempo, já distante, quer entre os interessados na compra das prendas e os diligentes e pressurosos empregados comerciais, sempre solícitos na valorização das suas mercadorias, quer entre as pessoas dos próprios grupos de compradores, com possibilidades bastante diferenciadas.

Nesses tempos idos, e revivendo as circunstâncias próprias, podemos concluir, agora, que os fregueses, tal como os actuais, se podem classificar de consumistas, ou, pelo contrário, de pessoas que avaliavam, conscientemente, o seu dever e haver, antes de confirmarem suas opções e decisões.
As nossas comunidades actuais, queiramos ou não concordar, vivem, nestes tempos que correm, bem mais desafogados e, curiosamente, até se permitem adquirir “prendas” que, certamente, povoam os nossos mercados, porventura já bem menos restritos.
Para quem, como nós, já sente e bem o peso dos anos e vive, geralmente com maiores restrições, tornou-se um velho hábito avaliar os preços e, mesmo discuti-los, antes de avançarmos para quaisquer compras.
Entre nós, continua a ser hábito ancestral fazer-se as ofertas das prendas, em nome do menino Jesus.
A propósito, um edificante hábito que as nossas comunidades sobrelevam, nesta quadra, repleta de simbolismo é a confraternização com um impressionante número de idosos e até crianças que tanto apreciam um sincero carinho, que lhes falta ao longo de todo o ano.
É por isso que, nem luzes, nem Presépios nem decorações sobrelevam um tão desejado carinho, ou um sincero acolhimento fraterno.
Que bom que seria que as nossas comunidades valorizassem, respeitosamente, os seus familiares idosos, em comunhão perfeita, agradecendo o dom supremo da vida, ao Deus Menino. 

 

dezembro de 2017

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05
janeiro

A padroeira de Portugal

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

Mais uma vez, o calendário litúrgico marcou a data da festividade em louvor de Nossa Senhora da Conceição, instituída na dignidade de Padroeira de Portugal, no reinado de D. João IV, oitavo duque de Bragança, mas já venerada no longínquo tempo do nosso rei D. Afonso Henriques, após a conquista de Lisboa.
Em muitas paróquias das nossas ilhas, a festividade litúrgica concretiza-se, ano após ano, na Eucaristia solene e na procissão, muito concorrida que se segue, de imediato, particularmente de devotos que acorrem das freguesias do campo.
Na cidade da Horta, nossa terra de origem esta festividade continua a ser um evento religioso de maior visibilidade, sem dúvida, naturalmente, aquela que maior expressividade regista, nesta quadra do ano.
Recordamo-nos, com saudade, dos tempos em que vivíamos na ridente Cidade da Horta e a envocação desta solenidade religiosa que nos levava a participar, com entusiasmo, nas “novenas”; extraordinariamente participadas, a tal ponto, que bastas vezes nem podíamos entrar no corpo da Igreja da Freguesia da Conceição.
Eram mementos particularmente vividos por todos quanto prezavam tal ocorrência do calendário litúrgico, sem dúvida, tanta gente das freguesias, a manifestar o seu contributo participativo, quer na Eucaristia solene, quer no cortejo processional que, ao compasso das filarmónicas convidadas, percorria boa parte das ruas da nossa cidade, particularmente, as do lado norte da cidade, quer na visita às montras.
Tempos vividos com entusiasmo e emoção e que, felizmente se recordam, com saudade, tantas vezes evocando as memórias dos nossos maiores que a eternidade já chamou a si.
Resta-nos a memória dessas cerimónias que, gostosamente recordamos e entre elas a do saudoso Padre Silvestre que, durante muitos anos, contribuiu, entusiasticamente para o engrandecimento da sua Paróquia.

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20
dezembro

“Mea culpa”

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

Há algumas semanas escrevemos um simples e despretensioso artigo, no semanário “Tribuna das Ilhas”, e, por deficiência de informação, na qual acreditámos, de imediato, “matámos” o nosso particular e estimado Amigo professor Dr. José Lucas, personalidade deveras benquista no meio hortense e até em diversas paragens picarotas, o qual exerceu, com dedicação e aprumo a nobre profissão, no antigo Liceu da Horta, hoje designado de Escola Secundária Manuel d’Arriaga e localizado num dos extremos da ridente cidade da Horta, mais propriamente no Pasteleiro, uma zona característica da progressiva freguesia das Angústias.
Do involuntário e traumatizante erro, proferido no anterior escrito, entendemos que é nossa linear obrigação, apresentarmos o nosso sentido e sincero pedido de desculpas, primeiro ao sempre estimado, lembrado e sublimado Dr. José Lucas, amigo de tantos anos e, ainda aos familiares amigos com quem vim, presentemente e que tanto o prezam.
Finalmente, se mais familiares do nosso especial, devotado e jocoso amigo professor Dr. José Lucas existirem, nada mais nos resta senão pedir desculpas.

Dezembro de 2017

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07
dezembro

Figuras marcantes doutros tempos

Escrito por José Azevedo
Publicado em José Azevedo

O Dr. Simas

Vulgarmente apelidado de “Pai Simas”, foi indubitavelmente, uma personalidade singular, respeitada, e, até, por vezes, considerada controversa, devido ao seu carácter de cavalheiro culto, assumido, livre e respeitador.
No velho Liceu Manuel d’Arriaga, aonde mais privámos com este distinguido professor de Francês, ele primava por ser marcante, na sua profissão e até generoso nas suas apreciações, apesar de seu aspecto severo e porte autoritário.
Várias foram as gerações de educador que com ele privaram, nomeadamente, através das aulas de Francês, ao tempo disciplina obrigatória.
Tivemos o privilégio de ser seu aluno e, com ele privamos algumas vezes nomeadamente quando meu pai, barbeiro de profissão, lhe cortava o cabelo.
Nesses momentos de descontracção, pudemos compreender e interiorizar o seu valioso empenho, na valorização e consideração pelos seus alunos.
Por apelido chamávamos-lhe o “Pai Simas”; e não era de ânimo leve, que entrávamos para uma aula sua, já que as exigências demonstradas obrigavam-nos a uma dedicação específica, por essa disciplina.
Foi sempre uma figura por quem mantivemos um respeito próprio, mas “tocado” dum carinho singular que, tantas vezes, nos dispensava.
Já, então, deveras idoso, mas sempre dinâmico uma bela ocasião, encontrámo-lo numa camioneta a caminho dos Flamengos. O Dr. Simas dirigia-se, mais propriamente, à Quinta de São Lourenço, para adquirir “plantio” de árvores de fruto e, naturalmente, após os cumprimentos afectivos demos-lhe os parabéns, por já se encontrar reformado.
Curiosamente nunca mais nos esquecermos das palavras sinceras com que nos respondeu:
- “Ó Azevedo eu gostei muito de ser professor de Liceu, enquanto o corpo docente e o corpo discente mantiveram o devido e merecido respeito, mas nesta altura, não duvido que tal salteação se tornou uma “miragem”. g

Dezembro de 2017

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