Do campo directamente para o prato dos faialenses, garantindo a frescura e qualidade dos produtos da época da agricultura da ilha. É este o objectivo da Pomar do Atlântico, uma jovem empresa que se está a fixar no Faial. O objectivo é ter produção própria e comercializá-la na ilha, reduzindo a cadeia de intermediários entre produtor e consumidor final. Para tal, a Pomar conta já com uma loja no Mercado Municipal, e prepara-se para começar a cultivar. Tribuna das Ilhas foi conhecer a empresa e esteve à conversa com um dos sócios.
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Emanuel Silva é um dos responsáveis pela Pomar do Atlântico. Ao Tribuna, explica que a ideia era “instalar nas ilhas do Pico e do Faial dois pomares e um campo de hortícolas”. No entanto, as dificuldades em conseguir os terrenos certos quase hipotecaram o projecto. Este foi reformulado, e prepara-se para arrancar, não em terrenos próprios, como previsto, mas num terreno emprestado, na freguesia da Feteira, onde a Pomar vai começar por produzir hortícolas.
“Já começámos a tratar o terreno e a fazer plantações. Agora vamos montar os sistemas de rega e os viveiros”, explica Emanuel, frisando que o objectivo da Pomar é ter produção própria para comercializar já no segundo trimestre de 2012.
No primeiro ano, a ideia é experimentar uma série de variedades hortícolas, para perceber quais as mais adequadas ao terreno. Ter uma produção pequena mas muito diversificada é a prioridade da Pomar, que pretende desta forma afirmar-se no mercado faialense.
Este picoense a viver no Faial reconhece que o tempo não é propício a investimentos, mas os sócios que compõem a empresa não baixam os braços: “somos jovens empreendedores e estamos aqui para dar a cara e tentar trazer algo novo para a ilha”, explica.
No entanto, tendo em conta o cenário, há que “apalpar bem o terreno” e dar passos pequenos e seguros. Por isso, inicialmente a aposta será nos produtos da época: “seria um investimento demasiado grande e arriscado apostar numa grande área coberta logo de início”, explica o produtor. “Teremos uma estufa que nos apoiará na produção do nosso plantio, que será depois transportado para o campo”, refere, garantido no entanto que, a longo prazo e se o negócio correr bem, a ideia passa por aumentar a área coberta para, em relação a alguns produtos, contrariar a sazonalidade com que aparecem no mercado.
A Pomar do Atlântico vai também produzir aromáticas, e essas sim estarão disponíveis durante todo o ano.
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Entretanto, surgiu a hipótese da Pomar ter uma loja no Mercado Municipal da Horta. Emanuel confessa que isso não fazia parte do projecto, no entanto afigurou-se como a forma ideal de ligar a produção ao consumidor: “sem intermediários pelo meio, a nossa produção é vendida directamente por nós, o que permitirá um preço mais competitivo e aliciante para a carteira do consumidor”, diz.
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Para Emanuel, “é um grande desafio” manter uma loja naquele espaço nos dias que correm: “o mercado entrou em descrédito, e são cada vez menos as pessoas que já lá vão, e cada vez mais os comerciantes que abandonam as suas lojinhas. Não há gente nova a abraçar novos projectos naquela estrutura”, refere.
A loja da Pomar do Atlântico abriu portas no dia 8 de Dezembro. Ainda não comercializa produção própria nem frescos. Estes seriam um risco nesta altura, devido aos seus tempos de prateleira muito curtos. Tendo isto em conta, a empresa decidiu apostar nos secos, de produção essencialmente regional e nacional, o que é também uma das suas bandeiras.
Aromáticas, especiarias, frutos secos, cogumelos e algas são alguns dos produtos que a Pomar do Atlântico tem disponíveis actualmente na sua loja do Mercado, aberta até às 19h00.
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Uma das particularidades da loja é a venda destes produtos a granel, e não em embalagens, como costumam ser encontrados. Emanuel explica que a empresa fez uma espécie de estudo de mercado e chegou à conclusão de que as pessoas preferem comprar alguns produtos, como as especiarias ou os frutos secos, avulso, de acordo com as suas necessidades, que são cada vez menores, uma vez que as famílias também são cada vez mais pequenas.
A aposta no turismo é outra das estratégias da Pomar do Atlântico. Emanuel lembra que os turistas que cá chegam vêm sensibilizados para as actividades relacionadas com a natureza e que os produtos da agricultura regional são aliciantes para estas pessoas. Os iatistas, que têm de abastecer-se de produtos frescos quando por aqui passam, também incluem o seu público-alvo.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 23 de Dezembro de 2011, ou subscreva a assinatura digital do seu semanário

Paulo Azevedo nasceu no dia 29 de Outubro de 1981. Sem aviso, e após uma gravidez de oito meses, a ainda adolescente Clara via-se com um filho diferente nos braços. O bebé não tinha mãos nem pernas e os médicos não auguraram nada de bom. O choque foi tremendo. Mas a fé, a coragem e a determinação foram maiores.
Com a família, que o protegeu mas nunca o escondeu, o Paulo aprendeu a aceitar-se e a lutar para ser uma pessoa autónoma e independente.
Sem mãos e sem pernas, o Paulo tem hoje uma vida normal.
Já fez uma telenovela, um filme, vários desfiles de moda, um sem número de palestras e lançou também um livro, “Uma vida normal”, escrito na primeira pessoa por Sofia Arêde.
Paulo Azevedo mostra ao mundo que ser diferente não é nenhum estigma, nem sinónimo de discriminação. Quando se acredita e se quer, todos podem ser iguais - temos é de lutar por isso.
E foi o que Paulo fez, assumindo a sua diferença mas nunca a usando para daí retirar qualquer benefício ou pena.
Em 2008, entrei na primeira novela: Podia Acabar o Mundo, na SIC. Antes disso, fez teatro, estudou jornalismo em Coimbra, foi treinador de futebol e fez tudo aquilo que qualquer pessoa também faz.

“Aprendi a fazer das fraquezas forças e festejei todas as vitórias de uma forma muito especial. Porque na vida só quando se passa por grandes dificuldades se sente o verdadeiro sabor de conseguir, de vencer. Nunca escolhi o caminho mais fácil. Seria simples conformar-me com as verdadeiras limitações e não lutar pelos meus sonhos. Assim não sofria. Mais tarde pensei: vou lutar sempre, posso não vencer todas as batalhas, mas sei que dou sempre o meu melhor” – afirmou ao Tribuna das Ilhas este jovem cujo sorriso é, sem dúvida, a sua imagem de marca.
Sempre bem disposto, Paulo Azevedo esteve à conversa com este semanário na passada semana, horas antes de participar na Gala da APADIF e revelou estar prestes a sair de Portugal para fazer umas das coisas que mais gosta: treinar futebol num clube internacional.
Paulo Azevedo conta que desde sempre se apercebeu que era difererente, mas isso nunca me limitou: “a minha infância foi perfeitamente normal, tive sempre muito apoio da família, dos amigos e sempre fui um garoto feliz, como nasci assim aprendi a fazer tudo normalmente, mas a minha maneira. Desde pequenino que tive que superar as dificuldades que surgiam. A minha adolescência foi bastante atribulada, sempre fui um rebelde, mas foi normal, tive os meus amores, as minhas desilusões” – diz Paulo Azevedo à nossa reportagem acrescentando também que “o principal é gostar de mim como sou, e isso é algo que todas as pessoas, com ou sem deficiência devem ter em mente.”
Paulo tem prótese nos membros inferiores mas sempre rejeitou próteses nos membros superiores, e explica “consigo fazer tudo sem próteses nos braços, desde comer, conduzir, escrever, usar telemóvel, tudo… a usar próteses nos braços só por uma questão estética, e isso a mim não me diz nada”.
“Uma vez perguntaram-me como é que me sonhava? Se em alguns sonhos eu tinha mãos e se as próteses se transformavam em pernas… não precisei pensar muito… sonho-me como sou. Nunca me vi de outra forma e por isso talvez nem tenha sequer imaginação para construir outra imagem de mim. Gosto de mim como sou” – afirma.

Sobre o seu livro, Paulo conta-nos que pretende ser, acima de tudo, uma fonte de inspiração e uma mensagem positiva e de apoio para todos.
“Encaro o meu livro como um quebrar de barreiras…as barreiras arquitectónicas são facilmente superáveis, nem que seja com ajuda, falo em tentar quebrar a barreira do preconceito. Luto contra o preconceito mas nunca fui vitima de preconceito porque nunca deixei” – diz sem reservas Paulo Azevedo que acrescenta “a sociedade por vezes pode ser muito cruel, no meu caso o sentimento passou de pena, de coitadinho, para admiração, a exposição na TV fez com que a sociedade portuguesa se abrisse em relação às pessoas com deficiência, eu mostrei que os ditos diferentes são tão capazes como qualquer um outro.”
Instado a pronunciar-se sobre a situação da pessoa portadora de deficiência no mercado de trabalho, Paulo Azevedo diz que “todos devemos ter direitos de igualdade, nós portadores de deficiências somos tão ou mais capazes que qualquer um. Se alguém me disser que não posso porque não tenho talento ou competência, “arrumo as botas no saco” e sigo com minha vida, mas ser recriminado por ter deficiência, isso não.”
Paulo Azevedo não se considera um exemplo, “não sou exemplo para ninguém. Faço a minha vida de forma completamente normal. Sou rebelde à minha maneira, atrevido e reguila. Faço tudo o que um jovem de 30 anos faz, desde as coisas boas às coisas más.”
No final da conversa com Tribuna das Ilhas, Paulo deixou uma mensagem para os portadores de deficiência… “se sonham, se desejam, se tem objetivos lutem, nunca baixem os braços, cada vez que falhamos tornamo-nos mais fortes. Lembro-me da primeira vez em que estive em cima das minhas próteses. Senti pânico, tinha sempre medo de cair, agarrava-me a tudo ou então ficava sem me mexer, paralisado pelo medo. Fui caminhando aos poucos, cada passo era uma vitória… nunca desisti”.

Quem não se lembra do acidente que ocorreu na tarde de domingo do dia 4 de Maio de 2003 que deixou a população faialense transtornada. A viatura do Clube Desportivo Cedrense, que transportava sete jovens que iam participar no Torneio de Encerramento do Campeonato da Associação de Futebol da Horta (Juniores A), contra o Atlético despistou-se devido ao rebentamento de um pneu e provocou um ferido grave e quatro feridos ligeiros.
O jovem ferido com mais gravidade foi Sílvio Nogueira de 19 anos. Apresentava uma fractura ao nível da coluna, que deixou lesões irreversíveis que o deixaram paraplégico.
Até à data do acidente o Sílvio era um jovem normal como tantos outros, talvez um pouco mais rebelde, segundo aqueles que de perto conviviam com ele. Trabalhava na construção civil e praticava desporto. O futebol e o atletismo eram a sua paixão.
Sílvio nasceu na Ilha Terceira. Iniciou a sua formação no Futebol, nos clubes Angrense, Lusitânia e Marítimo de Corpo Santo. Mais tarde, aos 10 anos de idade veio viver para o Faial com a sua família, onde continuou a sua carreira futebolística. Jogou em vários clubes da terra desde o Atlético, Fayal Sport, Cedrense e Salão. Actualmente reside em Vila Nova de Gaia e é praticante federado de Basquetebol e pratica Danças de Salão.
Tribuna das Ilhas, que aproveitou a sua presença na ilha, como um dos convidados de honra da Gala do Dia Internacional da Pessoa com deficiência, para falar com o jovem e tentar saber o que mudou na sua vida nestes oito anos passados do acidente.

Foi com muita naturalidade e boa disposição que Sílvio nos recebeu à entrada da Escola Secundária Dr. Manuel de Arriga, onde por sua sugestão iríamos fazer a entrevista no campo de basquetebol do complexo Desportivo, espaço onde se sente em casa.
Para o Sílvio a cadeira de rodas é só uma forma diferente de se descolar, porque de resto considera-se uma pessoa normal, com uma vida normal, em que os seus dias são preenchidos entre o trabalho, os treinos de basquetebol e as danças de salão. Como ele próprio afirma quando questionado sobre as suas principais sequelas ou limitações: “Eu digo que não tenho nenhuma. A única coisa que mudou foi em relação maneira de me deslocar antes deslocava-me pelos meus próprios pés agora desloco-me sobre a cadeira de rodas. De resto é tudo igual”.
Actualmente com 27 anos de idade Sílvio é um jovem bem disposto, com uma vida normal como ele próprio refere. É funcionário do quadro na Metro do Porto, estudou desenho, medição e orçamentação e considera-se um “faz tudo”.

Começámos a nossa conversa por pedir ao Sílvio que nos falasse um pouco da sua vida antes do acidente. Muito prontamente respondeu: “Sou natural da Terceira. Vim para o Faial viver com a minha família aos 10 anos de idade, cresci como uma criança normal. Até então a minha vida era como a de qualquer jovem. Trabalhava, praticava desporto” remata.
Sílvio era nessa altura um jovem descontraído, com poucos projectos para o futuro, mas depois do acidente a sua vida deu uma volta de 360 graus, começou a encarar a vida de outra forma.
Quando questionado sobre o que mudou na sua vida depois do acidente? Sílvio responde que “muita coisa”. A sua maneira de encarar a vida mudou completamente, passou a dar mais valor às coisas, “comecei viver a vida com mais certeza com mais garra, para tentar aproveitar cada dia, cada momento, cada minuto. Não digo que já não o fizesse, aliás já o fazia antes de ter o acidente, mas comecei a encarar de maneira diferente a tentar a aproveitar melhor a vida” acrescenta.
Perguntámos qual tinha sido para ele a altura mais difícil: o momento após o acidente ou mais tarde já a fase de recuperação?
Sílvio frisou que quando se apercebeu exactamente o que se estava a passar… “Quando eu tive o acidente e pensei que era um bocado de gesso aqui outro ali e com os medicamentos tudo isto vai ao sítio. Mas com a evolução dos acontecimentos e quando tive consciência daquilo que se estava a passar na realidade foi um choque grande”.
Leia a reportagem completa na Edição impressa do Tribuna das Ilhas de 9 de Dezembro de 2011 ou subscreva a Assinatura Digital
No passado sábado a 4 Estações apresentou aos faialenses a colecção que comercializa para esta estação.
A forma escolhida para dar a conhecer as tendências deste Inverno foi um desfile que juntou muitas pessoas na discoteca Eryklub.
Maquilhados por Patrícia Faria e penteados por Hélia Silva, os manequins, femininos e masculinos, mostraram vários looks que ilustram as propostas daquela boutique da cidade da Horta para os próximos meses.
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Em Bruxelas, o eurodeputado Luís Paulo Alves falou ao Tribuna das Ilhas sobre as grandes questões que se debatem na Europa e afectam de forma especial os Açores. Pescas, agricultura e aproveitamento dos fundos estruturais foram alguns dos temas abordados, bem como a forma como o velho continente deve encarar a crise que está a deixar de rastos alguns dos estados-membros, como Portugal. Para o socialista, a solução para esta situação passa apenas por uma Europa unida.
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Quando o faialense Luís Paulo Alves chegou ao Parlamento Europeu, há três anos, a Europa já estava doente. Agora, todos os dias chegam notícias que provam que o modelo europeu está em dificuldades. Depois da Irlanda, da Grécia e de Portugal, as dificuldades da Itália – uma das economias mais influentes do velho continente – mostram que o grande desequilíbrio entre os Estados está a prejudicar a Europa.
Luís Paulo Alves reconhece a “falta de competitividade” do modelo europeu em relação aos Estados Unidos ou a economias emergentes como a China ou a Índia. Além disso, a volatilidade dos mercados e a falta de capacidade da Europa para a acompanhar agudiza as dificuldades. “Temos uma moeda única mas não temos tido condições para manter a união entre os países”, explica. Para o socialista essa união é, no entanto, fundamental, e enquanto a Europa não a encontrar estará “a correr atrás do tempo”.
A atrasar a solução, entende Luís Paulo Alves, estão as visões nacionalistas que começam a surgir, e que, na sua óptica, não fazem sentido: “a Europa não tem possibilidades de sobreviver sem união. Nem a duas velocidades, nem cada um por si. A única hipótese que nós temos é a de, em conjunto, encontrar uma saída que possibilite manter a posição europeia no século XXI”, defende.
Depois do Tratado de Lisboa ter fortalecido a potencialidade de união entre os estados membros ao conferir mais força ao Parlamento Europeu, surgem notícias de que a Alemanha de Merkel e a França de Sarkozy querem negociar com os países do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) uma espécie de “Europa a duas velocidades”. No entanto, Luís Paulo Alves entende que no comboio europeu não é sensato deixar carruagens para trás. O eurodeputado lembra que, se no século XX a Europa partilhava com os EUA a preponderância no desenvolvimento económico mundial e nas relações internacionais, no século XXI e com apenas 8% da população mundial – cerca de 500 milhões de habitantes –, será impossível a uma Europa fragmentada competir com as economias emergentes. “Não é possível neste momento deixar ninguém para trás: quer do ponto de vista financeiro quer do ponto de vista estratégico, os países estão ligados. Não temos nenhuma solução de futuro se nos desagregarmos”, frisa.
Pescas
O sector das pescas é um dos mais caros à Região, e por isso merece especial atenção dos eurodeputados açorianos. Para Luís Paulo Alves, os Açores, com “muita água e pouco peixe”, têm, acima de tudo, de assegurar a sustentabilidade do sector. Os recursos são escassos, por isso deles devem usufruir primeiro as populações locais, e é precisamente a “articulação entre a sustentabilidade dos recursos e a sustentabilidade das pessoas que deles dependem” que deve preocupar os responsáveis políticos tanto na Região como na Europa.
Outro problema que se coloca aos pescadores açorianos é a disparidade entre os preços a que o pescado sai em lota e os preços a que ele chega ao consumidor final: “não só na pesca como noutros sectores primários, como a agricultura, existe uma má distribuição do valor gerado ao longo da cadeia alimentar. Isso advém de uma competição e de um abuso e desequilíbrio de posições nessa cadeia”, reconhece.
Para Alves, a Europa tem um papel a desempenhar na solução para este problema: “os poderes europeus podem legislar para que essas práticas abusivas deixem de poder ser executadas. Depois, podem reforçar o poder das associações de produtores, fortalecendo a sua organização e colocando-as numa situação de maior equilíbrio negocial; dando mais transparência aos termos de troca em cada fase da cadeia de valor”.
Agricultura
A agricultura detém cerca de 40% do Orçamento da União Europeia, e é um sector estruturante da economia açoriana. Luís Paulo Alves é membro suplente da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural. Sobre este sector, o eurodeputado entende que nos Açores é preciso trabalhar acima de tudo para substituir as importações, uma vez que a Região não possui dimensão suficiente para produzir com vista à exportação.
O sector dos lacticínios deve, para Alves, continuar a ser encarado como uma grande força açoriana: “produzimos 30% do produto a nível nacional, quando temos 2.5% da população do país”, frisa. Tendo isto em conta, a possível abolição do regime de quotas leiteiras é um dos temas quentes do debate europeu que interessam aos Açores.
Apesar do fim das quotas ser um cenário cada vez mais provável, Alves garante que ainda não chegou a hora de deitar a toalha ao chão.No entanto, do ponto de vista interno, lembra que é melhor prevenir do que remediar, e os Açores devem continuar a “fortalecer a capacidade de resiliência” das explorações leiteiras. Nesse sentido, a Europa deve continuar a apoiar os investimentos dos agricultores, e estes devem apostar cada vez mais no aumento das explorações, da produtividade dos seus animais e da sua própria formação.
Já do ponto de vista externo, o eurodeputado entende que o trabalho a fazer no Parlamento Europeu passa por insistir na necessidade de avaliar com mais atenção o impacto de decisões como a abolição das quotas nas Regiões Ultra Periféricas. Além disso, caso o regime seja efectivamente abolido, Alves defende a luta por outros mecanismos de regulação. Para o socialista, a crise na Europa prova que os mercados precisam de ser regulados, e o sector da alimentação em especial. O eurodeputado defende que, com ou sem regime de quotas, os Açores têm de ser compensados monetariamente pela distância a que se encontram do centro europeu. “Se os Açores se situassem no coração da União Europeia, junto aos mercados, não teríamos qualquer problema, dadas as nossas excelentes condições” no que à qualidade do produto diz respeito. Ora, “nos não estamos no centro dos mercados; estamos no centro do Oceano Atlântico, logo o nosso problema é a distância”.
Fundos Estruturais
Os fundos estruturais absorvem cerca de 40% do Orçamento da União Europeia. Enquanto membro permanente da Comissão de Desenvolvimento Regional, Luís Paulo Alves dedica especial atenção a esta questão em particular. Sobre os Açores, o eurodeputado congratula-se com o aproveitamento que a Região faz destes apoios europeus, e assegura que tem escutado vários elogios em Bruxelas pela capacidade de utilização destes fundos da parte dos açorianos.
“No caso da agricultura, temos a utilização de fundos do POSEI e do PRORURAL em níveis excelentes que contrastam com muitas regiões da União Europeia”, explica, acrescentando que a prova de que a Região tem feito um bom uso dos dinheiros comunitários é a convergência do PIB açoriano para a média europeia: “em 1995 tínhamos 59% da média europeia de PIB e hoje temos 77%. Apesar de sermos uma Região Ultra Periférica temos vindo a crescer mais que a média europeia o que significa que temos feito boa utilização dos fundos e boas escolhas políticas na sua canalização”, diz.
Na passada semana, uma comitiva de 23 elementos da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Faial (AHBVF) esteve em Bruxelas a convite do eurodeputado Luís Paulo Alves. Uma passagem pelo Parlamento Europeu, onde ficaram a saber mais sobre o funcionamento das instituições europeias e sobre as políticas da União Europeia que mais influenciam os Açores, bem como uma visita ao quartel dos bombeiros de Bruxelas, marcaram esta viagem. Para o anfitrião, esta foi a melhor forma possível de assinalar o Ano Europeu do Voluntariado, que se celebra em 2011.
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A noite fria de Bruxelas, o avançado da hora e o cansaço da viagem desde a Horta convidam os bombeiros faialenses a descansar no quarto após a chegada à Bélgica, a convite do eurodeputado açoriano Luís Paulo Alves. No entanto, já madrugada, os soldados da paz, fardados, aguardam à porta do hotel. Ninguém vai dormir sem antes receber o anfitrião, que também faz questão de dar as boas vindas aos seus convidados. Em Bruxelas há cerca de dois anos, o faialense ainda não conhece bem a cidade - à excepção do Parlamento Europeu, onde passa os seus dias -, e demora um pouco mais a encontrar o hotel. Ao chegar, não esconde a surpresa e a comoção ao encontrar os seus conterrâneos fardados à sua espera. As palavras custam a sair, enquanto cumprimenta os bombeiros um por um.
No dia seguinte, durante um encontro com os bombeiros faialenses no Parlamento Europeu, Luís Paulo Alves confessa aos seus convidados que se emocionou com a recepção. “E uma enorme alegria, honra e orgulho para mim recebê-los aqui”, refere. Alguns deles são conhecidos do eurodeputado, que em criança cresceu junto do quartel dos bombeiros. Neste Ano Europeu do Voluntariado, prestes a terminar, o faialense quis prestar homenagem aos homens que, ao toque da sirene, largavam tudo e corriam até ao quartel para ajudar quem quer que precisasse do seu auxílio. Num discurso emocionado, Luís Paulo Alves recordou alguns fogos memoráveis no Faial nos tempos da sua infância, e alguns soldados da paz com quem convivia, e que via frequentemente em correrias desalmadas pelas ruas da cidade: “sempre vos vi correr o mais depressa possível para ajudar os outros”, refere.
Aos jornalistas, o eurodeputado confessa que a imagem mais forte de voluntariado é, para si, a dos bombeiros, por isso quis trazer até Bruxelas os soldados da paz faialenses. Tratou-se de uma forma de celebrar o Ano Europeu do Voluntariado e, simultaneamente, homenagear os homens que dão tanto de si a troco de nada. “Os bombeiros merecem neste Ano Europeu do Voluntariado uma distinção pelo trabalho que fazem, colocando a segurança das pessoas e dos seus bens em primeiro lugar face à sua própria segurança, e nos dias que correm, onde o individualismo é tão grande, haver um conjunto de pessoas que faz isso, e que o fez ao longo de cem anos, como é o caso dos bombeiros do Faial, é fantástico”. “Não vi melhor forma de fazer essa homenagem a todos os bombeiros da Europa do que através da AHBVF”, referiu.
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No final do encontro com Luís Paulo Alves, a AHBVF agradeceu o convite, e aproveitou para retribuí-lo, convidado o eurodeputado a integrar a Comissão de Honra do Centenário daquela associação, que se celebra a 16 de Maio do próximo ano, convite a que o faialense acedeu de imediato.
Bombeiros faialenses visitam quartel em Bruxelas
Para os faialenses, a visita aos bombeiros de Bruxelas, na manhã de quinta-feira, foi o ponto alto da viagem. Com um efectivo de cerca de 1000 bombeiros, apoiados por 200 funcionários civis, a corporação belga é profissional e assiste uma população de cerca de 1,4 milhões de pessoas, numa área bastante reduzida – 176 quilómetros quadrados -, mas com uma densidade populacional muito elevada. Trata-se de uma realidade bem diferente da que vive diariamente a AHBVF.
Os bombeiros faialenses visitaram o maior serviço de luta contra incêndios da Bélgica, e puderam ver de perto infra-estruturas e equipamentos considerados dos mais avançados da Europa Ocidental. Na qualidade de cidade sede do Parlamento Europeu, Bruxelas dá especial relevo às questões da segurança, e por essa razão os bombeiros da cidade contam com equipamento bastante avançado, de fabrico alemão, como explicaram os guias da visita, dois bombeiros da corporação chefiada pelo coronel Charles Schneider.
Os bombeiros sapadores de Bruxelas contam com um serviço de incêndios com 200 veículos, com a particularidade destes serem adaptados, conservados e reparados por mecânicos do próprio quartel. Contam também com equipas cinotécnicas, equipas de mergulhadores, entre outras.
Apesar das grandes diferenças entre os bombeiros faialenses e os belgas, foi possível também encontrar algumas afinidades. Os soldados da paz do Faial encontraram alguns equipamentos semelhantes àqueles que utilizam na Horta, apesar de muito mais avançados, e ficaram a saber que, à semelhança do que acontece na ilha, também no grande quartel belga a maior parte dos serviços está relacionada com o transporte em ambulância.
Os bombeiros faialenses tiveram ainda a oportunidade de assistir a um dos exercícios que incluem o treino dos novos bombeiros no quartel belga e viram também um vídeo sobre a rotina dos soldados da paz de Bruxelas.
O agradecimento aos bombeiros belgas pela recepção esteve a cargo de Hélio Pamplona. O presidente da AHBVF deu a conhecer os bombeiros faialenses, lembrando, entre outras coisas, o trabalho por estes desenvolvido na articulação das quatro ilhas servidas pelo Hospital da Horta, e também o facto desta associação contar com elementos que já participaram em missões internacionais.
Após a visita guiada e a visualização do filme, os bombeiros faialenses puderam saber mais sobre a abordagem europeia às questões da protecção civil, graças a uma palestra proferida pelo Intendente Paulo de Almeida Pereira, representante de Portugal junto da União Europeia para a cooperação policial, protecção civil e aspectos civis na gestão de crises.
De acordo com Luís Paulo Alves, que acompanhou a visita ao quartel, a intervenção das instâncias europeias nas questões da protecção civil é cada vez mais importante, e por isso o eurodeputado quis que os bombeiros deixassem Bruxelas mais informados sobre o funcionamento da cooperação na União Europeia no que a estas questões diz respeito.
Paulo Pereira falou das competências do Parlamento, da Comissão e do Conselho Europeu no âmbito da protecção civil, e explicou como funcionam os mecanismos da União Europeia para resposta a catástrofes. De acordo com o Intendente, os mecanismos europeus mais visíveis nessa área são um centro de acompanhamento e um centro de monitorização. Estes são accionados quando um estado-membro enfrenta uma catástrofe natural e pede ajuda. Aí, os países com disponibilidade de fornecer os recursos de que o país afectado necessita oferecem a sua colaboração. Esta colaboração extravasa as fronteiras da Europa. Portugal, por exemplo, já colaborou no rescaldo de catástrofes como o tsunami asiático ou o sismo no Haiti.
Actualmente, discutem-se algumas formas de melhorar os mecanismos europeus de actuação no âmbito da protecção civil, não apenas em caso de catástrofes mas também de ajuda humanitária. Os apoios psico-sociais tanto às vítimas como aos agentes que intervêm, o reforço da segurança nuclear e a abordagem à forma de comunicar com o público durante situações de catástrofe são algumas arestas que, segundo Paulo Pereira, estão neste momento a ser limadas.
Outra das grandes preocupações da União Europeia é a criação de uma resposta mais abrangente em caso de catástrofe, não apenas humanitária mas também ao nível dos recursos militares e da garantia da segurança das populações. As instâncias europeias tentam também que tudo esteja coordenado de forma a que o apoio às populações possa ser accionado o mais rapidamente possível. No caso do sismo do Haiti, em 2010, passadas apenas 14 horas do sucedido, chegaram ao local equipas belgas e luxemburguesas para auxiliar os sinistrados. O Intendente chamou a atenção dos soldados da paz faialenses para o trabalho feito pela União Europeia em prol desta resposta rápida, trabalho esse que “no terreno não é perceptível”. Esta resposta, salienta, só é no entanto possível com “o valor e a dedicação” das pessoas que, como os bombeiros do Faial, trabalham para garantir o apoio às populações.
Por sua vez, Luís Paulo Alves lembrou que os Açores, pelas suas características físicas, necessitam de forma especial de uma protecção civil eficaz. As ilhas, localizadas na Crista Média Atlântica, são uma região sísmica, e caracterizam-se pela enorme distância que as separa do continente europeu, que lhes confere um isolamento que pode dificultar a chegada de apoio em caso de catástrofe.
Ponte entre os Açores e o centro da Europa
Para Luís Paulo Alves, o intercâmbio entre a Região e Bruxelas, coração do Parlamento Europeu, é muito importante, especialmente pelo facto dos Açores serem uma região ultraperiférica em relação à Europa. Nesse sentido, entende que os eurodeputados açorianos têm um papel primordial na ligação da Região ao velho continente: “o meu papel é aproximar os cidadãos da Europa”, explica, lembrando que por diversas vezes tem levado comitivas da Região a Bruxelas.
“Os europeus que vivem nos Açores estão mais distantes os que vivem em Bruxelas, Paris ou Londres”, e, nesse aspecto, a ponte entre as duas realidades deve ser feita “com maior intensidade”. “Isso obriga-nos a andar muitas vezes para cá e para lá, não só trazendo cá pessoas mas também levando pessoas da Comissão Europeia e de outras regiões da Europa aos Açores, para que conheçam as nossas realidades e para que na Região se possam debater alguns dos assuntos que são aqui debatidos”, explica.
Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 18.11.2011 ou subscreva a assinatura digital do seu semanário
O Partido Popular Monárquico vai votar contra o Orçamento apresentado pelo Governo Regional.
Em conferência de imprensa realizada na manhã de quinta-feira na cidade da Horta, Paulo Estêvão justifica esta decisão com o facto de “não constatar qualquer abertura em relação ao eventual pagamento, na região, dos subsídios de férias e natal de
Estevão disse aos jornalistas estranhar esta posição do executivo porque não é consentânea com a posição do PS a nível nacional. Afirmou ainda estranhar “a forte suspeita de inconstitucionalidade do corte dos subsídios e a posição tomada o ano passado em relação à remuneração compensatória.”
Assim, o PPM vai apresentar uma proposta de alteração ao documento visando a criação de um mecanismo que garanta o pagamento dos subsídios em causa até porque, de acordo com o monárquico, se isso não acontecer levanta-se a questão: a situação económica da região não é tão boa como o Governo apregoa?
Na proposta a apresentar o PPM inclui ainda uma rubrica relacionada com os rendimentos sociais de inserção que passa por integrar todos os beneficiários desse rendimento em tarefas e acções comunitárias por um período de 4 horas diárias.
Estêvão denunciou ainda o facto de, em nenhuma parte do Orçamento para 2012 haver referencia às remunerações compensatórias, o que levanta a dúvida sobre a sua execução ou não.
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Numa organização do Núcleo SOS Amamentação do Faial em parceria com o Hospital da Horta e com a Associação Raízes na Terra, está a decorrer durante a manhã de hoje, quinta-feira, o Seminário "Parto e Nascimento: Estamos no fundo do poço?".
Com a presença de cerca de 4 dezenas de participantes, este seminário é presidido por Michel Odent, um dos obstetras mais respeitados no mundo.
É reconhecido internacionalmente como o fundador do Primal Health Research Centre de Londres e o precursor do home-birth (parto em casa), das salas de parto à semelhança dos lares e da introdução das piscinas aquecidas nas maternidades.
Autor de 12 livros publicados em mais de 20 idiomas e de mais de 50 artigos científicos na área. Autor do primeiro artigo científico sobre o uso das piscinas de parto, em 1993, e do primeiro texto recomendando a lactação na primeira hora do nascimento.
Michel Odent, obstetra e pesquisador francês, em declarações ao Tribuna das Ilhas, disse que a sua vinda à Horta e o facto de abordar “o fundo do poço” tem como objectivo, dar um novo alento ao parto natural.
Para Michel Oden “chegamos ao fundo do abismo ao constatar que o número de mulheres que dão à luz por si e per si, com as chamadas “hormonas do amor” sem recurso a medicação, é perto de zero. “As hormonas do amor estão se tornando inúteis”, lamentou.
Odent alertou ainda para a gravidade que é intervir na rotina no parto normal sem que se procure perceber qual a fisiologia do parto, nomeadamente com a administração excessiva de ocitocina durante o trabalho de parto (substância que tem como função acelerar artificialmente o parto).
O especialista considera que dar à luz com a ajuda de hormonas artificiais não é uma escolha, mas sim algo que acontece porque as mulheres têm dificuldade em dar à luz hoje em dia.
“Se no século 20 redescobrimos as necessidades básicas dos bebés, porque não podemos redescobrir as necessidades básicas da mulher em trabalho de parto no século 21?”, questiona o especialista que acrescentou ainda que “a grande questão é a falta de conhecimento sobre a fisiologia do parto e as necessidades básicas da mulher. Mas mais do que uma dificuldade em adquirir conhecimento, enfrentamos uma dificuldade em digerir conhecimentos já adquiridos”, afirmou.
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Proporcionar através de uma educação pelo oceano, tempo e relações de qualidade, para que cada indivíduo possa exprimir o seu potencial individual ou colectivo e possa experimentar uma vivência oceânica mais feliz e sustentável é o principal objectivo do Oceanoscópio que ganhou forma a 8 de Junho de 2007, Dia Mundial do Oceano, numa iniciativa de Carla de la Cerda Gomes.
“Com as nossas actividades criamos a fórmula dos três A’s que incluem “Aprendizagens felizes”, “Amor pelo Oceano” e “Acções sustentáveis”. Nós acreditamos que se conseguirmos despertar nas pessoas o gosto pelo oceano com aprendizagens felizes, mais tarde teremos acções mais sustentáveis.”
Trata-se de uma empresa de educação marinha dedicada a conservar o oceano. Tem como objectivo colocar à disposição dos clientes, serviços e produtos relacionados com a educação marinha.
Outra área de actuação da empresa é o desenvolvimento de programas e materiais ludo-pedagógicos transdiciplinares, que surge com o objectivo de proporcionar, tempo e relações de qualidade com o Oceano em família.
“Ou seja, nós temos uma parte dedicada à consultoria em que fazemos campanhas, avaliação, diagnósticos, pareceres, entre outros. Temos ainda uma vertente de formação, como por exemplo, se uma empresa quiser proporcionar aos seus funcionários uma formação geral sobre assuntos na ordem do dia, nós vamos às instituições e ministramos essa formação. Também temos formação para grupos específicos, como sejam vigilantes da natureza, marinas, entre outros. Temos acções de formação dedicadas às escolas” – explica Carla Gomes.
Outra vertente e que tem sido imensamente procurada pela população é o desenvolvimento de produtos e programas educativos. “O nosso projecto “mais especial”, uma vez que são produtos desenvolvidos mesmo pelo Oceanoscópio e que tem como público-alvo as famílias” – frisa.
Quando questionada sobre o porquê destas iniciativas familiares, Carla Gomes diz acreditar que “o vínculo com o oceano e o gostar do oceano se estabelece desde pequenino. Acreditamos que se começarmos a incluir elementos, através do brinquedo ou de actividades específicas aos bebés, mais tarde vão estabelecer uma ligação muito próxima com o oceano e a sua consequente preservação. O desejo que o Oceanoscópio tem é prestar momentos de qualidade com a família.”
OCEAN KIDS
O programa Ocean Kids é um programa ludo-pedagógico com o objectivo de desenvolver aprendizagens felizes com a criança, os pais e o Oceano.
Neste programa, o Oceano ajuda a criança na descoberta do mundo que a rodeia, ocupa o lugar de um amigo secreto e está sempre presente quando a criança experimenta, erra e acerta. Pais e crianças descobrem formas de cuidar do planeta azul onde vivem e juntos têm um papel activo na conservação do Oceano.
Neste âmbito existem duas actividades: o relaxamento infantil e o Funyoga ®.
OCEAN MOMENTS
O programa Ocean Moments é um programa ludo-pedagógico com o objectivo de desenvolver os talentos de cada membro da família e dos actores que agem com a família. São aprendizagens felizes para a vida.
Neste programa, o Oceano(...)
Leia a reportagem completa na edição impressa de 4 de Novembro.
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Na passada sexta-feira, dia 28 de Outubro, assinalou-se o Dia Mundial da Terceira Idade. Para comemorar a efeméride, a autarquia faialense organizou um convívio no Pavilhão de Castelo Branco que juntou cerca de 250 idosos, vindos dos centros de convívio de toda a ilha.
Com muita música e dança, e um lanche para o qual todos os centros contribuíram, e que todos partilharam, a animação pautou a tarde.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal da Horta, esta iniciativa revestiu-se de um “significado muito especial”, já que representa não apenas a efeméride em questão mas também “a solidariedade, a agregação social e a amizade entre as pessoas”. João Castro salienta a importância de, “nos tempos que atravessamos, registar estes dias com a participação da generalidade dos centros de convívio, com uma participação muito forte daqueles que já deram o seu contributo para a sociedade e hoje torna-se necessário reconhecer esse contributo daqueles que nasceram há mais tempo”. Para o autarca, esta é uma forma de aproximação aos cidadãos seniores, cada vez mais importante face à crise actual: “desta forma dizemos às pessoas que estamos juntos, que juntos conseguiremos ir mais longe e ultrapassar mais dificuldades para podermos ser um pouco mais felizes amanhã do que somos hoje”.
Instado a pronunciar-se sobre as políticas camarárias de apoio aos idosos, João Castro destaca projectos como o Faial Solidário, o Centro Municipal de Emergência e Apoio Social, o Cartão Solidário e a reduções nas taxas e custos de utilização dos serviços municipal. O presidente da Câmara destaca ainda um “conjunto de políticas de habitação”, que visam o apoio às pequenas reparações. João Castro lembra que, por vezes, os idosos “têm grande dificuldade em mudar uma lâmpada, em arranjar uma fechadura…”. Por isso, frisa que “este conjunto de políticas visa dar um contributo àqueles que precisam, no sentido de tornar a sua vida mais facilitada e agradável”.
O autarca congratulou-se também pelo facto deste evento decorrer no novo Pavilhão de Castelo Branco. João Castro lembra que a infra-estrutura veio dotar o lado sul da ilha de mais uma solução que não se limita a eventos desportivos, mas que pode servir de várias formas a comunidade faialense, sendo esta comemoração do Dia Mundial da Terceira Idade disso exemplo.
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