Tribuna das Ilhas

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18
janeiro

OceanEye aposta num novo conceito de actividade marítimo turística

Escrito por Texto:Maria José Silva/Fotos:DR

O barco que vai navegar em mares açorianos é igual a este

 

 

Seis jovens, quatro deles naturais do Faial, resolveram arregaçar mangas e combater a crise à sua maneira. À sua maneira, mas de uma forma sustentada e inteligente. Apostaram na actividade marítimo-turística mas, literalmente, de um ponto de vista diferente que vai iniciar actividade, se as questões legais e burocráticas não se arrastarem, no próximo mês de Março.

São eles: Rui Guedes Rosa e Irma Cascão, Alexandra Guedes Rosa e Marco Santos, Pedro Guedes Rosa e Ana Pereira.

A OceanEye é constituída por seis jovens com formação superior, maioritariamente em áreas ligadas ao mar, e forte experiência no sector marítimo-turístico. “A nossa empresa assenta numa estrutura de gestão familiar o que facilita o acompanhamento de toda a actividade. Com quatro Biólogos Marinhos, a nossa equipa está preparada para promover passeios lúdico educativos” – explica ao Tribuna das Ilhas o biólogo Rui Guedes Rosa.

A OceanEye é uma empresa marítimo-turística que irá proporcionar observação subaquática nas costas das ilhas do Faial e Pico desvendando alguns segredos da valiosa vida subaquática do mar açoriano.

De acordo com Rui Guedes, um dos sócios, a missão da OceanEye assenta em três princípios fundamentais: proporcionar o acesso generalizado, a todas as faixas etárias, ao mundo subaquático; dar a conhecer os valores naturais submersos dos Açores, bem como promover a difusão de atitudes e comportamentos respeitadores do meio ambiente através da valorização/conservação da natureza e sua utilização de forma consciente e responsável.

Então a principal actividade da empresa passa por proporcionar a visualização da fauna e flora no seu habitat natural com uma embarcação singular, “que em conjugação com a grande experiência da nossa equipa possibilitarão momentos únicos de proximidade com a vida marinha selvagem, sempre respeitando o ambiente” – explica.

 (...)

Rui Guedes Rosa diz ainda que, após analisados os dados do Instituto Regional de Estatística, concluiu que quem nos visita é o turista da classe média alta, que tem alguma cultura ambiental já incutida e que vem à procura do exotismo natural das ilhas.

Este projecto tem o apoio do incentivo Empreende Jovem.

Aqui fica explicita a capacidade de observação 

 

(...)

A embarcação tem um design inovador e futurista que acaba por despertar a curiosidade e a vontade de experimentar.

As suas características fazem com que seja a melhor opção na exploração desta actividade nos Açores. Caracteriza-se por ter um fundo côncavo em acrílico modificado (reduzindo a distorção da imagem) com uma área de observação de cerca de 5 m2 que permite a observação subaquática diurna e nocturna. 

Leia a Reportagem completa na nossa edição de 21 de Janeiro de 2011. 

 

 

 

 

13
janeiro

DOP – um ano depois o que mudou

Escrito por Texto e Fotos Maria José Silva

Foram precisos 34 anos para que o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores tivesse instalações condignas.

Era uma aspiração de há largos anos para melhorar as condições para investigação na área da Oceanografia e Pescas e o estudo dos recursos marinhos portugueses.
Um ano depois Tribuna das Ilha esteve à conversa com o Director do DOP, Ricardo Serrão Santos, para tentar perceber o que mudou e quais são as fragilidades daquele pólo da Academia Açoriana que tem projectado o Faial e os Açores aquém e além mar.
Um ano depois, “o sentimento geral é que foi uma mudança muito positiva traduzida numa melhora qualidade do trabalho e do ambiente. As pessoas sentem-se melhor do que antes. Infelizmente ainda não conseguimos mudar toda a gente porque  o espaço não foi suficiente. Começámos agora em Janeiro a adaptar um dos módulos previstos para a chamada “segunda fase”.Em breve estaremos a funcionar em pleno, isto é albergando neste edifício todos os estudantes, técnicos e investigadores que nesta fase tiveram ainda de ficar nas antigas instalações” – começou por dizer o Director do DOP.
 
Ricardo Serrão Santos está no DOP desde 1982. Conhece bem os cantos à casa. 
 
Criado em 1976, o pólo da Horta da Universidade dos Açores debateu-se, inicialmente, com falta de projectos. É importante sublinhar que surgiu no âmbito do então Instituto Universitário dos Açores e desde essa altura que tem sede no Faial.
Desde a sua fundação, como nos afirma Ricardo Santos, “o DOP assumiu como lema contribuir para o conhecimento científico, a conservação da vida marinha e o uso sustentável do Oceano Atlântico nos Açores. Este lema tem sido partilhado com as sucessivas gerações de investigadores e estudantes das ciências do mar que aqui têm trabalhado e estudado”.
Aos poucos, e apesar de funcionar em instalações sem condições ideais, foi-se afirmando no panorama da investigação internacional relacionada com o mar.
No porto da Horta, o DOP começou por se instalar em balneários públicos e, depois, em pré-fabricados.
É nesse espaço que funciona também o Laboratório Internacional de Ecossistemas do Oceano Profundo (LabHorta) e o Coral Lab, o único em Portugal que estuda os corais de profundidade. É também nesse espaço, encostado ao Monte Queimado que são ministradas as aulas do curso de Operador Marítimo-turístico.
Os cientistas do DOP, da Universidade dos Açores, estão entre os mais reconhecidos do mundo, graças aos projectos que têm desenvolvido nas áreas da Ecologia Marinha e Biodiversidade, Oceanografia Física e Biológica, Biologia, Ecologia e Avaliação dos Recursos Haliêuticos Pelágicos, Demersais e de Profundidade.
Em 2007, a revista Research@Europe, editada pela Comissão Europeia, selecionou o DOP para grupo de nove instituições que individualizou como, no dizer do artigo, instituições que orgulham a Europa.
O DOP é composto por um pequeno quadro permanente constituído por 10 doutorados e cerca de 15 outros funcionários, envolvendo pessoal técnico e administrativo, perfazendo um total de 25 pessoas.
Este número representa menos do que um quarto do pessoal que está efectivamente envolvido nas actividades de investigação e desenvolvimento do DOP.
A equipa, de acordo com Serrão Santos, inclui 26 doutorados de diferentes nacionalidades e cerca de 20 doutorandos também de diferentes nacionalidades. Para além destes, o DOP tem ao seu serviço diversos técnicos graduados e não graduados, pessoal de navios e outro pessoal administrativo, num total de 110 pessoas.
Ricardo Serrão Santos está no Departamento desde 1982. Quase 30 anos na instituição que classifica de muito bons. “A questão da docência foi sempre o nosso Calcanhar de Aquiles, basicamente porque ao longo dos anos os diferentes de modelo de financiamento das universidades estiveram sempre relacionados com o número de alunos de licenciatura de base. Houve uma opção política pela tripolaridade na Região Autónoma dos Açores e, mediante as competências e valências que foram atribuídas à Horta começámos a construir o corpo docente e de funcionários. Tenho consciência de que temos dado o nosso melhor em todo este percurso e que temos tido resultados positivos. Os estudos pluridisciplinares das fontes hidrotermais profundas e dos montes submarinos, da ecologia dos ambientes costeiros, da eco-toxicologia e da biologia molecular foram alguns dos que nos deram grande projecção”.
 
Leia a reportagem na íntegra na nossa edição impressa que está nas bancas amanhã, sexta-feira, dia 14 de Janeiro de 2011. 
 
07
janeiro

2011 com o cinto (ainda) mais apertado

Escrito por Marla Pinheiro/fotos: Susana Garcia

Com a entrada de um novo ano, entre o rebuliço das passas, do estalar das rolhas das garrafas de champanhe e da ânsia de cumprimentar amigos e familiares, surgem os tradicionais desejos para os 365 dias que se seguem. Em suma, pede-se mais das coisas boas, e menos, muito menos, das más. Mais saúde, mais amor… E mais dinheiro. No entanto, neste último tópico, as perspectivas não são muito animadoras. Se 2010 não deixa saudades essencialmente devido à crise económica, a verdade é que esta se instalou confortavelmente, e 2011 começa com o aumento dos impostos, que promete deixar as carteiras dos portugueses mais leves. Fala-se em apertar o cinto, mas a verdade é que os furos começam a faltar. Tribuna das Ilhas esteve à conversa com alguns faialenses sobre a actual situação económica do país, e foi saber o que algumas pessoas pensam fazer para enfrentar os tempos difíceis que se avizinham.

 Mais impostos, menos salários e preços mais altos. É com esta equação em mente que as famílias portuguesas vão ter de gerir o seu orçamento ao longo do recém-chegado 2011. Dos vários aumentos com que os portugueses terão de se ver a braços neste novo ano, destaca-se o do IVA, cuja taxa máxima a nível nacional passa de 21 para 23%. Nos Açores, a inclinação da rampa de lançamento do imposto é menor: se até agora os açorianos pagavam 15% de IVA na taxa máxima, passarão a pagar 16%, mantendo-se as restantes taxas nos mesmos valores percentuais (4 e 9%).

As empresas de telecomunicações já anunciaram que a subida do IVA se irá reflectir nos seus preços. No entanto, os reflexos do aumento do Imposto de Valor Acrescentado não se ficarão por aqui: irão certamente reflectir-se na subida generalizada de preços. As associações representantes do sector do vestuário e do calçado prevêem uma subida de preços na ordem dos 10%, em virtude não apenas do aumento do IVA mas também do encarecimento das matérias-primas.

O pão também irá ficar mais caro, principalmente devido à grande subida verificada no custo da farinha. Marco Goulart, da Padaria Bico Doce, adiantou ao Tribuna das Ilhas que, embora não esteja ainda definida a percentagem do aumento do preço do pão, este será muito provavelmente inevitável, tendo em conta o aumento dos custos de produção.

A factura da electricidade também passará a ser maior, com a EDA a apresentar tarifas ligeiramente mais elevadas em relação a ano transacto.

Nos Açores, com o primeiro dia do ano chegou também um aumento médio de 2% nos bilhetes dos transportes colectivos. As viagens marítimas entre as ilhas do Grupo Central também ficaram mais caras, com a Transmaçor a praticar novos preços, que representam um aumento entre cinco e dez cêntimos nas ligações entre Faial, Pico, S. Jorge, Terceira e Graciosa. Nesta área, a boa notícia é que a tarifa correspondente à ligação entre o Faial e o Pico não foi alterada.

Boa notícia é também a redução das mensalidades das creches e jardins-de-infância nos Açores, que se confirma ser aplicada já em Janeiro. No entanto, situações como esta, de alívio nos orçamentos familiares, são bem raras, sobretudo em comparação com o número de anúncios de subidas de preços e impostos que proliferaram no início deste novo ano.

Em suma, com um aumento dos preços dos bens de consumo diário das famílias que não se reflectirá num aumento de salários, o poder de compra irá diminuir, o que também não contribui para a almejada galvanização da economia nacional.

A redução das deduções fiscais imposta pelo Governo de Lisboa também trará algumas dores de cabeça aos portugueses. A partir de agora, essa dedução será feita não a partir do salário mínimo nacional como até agora, mas do indexante de apoios sociais, de valor inferior ao salário mínimo. Além disso, passarão a haver limites às deduções na área da habitação, da saúde e da educação para os dois últimos escalões do IRS.

Carla Pereira, 38 anos, ainda não sentiu grandes diferenças nos seus gastos do quotidiano. No entanto, e como mulher prevenida vale por duas, tem-se esforçado por alterar hábitos de vida, no sentido de gastar menos: “antes de ir às compras faço uma lista, e cinjo-me ao que lá está”, revela. Na altura de comprar, salvo raras excepções, Carla confessa que o factor preço é o que mais pesa na sua decisão. No entanto, em alguns produtos, como é o caso da fruta e dos vegetais, admite que o factor qualidade fala mais alto. Nessa altura, elege a produção local, biológica, mais confiável, mas no entanto mais cara, como reconhece.

“A palavra de ordem é poupar”, revela, e nesse sentido as suas resoluções de ano novo passam por aumentar ainda mais esse esforço, apesar de ser cada vez mais difícil. “Vou diminuir a frequência com que faço determinadas coisas, pequenas extravagâncias, como tomar o pequeno-almoço fora, sair para jantar, entre outras coisas. Teremos de encontrar alternativas, como planear jantaradas em casa, onde cada um contribui com algo”, sugere.

Também Rosa Goulart, 40 anos, é peremptória ao afirmar que há que apertar ainda mais o cinto, apesar de começarem a faltar os furos. “Já se sente que as coisas estão mais caras desde o ano passado”, entende, reconhecendo que o aumento dos impostos irá agravar a situação. Funcionária pública, reconhece que a segurança associada ao seu emprego é um alívio no fardo das preocupações. No entanto, não se sente privilegiada por isso, já que entende que aos funcionários públicos caberá uma parte severa da factura da crise.

“Deixem as pessoas produzir e fazer aquilo que sempre fizeram bem”

Eugénio Leal não duvida de que vêm aí tempos difíceis, mais difíceis do que o ano que recentemente terminou. Todavia, com algum optimismo, acredita que o quadro não será tão dramático como alguns anunciam. Em conversa com o Tribuna das Ilhas, o economista alertou para as consequências da diminuição do rendimento das famílias, em virtude do aumento dos impostos. “A parte dos rendimentos destinada ao consumo e à poupança será menor, sobretudo devido ao aumento dos impostos, desde logo o IVA, e também o IRS, por alteração nas deduções que eram feitas aos rendimentos. As famílias vão sentir, sobretudo a partir de meados do mês de Fevereiro, que o dinheiro disponível vai ser menos”, entende. 

No entanto, para Eugénio Leal, nem só de dificuldades vive a crise. Para o economista, a ideia de que as dificuldades se podem traduzir em oportunidades tem fundamento no actual cenário, apesar da sua frequente utilização por parte dos decisores políticos faça com que seja entendida muitas vezes como mais um chavão político. “Esta ideia deve fazer reflectir, quer as famílias, quer as empresas, quer o próprio Estado”, entende.

Relativamente aos Açores, e ao Faial em particular, Eugénio Leal entende que há ainda muito proveito a tirar das potencialidades naturais: “temos ainda muita terra e muito espaço subexplorado; há meios e recursos naturais para as pessoas que quiserem e dispuserem desses meios minimizarem os efeitos da crise, pela via do aumento de rendimentos complementares”, entende. Para o economista, os faialenses devem voltar-se para a produção local, e devem ser apoiados nessa decisão: “deixem as pessoas produzir e fazer aquilo que sempre fizeram bem”, alerta.

Tendo isso em conta, Eugénio Leal lamenta que durante algum tempo se tenha “desincentivado” as pequenas actividades de produção doméstica locais, em nome de uma interpretação algo exagerada das regras higiénico-sanitárias impostas por Bruxelas.

 

No momento de reduzir despesas, as famílias começam, regra geral, por cortar no mais acessório. À cabeça da lista, as férias fora são o primeiro alvo a abater. Tendo isto em conta, Eugénio Leal entende que o turismo poderá ser algo sacrificado. No entanto, considera que o Faial deve continuar a apostar na diversificação e na qualidade da sua oferta turística, de olhos voltados para o mar, para fazer face a este cenário adverso. Neste tópico, reforça a importância da produção local, lembrando que, se os turistas consumirem na ilha os produtos que vêm da agro-pecuária local, então o retorno económico que o Faial recebe da sua passagem por cá será maior.

“Temos muitas pessoas a legislar e a fiscalizar, e poucas a trabalhar”

Também António Ávila, presidente da Associação de Agricultores da Ilha do Faial, responsável pela Loja do Triângulo, entende esta é a oportunidade que a produção local precisa de aproveitar para se dinamizar ainda mais.

 

Um sinal de que este é um dos caminhos que a economia faialense deve trilhar é o facto de, apesar da crise, 2010 ter sido “um ano excepcional” para a Loja do Triângulo, como confirma Ávila, que espera mais do mesmo para 2011.

Instado a pronunciar-se sobre as dificuldades que se põem aos produtores locais na hora do comercializar o seu produto, Ávila vai ao encontro daquilo que Eugénio Leal também frisou: no que diz respeito à produção caseira, quando se trata de produtos transformados tanto os produtores como a Loja do Triângulo se deparam com uma barreira burocrática bastante desmotivante. De acordo com o líder dos agricultores, a legislação em vigor multiplica-se em exigências, muitas vezes irrealistas, o que, na sua óptica, revela que os legisladores não têm o devido conhecimento sobre aquilo que legislam. “Há muitas pessoas a legislar e a fiscalizar e poucas a trabalhar”, entende.

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 07.01.2011, ou subscreva a nossa assinatura digital

24
dezembro

E que tal um Natal Amarelo?

Escrito por MP/foto:SG

Se perguntarmos qual é a cor do Natal, decerto que irão surgir respostas bastante diferentes. O Natal, como é óbvio, não tem cor, nem forma, nem cheiro, nem som. No entanto, todos nós o associamos a essas coisas, de forma muito particular e muito subjectiva, ao ponto de podermos imaginar que mil pessoas apontariam mil diferentes combinações de cores, formas, cheiros e sons para caracterizar o Natal. Quanto a cores, quando pensamos em Natal pensamos nos tons dourados e prateados das decorações, nas bolas vermelhas, na neve branquinha da qual podemos ter um vislumbre quando olhamos para a montanha do Pico, engalanada dessa alvura para esta quadra, como se de um vestido de festa se tratasse.

Ora, este ano, para dezenas de crianças da Casa de Infância de Santo António (CISA), o Natal é, acima de tudo, amarelo. Não amarelo como as luzinhas que povoam a árvore de Natal, nem como a estrelinha de Belém. Amarelo como o contentor dos ecopontos destinado aos plásticos. Na CISA, este ano a mensagem de Natal é amarela, com o intuito de contribuir para um planeta mais verde.

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 24.12.2010

 

 

13
dezembro

Google revela as pesquisas mais populares do ano

Escrito por Nuno Avelar

O Google publicou na quinta-feira o relatório anual "Zeitgeist 2010: How the World Searched" que revela os tópicos que suscitaram mais interesse nos utilizadores do motor de busca nos últimos doze meses. Segundo a empresa, o relatório é o resultado da "agregação de biliões de pesquisas que as pessoas digitaram" e desvenda as pesquisas mais populares, assim como as que perderam popularidade em comparação com 2009.

O termo que assinalou um crescimento mais rápido foi "Chatroulette", um site lançado em Novembro de 2009 que permite aos utilizadores conversarem num chat com vídeo com outros utilizadores seleccionados ao caso.

No Top 10 das pesquisas mais populares destacam-se ainda o iPad da Apple, as estrelas pop Justin Bieber, Nicki Minaj e Katy Perry, as redes sociais Twitter e Facebook, o site de toques para telemóvel Myxer, e os sites de jogos Gamester e Friv.

Termos como "swine flu", "New Moon", o título do segundo livro da popular saga de vampiros da escritora americana Stephenie Meyer, e Susan Boyle, a cantora britânica que rapidamente se tornou um fenómeno no YouTube, perderam popularidade no decorrer do ano, em comparação com 2009.

O Google divide as pesquisas populares por diferentes categorias. Desde notícias que cresceram rapidamente - Haiti, Chile, "oil spill" e Lady Gaga mereceram destaque nesta lista, - a personalidades cujo nome ganhou popularidade em 2010 - novamente, surgem os nomes de Justin Bieber e Katy Perry.

O nome do treinador português José Mourinho entrou no Top 10 das pesquisas de desporto mais populares. 

09
dezembro

Chuva e muito frio no Dia das Montras

Escrito por Marla Pinheiro/fotos: Carlos Pinheiro

Ontem, a a cidade da Horta animou-se para celebrar o Dia das Montras, tradição que visa espicaçar os faialenses a descerem à baixa da cidade para dinamizar a actividade do comércio tradicional nesta quadra natalícia.

Este ano, a chuva e o muito frio que se fez sentir no Faial não convidavam a sair do quentinho do lar, pelo que a afluência de público a esta iniciativa foi bastante inferior em relação ao ano passado. Ainda assim, foi possível a quem decidiu enfrentar o Inverno e descer à baixa da Horta assistir à actuação de alguns ranchos de Natal e de vários grupos de dança, bem como espreitar as montras que se engalanaram de forma especial para este dia.

A montra da Diva Boutique foi a vencedora do concurso organizado pela Câmara do Comércio e Indústria da Horta. O segundo lugar foi atribuído à Esquina Kids e o terceiro lugar à Galeria JSL. Concorreram 11 montras.

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03
dezembro

Natal em tempo de crise

Escrito por Marla Pinheiro/foto: Susana Garcia

Natal é tempo de paz, amor, solidariedade… e compras. Cada vez mais, a sociedade elege esta época como a altura do ano para dar largas ao impulso consumista. Materializar os sentimentos e os desejos para com os nossos entes queridos num presente adequado surge como uma forma natural de mostrar a nossa afeição e a nossa lembrança. Agradecem os comerciantes, que desta forma aproveitam esta época fazer negócio, e dessa forma compensar os meses menos positivos ao longo do ano. Com a nuvem negra da crise cada vez mais densa a pairar sobre o país, no entanto, o Natal torna-se ainda mais importante para o Comércio Tradicional, que regra geral, vive dias de dificuldade. Assim, e apesar de não se prever que as caixas registadoras vejam a acção de outros Natais, os comerciantes não deixam de apostar em força nesta época para dinamizar o mais possível o negócio.

Tribuna das Ilhas conversou com alguns empresários locais, e com os presidentes da Câmara do Comércio e Indústria e da Câmara Municipal da Horta, para saber quais as dificuldades que o sector atravessa na ilha, e o que pode ser feito para combatê-las.

 

A completar 75 anos de vida este ano, a firma Teófilo SA é uma referência do comércio local. De acordo com o seu responsável, Carlos Goulart, a crise economia faz-se sentir desde 2008, altura em que foi necessário começar a tomar medidas para fazer face à situação: “até agora temos conseguido enfrentar a crise com medidas internas, procurando diminuir os custos fixos, dispensando algum pessoal, entre outras coisas”. No entanto, reconhece que em 2011 avizinham-se tempos ainda mais complicados, tendo em conta a diminuição do poder de compra das famílias.

Para este empresário com larga experiência, é muito importante tomar medidas antecipadas de combate à crise. O que não pode acontecer é o empresariado baixar os braços, sob pena de ver cair o negócio. Nesse sentido, apesar da conjuntura adversa, o Teófilo procura continuar a inovar.

Do outro lado do espectro empresarial faialense está Ruben Goulart, um jovem da ilha que abriu recentemente uma loja na baixa da cidade. Para Ruben, apesar da crise estar instalada, havia lugar no mercado para a Explorer, e por isso decidiu avançar com o projecto. Ciente de que não seria fácil, viu na falta de um estabelecimento direccionado para os desportos ao ar livre uma oportunidade que agarrou com as duas mãos. Até agora, não se arrepende.

“Devemos procurar áreas de negócio inovadores e necessárias na ilha”, entende.

Nem só de crise vivem as dificuldades do Comércio Tradicional Faialense

Quem o defende é Paulo Oliveira, empresário e vereador da oposição na Câmara Municipal da Horta. Oliveira reconhece que o Faial não foge à regra da crise económica global, no entanto não duvida de que existem outros factores que agudizam localmente esse fenómeno. Um deles prende-se com a “falta de regulação” no que diz respeito à implementação de novos espaços comerciais, o que faz com que a Horta, à semelhança do que acontece um pouco por todo o país, seja “invadida” pelo comércio oriental.

Para Paulo Oliveira, é importante que a Horta disponha de uma iluminação de Natal “com outra dignidade”. Além disso, a sua experiência ao nível do comércio local diz-lhe que a Campanha do Comércio Tradicional para a época natalícia deve arrancar mais cedo, se possível no início de Novembro. “Não se pode deixar tudo para o Dia das Montras”, entende, frisando que é na quadra natalícia que a maior parte dos comerciantes pode compensar uma série de meses negativos ao longo do ano, cada vez mais comuns, tendo em conta a actual conjuntura económica.

O empresário considera ainda que é urgente intervir na zona baixa da cidade, de forma a torná-la mais apelativa para a população.

As dificuldades de estacionamento na cidade também não ajudam ao desenvolvimento do Comércio Tradicional. Para Paulo Oliveira, seria importante a criação de lugares de estacionamento com parquímetros, e ainda a existência de alguns parques em cada rua para estacionamentos de curta duração.

Campanha do Comércio Tradicional vai sortear um carro este ano

Ângelo Duarte, presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, reconhece “muitas preocupações” em relação ao futuro do comércio tradicional nesta altura de crise. Por isso mesmo, vê com redobradas expectativas esta época natalícia, que surge nesta altura como uma compensação muito importante para as vendas fracas ao longo do ano.

“A campanha de Natal junto do Comércio Tradicional tem por objectivo apoiá-lo e promovê-lo nesta altura”, frisa. Nesse sentido, a CCIH procurou ter mais atractivos que o habitual na Campanha do Comércio Tradicional 2010, dos quais se destaca o sorteio de um carro entre as senhas das ilhas de abrangência da instituição. A este juntam-se os sorteios habituais, e ainda a tradicional componente de animação infantil e musical nas ruas, entre outras coisas, que o patrão dos empresários espera que sejam um bom incentivo para o público acorrer à zona baixa da cidade da Horta.

Estas iniciativas deverão arrancar já amanhã, esperando-se que o ponto alto seja no feriado de quarta-feira, dia 8, em que se assinala, como habitualmente, o Dia das Montras.

Instado a pronunciar-se sobre o facto de muitas lojas do Comércio Tradicional continuarem a não apostar em horários prolongados e a fecharem a porta na hora de almoço, Ângelo Duarte reconhece que há ainda alguma mudança de mentalidades a fazer, até porque “é ao fim do dia e à hora de almoço, quando a maior parte das pessoas sai dos empregos, que se ganha o dia de trabalho no comércio tradicional”, frisa. No entanto, lembra que, por vezes, adoptar essas medidas significa um esforço acrescido que os empresários não têm condições de suportar, relacionado essencialmente com a necessidade de contratar mais vendedores, por exemplo.

Olhando para a evolução do Comércio Tradicional ao longo do ano que passou, Ângelo Duarte vê sinais positivos, com a abertura de alguns novos estabelecimentos. Para o responsável, são empresários jovens, que souberam transformar a ameaça da crise numa oportunidade, e decidiram criar negócios com a aposta na inovação e na criatividade. O presidente da CCIH entende ser precisamente esse o caminho: “os empresários estão a conseguir superar as dificuldades. Para fazê-lo, é cada vez mais importante saber marcar a diferença face aos concorrentes”, explica.

“Temos de estar preparados para quando passar o mau momento”

Para o presidente da Câmara Municipal da Horta, há que adoptar uma postura realista e reconhecer que a crise chegou, e veio para ficar durante algum tempo. No entanto, João Castro entende que é preciso “agarrar nesta dificuldade e transformá-la numa oportunidade”. Nesse sentido, defende que a autarquia deve preparar em conjunto com os empresários um “raciocínio de prioridades”, de forma a que todos estejam preparados para o final da crise: “estamos num mau momento mas não é o fim do mundo, e temos de nos preparar porque a vida funciona por ciclos, e a seguir a um mau momento vêem bons momentos. O pior que nos pode acontecer é não aproveitarmos os maus momentos para nos preparamos para os bons”, frisa.

João Castro reconhece que o tecido empresarial da cidade da Horta precisa que esta se reestruture e reorganize, com mais estacionamento, mais condições para a circulação de pessoas, entre outras coisas. No entanto, a actual situação de crise que afecta o empresariado local está também a atrasar a obra do saneamento básico, o que por sua vez atrasa essa reestruturação da cidade. O edil reconhece que falta à autarquia “operacionalizar” estas questões, que têm vindo a ser pensadas nos últimos anos, e admite que a velocidade a que se poderá dar essa operacionalização é inferior à esperada. Além disso, lembra que a concretização do Plano de Urbanização só agora está a arrancar, no entanto não duvida das mais-valias que este traz a futuros investidores na cidade da Horta: “o plano de urbanização traz segurança aos investidores, porque estes percebem que dentro de alguns anos a cidade estará de determinada forma e podem programar os seus investimentos”, explica.

Em relação à Campanha de apoio ao Comércio Tradicional, na qual a autarquia e a CCIH trabalham em conjunto, Tribuna das Ilhas quis saber se a mesma não estará a ser lançada demasiado tarde, tendo em conta que grande parte da população já iniciou as suas compras de Natal. Para João Castro, o início de Dezembro é o “timing certo”, até porque os tempos de crise recomendam sensatez e ponderação na altura de comprar, e por isso “não faz sentido uma campanha exaustiva de Natal”.

 

Leia a reportagem completa na edição impressa do Tribuna das Ilhas de 03.12.2010

22
novembro

Grande adesão do público à iniciativa da Zimodas

Escrito por Marla Pinheiro/fotos: Carlos Pinheiro

Na noite do passado sábado, a chuva não demoveu os faialenses de comparecerem em força na Sociedade Amor da Pátria, para assistirem ao desfile anual da Zimodas. Sob o mote “Não fique na sombra contra a violência”, a boutique faialense preparou um evento arrojado e original, onde colocou a moda ao serviço da consciencialização social, e chamou a atenção para a problemática da violência doméstica.

Abordando vários momentos das situações de violência doméstica através de uma caracterização original dos manequins, o desfile recorreu à sonoridade peculiar do fado, e explorou conceitos como a vergonha, o silêncio, o momento da decisão e o momento da libertação, quando a vítima consegue ultrapassar o problema.

A apresentação do desfile esteve a cargo da directora regional da Igualdade de Oportunidades, Natércia Gaspar, que classificou a iniciativa como um autêntico “exercício de cidadania”, não só da Zimodas mas de todos os cidadãos que colaboraram com a empresa nesta iniciativa. Lembrando que se tratou de um evento único a nível regional, a directora regional frisou a importância da sensibilização para este problema. “Este ano em Portugal já vamos em 40 vítimas mortais”, referiu, acrescentando que a responsabilidade de denunciar situações de violência doméstica recai sobre qualquer cidadão que delas tenha conhecimento. “Se sabemos que existe e não denunciamos estamos a ser cúmplices”, frisou.

Durante o desfile decorreu uma campanha de angariação de fundos para a reabilitação de uma sala de atendimento à vítima na esquadra da PSP da Horta.

17
novembro

Pincel D'Arte chega ao Faial

Escrito por Texto e Fotos Maria José Silva

Durante a semana passada cerca de cinco dezenas de faialenses tiveram a oportunidade de aprender técnicas de artes decorativas.

Numa iniciativa da Íris Horta e do Atelier Pince D’Arte, os workshops, que decorreram no Castelo de São Sebastião, foram orientados pela professora Olívia Serra Lopes.

Tribuna das Ilhas esteve à conversa com esta artista que nos adiantou que o ponto forte deste workshop foi a cartonagem, “uma técnica que está na moda e que promove o aproveitamento de tecidos e cartão”.

No Faial também ensinou a técnica das areias, embossing (carimbos), pintura a óleo com espátula, “por cá isto é tudo novo e é bom ver as pessoas curiosas e com vontade de aprender. Há uma sede de aprendizagem.”

Olívia Serra Lopes defende estas formações, como “uma forma de adoptar novas técnicas e aprofundar conhecimentos. A crise também chegou a esta área, pelo que temos sempre que apresentar técnicas que permitam reciclar, reaproveitar materiais, desde papéis de embrulho, tecidos, enfim, tudo dá para aproveitar”.

O projecto Pincel D'Arte nasceu da convicção da Professora Olívia Serra Lopes de que era possível realizar o seu sonho de fazer nascer uma Escola de Artes em Caxias.

A sua concretização impunha, obviamente, viabilidade financeira, pelo que, paralelamente e em simultâneo, nasceu a Loja, abrindo portas ao Atelier, para mostrar a sua obra e criar a possibilidade de adquirir variadíssimas peças, para além das mostradas nas Exposições em que tem participado.

Hoje, para além de leccionar, Olívia Lopes cria e leva os seus alunos a criar peças artesanais únicas, a par do fornecimento de artigos de decoração a lojas, para efeitos de revenda.

A actividade na Loja e a procura de materiais e utensílios específicos, levou à necessidade de diversificar a oferta, iniciando-se o fornecimento de materiais indispensáveis à criação ou acabamentos de peças artesanais, quer para alunos, quer para alguns clientes que procuram na Loja tudo o que necessitam para levar a cabo as suas criações artísticas.  

Fazendo face às exigências de uma modernização incontornável e, num aproveitamento dos benefícios que as novas tecnologias nos proporcionam, criaram uma página de Internet, disponível no endereço www.pinceldarte.com. Este espaço virtual serve essencialmente para dar a conhecer a actividade, disponibilizando algumas fotografias dos trabalhos. Desde 2008, que também têm um espaço de loja on line.

 

09
novembro

Faial recebe veleiros da Route Du Rhum

Escrito por Texto:Maria José Silva/Fotos: Paulo Gonçalves

A Route du Rhum é uma das mais míticas provas de vela oceânicas francesas. Sai de St. Malo com destino a Pointe à Pitre em Guadalupe e encontra no porto e marina da Horta o “parque de assistência” ideal, atendendo à localização geoestratégica que ocupa no meio do Atlântico.

A Route du Rhum atravessa o oceano Atlântico na pior altura do ano e encontra as condições meteorológicas mais adversas, pelo que é um desafio megalómano para os velejadores, sejam eles profissionais ou amadores.

Teve início em 1978 e realiza-se de quatro em quatro anos. Inicialmente era apelidada de “Travessia da Liberdade” devido à particularidade de ser aberta a todos os tipos de embarcações e marinheiros. Com o passar do tempo, e com a evolução natural que a vela teve em França, bem como com o aparecimento da vela profissional e do grande interesse que suscitou, foi sofrendo alterações.

Chama-se Route Du Rhum pois tem como destino as Antilhas Francesas – um dos grandes produtores de rum a nível mundial.

É uma regata que decorre sem escalas mas que permite assistências, ou seja, um barco destes que rasgue uma vela, parta um mastro ou mesmo que tenha qualquer problema de electrónica pode atracar e ser assistido pela sua equipa.

De acordo com explicações que Armando Castro ao Tribuna das Ilhas, é nesta prova que são testados os barcos novos que posteriormente vão participar na Vandée Globe, ou seja, a prova considerada como o exponente máximo da vela mundial (de volta ao mundo sem escalas e em barcos se 60 pés).

É uma regata de solitários mas que tem várias classes: Classe Ultime (barcos de última geração, os trimarans superiores a 30m), Classe Imoca, ou sejam os monocascos de 60 pés da Vandé Globe. Em competição estão também os barcos de 40 pés, com a particularidade de este ano ter 46 inscritos, a classe multicascos 50 pés e a classe Rhum, aberta a todas as embarcações com menos de 50 pés e aos amadores.

“Este ano os veleiros largaram de St. Malo sempre com ventos contrários e apanharam condições atmosféricas bastante difíceis, dai que alguns barcos tenham passado por cá para fazerem as suas reparações e seguiram viagem” – explica Armando Castro que adianta também que “toda a gente aspira fazer esta regata, apesar da Vandé Globe ser uma regata muito mais exigente. Todos os marinheiros têm uma certa predilecção pela Route Du Rhum, daí que, no dia 31 de Outubro, tenham largado 84 barcos rumo a Guadalupe.

Pela Horta passaram: o Group Bel, da classe Imoca, que teve um problema grave na quilha basculante e que teve que abandonar a regata. Geodis também esteve para vir mas conseguiu resolver os seus problemas no mar. Groupe Terralia também passou por cá. O Destination Calais teve pequenas avarias a nível do motor e a sua continuidade em regata ainda não estava confirmada.

O trimaran Oman Air  partiu um flutuador e teve que ser rebocado pelo Rebocador Ilha de São Luís, a cerca de 350 milhas do Porto da Horta.

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