O pêndulo do relógio de parede marca, no seu compassado “tic-tac”, a monotonia da sala…Estou na velha casa solarenga que, outrora, pertenceu às minhas tias Alice e Leopoldina – referências envolventes no meu imaginário afectivo. As minhas tias viviam, solteiríssimas, nesta casa por onde deambulavam, suspensas e remotas. Guardadoras de memórias, afagavam gatinhos, cultivavam ternura e plantas. Desfalecidas no cansaço…