A Baía da Horta participa pela primeira vez na Assembleia-Geral do Clube das Mais Belas Baías do Mundo, que arrancou esta manhã, na cidade de Bodrum, na Turquia.
Na Assembleia-Geral do Clube foram apresentadas as novas baías admitidas no sétimo congresso do clube, realizado no ano passado, no Senegal, nomeadamente a Horta (Portugal), Roses (França), Fort de France (Martinica) e La Baule Bay ((França).
O órgão geral do clube acolheu o novo presidente das Mais Belas Baías do Mundo, Galip Gur, da Baía de Bodrum, onde decorre o congresso até ao próximo sábado, e assistiu à apresentação das novas baías candidatas à admissão e que serão alvo de avaliação em 2012/ 2013: Sakarun (Croácia), Penghu (Taiwan) e Walvis and Luderitz (Namíbia).
A Assembleia-geral determinou, ainda, que a Presidente da Câmara de setúbal, Maria das Dores Meira, assumisse as funções de Vice-Presidente do Clube, o que, de acordo com os estatutos, determina que esta venha a assumir a presidência dentro de 3 anos.
A representação açoriana é assegurada pelo Presidente da Câmara Municipal da Horta, João Castro, e integra a comitiva portuguesa, que inclui, igualmente, a Baía de Setúbal.
Amanhã, quinta-feira, decorrerá, igualmente, o congresso “The Bays: Territories and Excellence” com apresentações sobre o trabalho desenvolvido por algumas baías do clube, entre as quais, a análise da experiência com proteção de cetáceos, na Baía de Setúbal, que apadrinha a entrada da baía da Horta no seio do Clube e que será consagrada na ilha de Patmos esta sexta-feira.
A partir de quinta-feira os combustíveis ficam mais caros nos Açores.
Esta actualização consiste na subida em dois cêntimos por litro no preço máximo das gasolinas 95 e 98 e de um cêntimo por litro no preço máximo dos gasóleos rodoviário, agrícola e pescas.
Assim, no caso das gasolinas 95 e 98 a diferença nos preços máximos por litro praticados nos Açores em relação ao mercado nacional é de menos 13 por cento. O gasóleo rodoviário tem, nos Açores, um preço máximo por litro inferior também em 13 por cento em relação ao praticado no mercado nacional.
O gasóleo agrícola tem um preço máximo por litro inferior em 22 por cento em relação ao mercado nacional e o gasóleo pescas um preço máximo por litro inferior em 21 por cento em relação ao registado no continente.
Em relação ao gás doméstico, a diferença entre os preços máximos por quilo praticados nos Açores e os preços praticados no continente é de menos 31 por cento. No caso do fuel a diferença de preço entre os Açores e o continente é de menos 26 por cento por quilo.
No que respeita ao gasóleo rodoviário, a diferença entre o preço máximo por litro praticado nos Açores e o preço registado na Madeira é de menos 9 por cento, enquanto no gasóleo agrícola o preço máximo por litro nos Açores é inferior ao daquela Região Autónoma em menos 17 por cento.
Em São Miguel, o papo-seco aumentou de 13 para 14 cêntimos e o pão de 31 para 33 cêntimos.
O preço do pão não é uniforme na Região: o papo-seco, por exemplo, varia entre os 12 cêntimos em Santa Maria e os 16 na Terceira.
No Faial um papo-seco custa 15 cêntimos e assim se deverá manter, pelo menos é o que desejam os empresários da panificação com quem Tribuna das Ilhas conversou.
Humberto Goulart, proprietário da panificação Bico Doce, disse à nossa reportagem que “devido à conjuntura que atravessamos e ao aumento dos cereais ponderámos o aumento do preço do pão, todavia, mais uma vez atendendo ao período que atravessamos, vamos evitar ao máximo adoptar essa medida.”
De acordo com o empresário, “entendemos que as pessoas têm menos dinheiro e mais dificuldades e temos que fazer um grande esforço para não aumentar o preço do produto final”.
Humberto Goulart que é simultaneamente presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, adiantou que a mesa da panificação da CCIH está ligada à mesa da indústria, presidida por Marco Silva e que ainda não houve uma reunião para definir, em concreto, se existirá ou não aumento.
A única garantia de Goulart é de que “não queremos aumentar o pão porque é um bem de primeira necessidade para a população”.
Nas outras ilhas os empresários da área reclamaram os elevados custos associados ao combustível como um dos principais motivadores do aumento do pão.
Questionado sobre esta situação, Humberto Goulart diz que seria benéfico se esta indústria beneficiasse de preços mais reduzidos no combustível e que poderia ser uma medida que evitasse o aumento do produto final ao consumidor.
Ao Tribuna das Ilhas Humberto Goulart diz que “é uma medida que há muito tempo os empresários da panificação reclamam. O gasóleo é um produto que utilizamos em várias vertentes, desde o transporte ao próprio fabrico do pão, pelo que se houvesse algum ajustamento, tal como acontece com o sector agrícola e piscícola, seria, sem dúvida, uma benesse ao consumidor”.
Na qualidade de presidente da CCIH, Humberto Goulart garantiu que vai fazer pressão junto do governo para tentar implementar essa medida, “se pudermos minimizar o aumento do produto final tendo como contrapartida uma redução de combustível, as coisas vão melhorar”.
O presidente dos TSD/Açores manifestou hoje “discordância” com as medidas de austeridade anunciadas pelo governo da República, alegando que é preciso “impedir” que sejam apenas os trabalhadores e pensionistas a suportar os maiores sacrifícios.
“Percebemos que a crise em que o país mergulhou convocava medidas impopulares, duras, medidas nalguns casos mesmo dolorosas. É inevitável que assim seja, para que o futuro tenha futuro. Mas é preciso impedir, com firmeza e nobreza, que sejam os trabalhadores e os pensionistas, nomeadamente os que auferem baixos rendimentos, a suportar os maiores sacrifícios que hoje se exigem aos portugueses”, afirmou Joaquim Machado, em conferência de imprensa.
O dirigente social-democrata salientou que os trabalhadores e pensionistas, embora “percebam e estejam disponíveis para colaborar nessa tarefa patriótica de recuperar a solvência do país, já cumpriram a sua parte”.
“Chegou, portanto, a hora de cumprir essas metas com recurso a outros meios e outros sectores da sociedade e da economia nacionais.
O presidente dos TSD/Açores defendeu também que os açorianos não podem ser “duplamente penalizados pela herança que o PS e Sócrates deixaram”, considerando que o actual estado da economia regional já constitui “castigo demasiado pesado”.
“Nos Açores não podemos ser duplamente penalizados pela herança que o PS e Sócrates nos deixaram. Nas nossas ilhas, o flagelo do desemprego e o galopante custo de vida, da responsabilidade directa de Carlos César e do secretário da Economia Vasco Cordeiro, já são castigos demasiado pesados para os trabalhadores e os pensionistas e os jovens à procura do primeiro emprego”, disse.
Segundo Joaquim Machado, o PS/Açores “não pode ser parte da solução”, alegando que a governação socialista na Região e no país é a “razão do problema”.
“César e Cordeiro, amigos e camaradas de Sócrates, não podem ser parte da solução, quando foram a razão do problema. Para que aqui não sejam necessárias medidas semelhantes às que a República agora impõe, é preciso apostar com convicção na verdadeira mudança e alternativa que o PSD corporiza, com Berta Cabral”, afirmou.
A uma semana de se iniciar o novo ano lectivo e em período de pré-campanha eleitoral os candidatos do Partido Socialista pelo círculo eleitoral do Faial visitaram a ESMA e as obras de ampliação da Escola Básica e Integrada José de Ávila que tiveram início, recorde-se a 23 de Maio passado e que se traduzem num investimento de 7,2 milhões de euros, que deverá estar concluído em Maio de 2014 e terá capacidade para 700 alunos.
Esta obra será executada em duas fases. Para já, a primeira fase contempla intervenções no âmbito dos espaços para o ensino artístico e para o primeiro ciclo bem como de alguns espaços comuns ao primeiro e segundo ciclos.
No final da visita Ana Luís, cabeça de lista do PS Faial disse aos jornalistas que “esta visita surge na continuidade de um trabalho de auscultação de pessoas e instituições no sentido de prepararmos o nosso trabalho”.
Sobre a obra em si, Ana Luís diz que “é muito importante pois, para além de encerrar um ciclo de obras muito importantes na rede escolar do Faial, tem como principais objectivos criar condições para os nossos jovens possam ter um percurso pedagógico de qualidade.”
Por outro lado, frisou a candidata, “esta obra vem demonstrar aquilo que o Partido Socialista tem vindo a dizer e fazer, que está relacionado com a construção de infra-estruturas necessárias à estabilidade da nossa sociedade”.
“Esta é mais uma grande obra que tem sido feita no Faial, e, ao contrário do que muitos querem tentar fazer passar, o Faial não tem sido esquecido, tem tido muito investimento do Partido Socialista e esta obra vem comprovar isso mesmo” – rematou Ana Luís.