Brecht, que falava alemão, sabia da vida como poucos e teve de fugir ao nazi-fascismo, alertou-nos: prenderam os operários e não nos importámos; prenderam os miseráveis e não nos importámos. Quando nos vierem prender, ninguém estará cá para se importar. São estes os tempos que vivemos, de apatia democrática e do quase abandono cívico. E poucos/as se sobressaltam. Assistimos à diluição das instituições democráticas e ao empobrecimento da vida cívica, enquanto vamos deitando um olhar feliz às migalhas que nos restam e ao magro rendimento...
Eutanásia deriva da expressão grega eu (bom) thanatos (morte) e, portanto, etimologicamente acaba por significar morte “boa, calma, piedosa e humanitária”. Deve-se possivelmente a Bacon, no século XVII, a sua introdução no léxico comum, defendendo este filósofo a prática do acto em doentes incuráveis e em sofrimento por médicos que “deveriam possuir a habilidade necessária a dulcificar com suas mãos os sofrimentos e a agonia da morte”. Por oposição à distanásia ou obstinação terapêutica, a ortotanásia é a atitude de não prolongar...
A Sala Polivalente do Hospital da Horta, recebeu uma conferência sobre Ética e Ciências da Vida, que contou com a participação do diretor da Fundação Calouste Gulbenkian, Jorge Gonçalves e da vice presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, Lucília Nunes.
Esta conferência foi organizada pela Comissão de Ética do Hospital da Horta, no âmbito das comemorações do 41.º Aniversário desta unidade hospitalar.
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