Tribuna das Ilhas

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17
agosto

160 anos - Sinto orgulho em fazer parte da Casa de Infância de Santo António

Escrito por Susana Garcia

Paula Campos há 23 anos que trabalha na Casa de Infância de Santo António (CISA) como Ajudante de Educação, mas foi apenas com três anos que entrou pela primeira vez nesta instituição que vê como a sua “segunda casa”.
A funcionária numa entrevista ao Tribuna das Ilhas no âmbito das comemorações dos 160 anos da instituição, fala com “orgulho e gratidão” das quase três décadas que lá tem passado.

Paula Campos ao longo de mais de duas décadas tem acompanhado muitas crianças que pela primeira vez vão para a creche ou Jardim de Infância, exercendo o papel de uma segunda “mãe”, dando-lhes colinho, limpando as lágrimas, ajudando a adormecer, a comer, em muitos casos, a mudar as fraldas, oferecendo-lhes o carinho, os abraços e os beijinhos que eles tanto precisam nesta fase da sua vida.
Mas nem sempre foi assim. Também Paula necessitou desses cuidados quando aos três anos entrou pela primeira vez no Colégio.
Pertencente a uma família numerosa, de quatro irmãos, a ex-aluna frequentou a instituição até aos nove anos, ou seja, “toda a infantil e Escola Primária”, afirma.
Segundo Paula, o colégio “sempre foi e é uma instituição privilegiada” que “garantia e garante cuidados e segurança, ajudando os pais que trabalham, pelo facto de poderem deixar os filhos todo o dia na instituição, tornando-se menos uma preocupação”, revela.
Tal como hoje, a CISA permitia a Paula e aos seus irmãos almoçar e lanchar no colégio. “Oferecia transporte todos os dias e permitia que tivéssemos outras aulas como piano, lavores, etc”.
Segundo a ex-aluna o objetivo dos pais sempre foi investir na sua “educação e formação” e dos seus irmãos.
Dos anos que passou no colégio Paula destaca as “brincadeiras no recreio, o jogo da casola, o escorrega muito alto, um carrocel, as corridas até debaixo das arcadas, o elástico, o ringue, o jogo da cabra-cega”.
Lembra ainda uma quinta velha que diziam estar assombrada e pela qual tinham “muito respeito”, conta com saudade.
A ex-aluna recorda ainda “as saídas ao jardim do Relógio em que delirávamos apanhar umas bolinhas que caiam das árvores e ainda enchíamos as algibeiras delas”. “Também havia uma mata perto do colégio, que íamos muitas vezes para lá brincar. Foram belos tempos…”, sustenta com nostalgia.
“De manhã todos os dias vinha uma irmã à sala para rezarmos de pé”, lembra-se como se fosse hoje.
No que se refere às memórias pedagógicas, a Ajudante de Educação revive as aulas de ginástica, o equipamento, composto por uma saia calça branca, blusa branca e sapatilhas de que era “super fã”, lamentando que tenha sido utilizado só até à 2.ª classe, altura em que foi substituído “pelo fato de treino que se reserva até aos dias de hoje”, demonstrando que o seu gosto pela moda vem desde pequena.
Paula realça “com muita saudade, orgulho e satisfação” a sua educadora de infância e também a professora da 1.ª classe a irmã Maria Arminda “que era muito exigente connosco, mas muito humana e amiga de todas nós”.
Do 1.º ciclo, a ex-aluna preserva na sua memória o entusiasmo com que receberam na 2.ª classe a nova professora. “A professora Fernanda que na altura tinha apenas 20 anos (1978) foi uma imensa alegria para nós e que chegou em boa altura pois tínhamos acabado de perder uma grande educadora e professora”, revela.
Para Paula “a professora Fernanda era e continua a ser uma doçura de pessoa. Nos três anos seguintes acompanhou sempre o nosso grupo que era muito amigo e unido e deu-nos boas bases para hoje sermos o que somos a nível académico e muitos terem chegado onde chegaram. Um muito obrigado”, frisa.
A ex-aluna adianta que foi na CISA que aprendeu a bordar a cozer e a fazer ponto cruz, nas aulas de lavores, que na altura era considerada uma ferramenta fundamental na vida de uma mulher.
Quanto aos constrangimentos sentidos pela sua geração, Paula avança que “na altura poucos eram os pais que tinham viatura própria. Lembra-se que ela e os seus irmãos tinham de se levantar muito cedo para apanhar o autocarro “que passava ainda um pouco distante de nossa casa para irmos até ao colégio e que igualmente nos trazia de regresso ao final do dia”.
Recorda também a hora das refeições. “Nesse tempo não havia cozinha na instituição pelo que trazíamos a lancheira de casa com almoço e lanche todos os dias que muitas vezes nem era aquecido”.
Segundo Paula “esses pequenos constrangimentos fizeram com que nos apercebêssemos que a vida é mesmo assim, não é fácil para ninguém, tem de se lutar muito”, comenta.
Apesar das condições do Colégio no seu tempo não serem as mesmas de hoje, Paula considera-se uma felizarda por ter frequentado a instituição que vê como um “um lugar privilegiado de formação integral e humana.
A ex-aluna refere que o Colégio lhe deu “formação académica (ensino), formação religiosa (catequese) e formação social, convivência entre os professores, alunos e internos”.
No que diz respeito aos valores e princípios adquiridos na instituição, a Ajudante de Educação, ressalva a “amizade, solidariedade, espírito de grupo, partilha de trabalho, respeito pelos outros”, evidenciando o orgulho que sente em “ter feito e continuar a fazer parte dos 160 anos desta instituição que é a nossa Casa de Infância de Santo António, quer como aluna, quer como funcionária”.
Para Paula falar da CISA é “sinónimo de gratidão, compreensão, amizade, disponibilidade”, que considera como “a melhor instituição de sempre com pessoas muito humanas e trabalhadoras”.
A Ajudante de Educação elogia ainda as diferentes direções “que ao longo destes anos têm passado pela CISA, dando muito do seu tempo sem nada pedir em troca fazendo com que esta instituição siga em frente. Um muito obrigado a todos por me darem a oportunidade de fazer parte desta casa”, conclui.

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17
agosto

Dia Internacional da Juventude - AJIFA associa-se à APADIF para promover a inclusão social Iniciativa da Câmara Municipal reúne cerca de 250 pessoas

Escrito por Susana Garcia

No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Juventude, a Associação de Jovens da Ilha do Faial (AJIFA) associou-se à Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha Faial (APADIF) e fez uma pintura na Marina da Horta.
A iniciativa inseriu-se num conjunto de atividades que a associação juvenil preparou para esta edição da Semana do Mar.

A AJIFA assinalou no passado domingo, último dia da Semana do Mar, o Dia Internacional da Juventude.
As comemorações decorreram em parceria com a APADIF e consistiram na execução de uma pintura na Marina da Horta, intitulada “Crescer é Arte”, que teve o objetivo de promover a inclusão social, por meio da arte e da pintura.
A pintura integrou-se num conjunto de iniciativas que a AJIFA preparou para esta edição da Semana do Mar e contou com a presença do diretor regional da Juventude.
Na ocasião, Lúcio Rodrigues destacou o “trabalho transversal” que o Governo Regional tem desenvolvido com os jovens, lembrando que “só através da Direção Regional da Juventude, o Executivo tem investido muitos milhares de euros ao longo dos últimos anos, apoiando as associações juvenis para que desenvolvam iniciativas de relevo junto dos jovens Açorianos, como foi o caso desta iniciativa ‘Crescer é Arte’”.
O diretor regional realçou também a “forte aposta que o Executivo tem feito ao nível da formação profissional”, salientando que, “só nos últimos quatro anos, mais de 8.300 jovens açorianos frequentaram formação profissional”.
Segundo Lúcio Rodrigues, o Governo “está a fazer, em conjunto e em consonância com as associações de juventude da Região, um trabalho de fundo, com um rumo bem definido e com metas muito concretas, como o aumento da qualificação profissional, o reforço da empregabilidade ou o estímulo de uma maior participação cívica por parte dos nossos jovens".
O Dia Internacional da Juventude celebra-se todos os anos a 12 de agosto, por definição da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, realizada em agosto de 1998, em Lisboa.
Nesta edição da Semana do Mar a AJIFA promoveu ainda um concurso de construções na areia na Praia do Porto Pim, que contou com a participação do ATL da Santa Casa da Misericórdia da Horta na freguesia dos Flamengos.
Este ano a AJIFA associou-se também ao “Free Running” organizado pelo Azores Trail Run na Semana do Mar que se subordinou, desta forma, ao mote “por uma juventude ativa”.

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17
agosto

Eco copos - Medida um sucesso ambiental da Semana do Mar

Escrito por Flávia Taibo

Na 43.ª edição do maior evento da ilha do Faial, a Câmara Municipal da Horta (CMH) faz um balanço positivo da campanha ambiental de redução e reutilização de copos plásticos nas festas do concelho implementada pela primeira vez este ano.
Com esta medida o Eco Spot, instalado ao lado da barraquinha das Farturas, lavou e esterilizou durante 10 dias cerca de 600 copos por hora.
No âmbito desta nova media, ambiental na passada sexta-feira, o Tribuna das Ilhas foi falar com os comerciantes dos restaurantes da Feira Gastronónica em relação a estas medida ambiental, dos copos reutilizáveis e o modo como afetaram o seu negócio.

O Madeirense

TI

Este é o segundo ano que José Pereira traz à nossa feira gastronómica os sabores tradicionais da Madeira. Para o comerciante, a festa decorreu tal como esperava: houve bastante afluência de pessoas durante até àquele dia. O mesmo afirma que “não há aspetos negativos nesta edição” da Semana do Mar e considerou que a nova campanha ambiental “é uma grande medida e uma mais valia para a reciclagem”.
Relativamente à sua presença em próximas edições deste evento José Pereira espera estar à altura de “conseguir bater a concorrência e voltar”.

 

Lampião

TI

Francisca Garcia, dona deste restaurante que é conhecido dos faialenses há 11 anos, salienta que a feira gastronómica “está muito equilibrada, com muitos turistas, com muito público em geral e não está inferior ao ano passado”.
No que se refere a aspetos mais ou menos positivos do certame, a comerciante nada tem a apontar frisando que “não há aspetos negativos porque a própria organização tem-se esforçado para de ano para ano ir sempre melhorando”.
Sobre a implementação dos Eco copos, a proprietária revela que os mesmos não lhe fazem muita diferença, uma vez que trabalha com serviço de restauração e só utiliza copos de vidro.
No entanto, diz que a nível ambiental e de higiene o festival melhorou porque “as ruas estão limpas” e “parecendo que não as pessoas habituam-se a fazer menos lixo”.
Francisca Garcia não deixou de reparar nos vários cinzeiros colocados no chão ou nos postes por todo o recinto referindo que a organização “está realmente a querer fazer desta terra uma terra 100% virada para o futuro”.

 

Capitólio

TI

Carlos Antunes, coproprietário deste estabelecimento faialense, trouxe à população, pela primeira vez na parte da restauração, o seu restaurante para “mostrar aos faialenses e aos que vieram de fora” o que melhor faz.
Para o comerciante, um dos aspetos positivos da Feira Gastronómica é mostrar a nossa cozinha, apontando como negativo “alguma falta de condições que a CMH proporciona”.
Carlos Antunes espera que na próxima edição a parte da tenda das cozinhas e a parte sanitária possa ser melhorada.
No que aos eco copos diz respeito, o faialense avança também que “não nos faz muita diferença porque nós só usamos vidro, mas vemos a cidade muito mais limpa e acho muito bem o que a organização está a fazer”.

 

O Rodízio

TI

Também Rui Pinto, representante d’O Rodízio, afirma, no segundo ano de participação neste evento, “que a nível dos restaurantes acho que está a surpreender, mas a nível de pessoas na festa tem muito menos que no ano passado”, considerou.
Sobre as condições da tenda, o representante sublinha que “se vem um dia de mau tempo, não temos condições”, fazendo um apelo à organização que modifique um pouco a ligação entre a cozinha e o restaurante.
Para Rui Pinto, apesar de ser bom para o ambiente e para a limpeza das ruas, o eco copo traz algum desconforto às pessoas que têm de andar toda a noite com o copo. Assim sugere “que fosse possível devolver o copo em qualquer uma das tascas ou barraquinhas”.

 

Grupo Desportivo Cedrense

TI

Carlos Rosa, presidente do clube, também fez um balanço positivo da festa salientando que “tem aparecido muita gente, tem-se vendido bem, tem-se feito um bom negócio o que é o mais importante” para o objetivo de “angariação de fundos para o clube”.
Neste que é o segundo ano consecutivo da presença desta tasca na Semana do Mar, o presidente defende que uma vez que “a CMH nos oferece a barraca para angariarmos fundos, temos de aproveitar porque as direções têm de ter também algum trabalho, não é negar o trabalho e depois ir bater à porta e pedir dinheiro”.
“Não podemos depender só do dinheiro público temos de fazer algum esforço”, reforça.
Sobre o decorrer do evento, Carlos Rosa só aponta um aspeto negativo: a falta de música depois dos concertos para animar as pessoas que ficam nas tascas até às quatro da madrugada.
O representante do Cedrenses sublinhou que apesar de os eco copos serem “uma medida muito positiva” e de estar “completamente de acordo” com ela, pois até facilita o trabalho de limpeza, “a nível de venda de cerveja nota-se uma quebra”. “Quando se usava os copos de plástico mandavam vir uma rodada para os amigos, 10 ou 15 cervejas, e às vezes nem bebiam e deixavam a cerveja atrás, mas já ficava o dinheiro em caixa”, explica, acrescentando que “agora ninguém está disposto a pagar uma rodada de dez cervejas ao amigo e pagar mais 10 euros pelos copos”, sustentou.

 

Fayal Sport Clube

“A nível de barraquinha realmente excedeu as expectativas”, salientou Luís Rosa, representante desta tasca, dizendo achar que “há muita gente de fora e que as pessoas estão satisfeitas com o serviço”, pelo que faz um balanço positivo do evento.
Segundo o porta-voz do clube, a “Câmara esteve muito bem” com a elaboração do programa. “Gostamos dos artistas que trouxeram cá, acho que tem um bocadinho de tudo, e tem sido muito agradável, inclusive ontem o folclore que pensávamos que para a nossa barraquinha ia ser um dia muito mais fraco, mas longe disso, foi o segundo melhor dia até agora”, revela.
“Outro aspeto muito importante deste ano foi a situação dos copos reciclados que apesar de no início ter provocado alguma confusão em algumas pessoas, tem um balanço extremamente positivo porque nós saímos todas as noites daqui às quatro ou cinco da manhã e não se vê lixo no chão e é muito gratificante”, explica.
Luís Rosa lamenta ainda o “facto de a explicação dos copos estar só em português uma vez que temos muito turismo de língua estrangeira o que às vezes dificulta visto que nem todas as pessoas têm uma noção do inglês básico”, afirmando que “isso foi uma falha gravíssima da parte da Câmara”.

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17
agosto

SATA - Novo Conselho de Administração da SATA já tomou posse

Escrito por Susana Garcia

Já se encontra no exercício de funções o novo Conselho de Administração do Grupo SATA.
O novo Conselho de Administração é presidido por António Luís Teixeira Gusmão, e integra ainda Ana Maria da Silva Azevedo e Vítor Manuel de Jesus Francisco Costa.

O novo Conselho de Admi-nistração do Grupo SATA, presidido por António Luís Teixeira Gusmão, tomou posse na passada segunda-feira.
António Luís Teixeira Gusmão é licenciado em Organização e Gestão de Empresas pela Universidade dos Açores. Possuí experiência na área da gestão privada e da formação de recursos humanos. Foi Diretor Empresarial da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, e administrador da EDA.
O novo Conselho de Administração integra ainda Ana Maria da Silva Azevedo e Vítor Manuel de Jesus Francisco Costa.
Segundo informação disponibilizada pelo Gabinete de Imprensa do Governo (GACs), “Ana Azevedo é uma profunda conhecedora do Grupo SATA no qual trabalha desde 1984, tendo desempenhado ao longo dos anos diversas funções nas empresas do grupo”.
Foi ainda chefe do Serviço de ilha e diretora do Aeródromo Regional de S. Jorge até 1990, ano em que ingressou na sede do grupo, em Ponta Delgada, como técnica superior de aviação comercial.
De 2002 a 2005 foi chefe do Serviço de Planeamento e Gestão e entre 2006 e 2013, foi diretora de Planeamento e Exploração do grupo. De 2016 a 2017 exerceu funções como assessora do Conselho de Administração.
É detentora de mais de duas dezenas de formações específicas na área da aviação civil, designadamente, o Airline Management course (Cran-field University), o curso de “Operações Aeroportuárias” (ANA), assim como formações sobre legislação aeronáutica (Absant Consult), “transporte aéreo” (Airbus) e “planeamento de voo” (Airbus), revenue management (IATA) e network and fleetplanning (IATA). Em 1985, fez o “curso básico de chefia” na TAP e, no ano seguinte, o “curso de desenvolvimento da liderança” na mesma empresa.
É licenciada em Relações Públicas e Comunicação pela Universidade dos Açores, possuidora de um Mestrado em Gestão pela mesma Universidade e, ainda, uma Especialização em Operações de Transporte Aéreo pelo ISEC.
Já Vítor Costa é licenciado em Gestão e Administração Pública, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade Técnica de Lisboa, e possui uma especialização em gestão de recursos humanos.
Como técnico superior ingressou no Grupo EDA, em 1991, no qual desempenhava funções de diretor de Sistemas de Informação e Comunicações desde 2015. Foi, ainda, diretor de Auditoria Interna (2015-2017) e Diretor de Aprovisio-namentos (2006-2015). Possui ainda diversas formações profissionais como o “Programa Avançado de Gestão para Executivos”, da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica, e o “Curso Prático Intensivo de Auditoria Interna”, do IPAI.
Na ocasião, Ana Cunha, secretária regional dos Transportes e Obras Públicas avançou, que o processo de alienação de 49% do capital da SATA está em análise, frisando que, neste momento, “aquilo que se pretende da empresa não depende em exclusivo desse processo”.
Questionada pelos jornalistas à margem da cerimónia de tomada de posse do novo Conselho de Administração do Grupo SATA sobre a situação financeira e a credibilidade da companhia aérea regional junto dos Açorianos, a Secretária Regional referiu que “o desafio do Conselho de Administração é tornar a empresa autossustentável e eficiente”.
Na sua intervenção, Ana Cunha destacou o “compromisso que o Governo dos Açores tem com a SATA, que advém não só do facto de o Executivo ser o representante do acionista da SATA, mas também porque a companhia aérea presta um contributo decisivo para as acessibilidades aéreas de e para o arquipélago”.
A secretária regional defendeu ainda que o Conselho de Administração que agora tomou posse “tem como missão bem definida fazer regressar a SATA a níveis de qualidade de serviço aos Açorianos e de capacidade de resposta às suas solicitações, nunca pondo em causa a sustentabilidade económica, financeira e laboral do grupo”.

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17
agosto

Acidente com o “Mestre Simão” - Relatório do GAMA vai ao encontro das conclusões apontadas pela Atlânticoline

Escrito por Susana Garcia

O GAMA, apresentou na passada semana as conclusões do seu o Relatório de Investigação Técnica ao acidente ocorrido com o navio “Mestre Simão” no porto da Madalena, a 6 de janeiro último.
O relatório agora divulgado aponta como causas do acidente as condições de tempo e de mar que se fizeram sentir no momento naquele porto, indo de encontro às conclusões apresentadas em maio deste ano pela Atlânticoline em resultado de um relatório interno.
De acordo como relatório do GAMA o navio “foi colhido por três vagas de altura superior à altura significativa prevista” para o dia em questão.
O relatório destaca também que “todos os procedimentos de segurança foram cumpridos pelo Mestre da embarcação, nomeadamente, a utilização de todos os recursos e procedimentos disponíveis para contrariar o desgoverno do navio, bem como o cumprimento de todos os procedimentos necessários à evacuação dos passageiros em segurança”.
Ressalvado no mesmo relatório ficou, segundo a Atlânticoline, o correto funcionamento do navio, não sendo apontada qualquer falha ou deficiência operacional que tenha contribuído para a ocorrência do acidente.

 

PSD/Açores considera contraditórias as conclusões dos relatórios ao acidente do navio “Mestre Simão”
Após ter sido tornado público o relatório do GAMA ao acidente do navio “Mestre Simão” o deputado do PSD/Açores Luís Garcia, considerou que as “conclusões de ambos os relatórios sobre o acidente com o navio ‘Mestre Simão’ “são em muitos aspetos contraditórias”.
O porta-voz do PSD/Açores para os Assuntos do Mar, num comunicado enviado às redações acusa e condena “a tentativa do presidente da Atlânticoline de aproximar as conclusões do relatório do GAMA sobre o encalhe do navio ‘Mestre Simão’ às conclusões do relatório encomendado pela empresa de transportes marítimos”.
Segundo o deputado faialense do PSD o relatório encomendado pela Atlânticoline, cujas conclusões foram reveladas a 14 de maio, adianta que “o encalhe do navio, ocorrido a 6 de janeiro no porto da Madalena do Pico, ficou a dever-se a um ‘infortúnio do mar’, isto é, a ‘um conjunto de ondas que deixaram o navio sem governo’, conforme sublinhou então o presidente do conselho de administração da empresa pública, Carlos Faias. Já o GAMA, autoridade nacional independente, adiantou, que “as condições de tempo e mar que se faziam sentir na altura eram uma situação previamente identificada e transmitida, através dos avisos do IPMA e da Capitania do Porto da Horta”, concluindo mesmo “que o navio não devia ter praticado o porto da Madalena naquelas condições e que deveria ter regressado à Horta ou procurado outro porto”.
Os deputados do PSD/Aço-res esperam que essas “conclusões” possam ser esclarecidas nas audições parlamentares agendadas para 5 de setembro, ao Governo, à Atlânticoline e ao Capitão do Porto da Horta no âmbito do projeto de resolução do PSD/Açores “Estudo sobre a operacionalidade dos portos de passageiros dos Açores”.

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10
agosto

Serviço Regional de Saúde - Aprovado novo Regulamento Geral de Deslocações de Doentes

Escrito por João Paulo Pereira

O novo Regulamento agrega num único diploma três realidades que estavam dispersas por várias portarias: - A Deslocação de Doentes do Serviço Regional de Saúde (Portaria n.º 28/2015, de 9 de março) - O Complemento Especial para Doentes Oncológicos (Portaria n.º 110/2015, de 4 de agosto) e a - Deslocação de especialistas (Portaria 4/2014, de 29 de janeiro).

A Secretaria Regional da Saúde decidiu englobar num único documento várias portarias que regulavam a deslocação de doentes, o complemento especial para doentes oncológicos e a deslocação de especialistas.
A nova portaria que entra em vigor no próximo dia 1 de setembro, vai permitir agilizar e desburocratizar os processos de deslocação dos doentes, potenciar a deslocação de um leque alargado de profissionais de saúde, às ilhas sem hospital, e rentabilizar sempre que possível o recurso à Telemedicina.
No que respeita às deslocações de doentes, apresenta as seguintes alterações significativas:
A responsabilidade financeira pela deslocação de utentes que antes era apenas das unidades de saúde passa a estar repartida entre as Unidades de Saúde de Ilha e os Hospitais:
1. Nas deslocações intra-ilhas e nas primeiras deslocações na RAA, a responsabilidade é da unidade de saúde de ilha onde o utente está inscrito;
2. Nas deslocações subsequentes na RAA, para fora da Região e para o estrangeiro, é do hospital responsável pelo processo de deslocação.
Os processos de deslocação passam a ser geridos de forma a conciliar numa mesma deslocação várias consultas ou tratamentos, gestão essa que cabe ao Gestor do Utente Deslocado;
As comparticipações de transporte passam a ser realizadas, de acordo com os escalões definidos, não apenas nas deslocações em táxi, mas também nas demais deslocações em serviços de transporte coletivo terrestre de passageiros (metro, autocarro, comboio);
É prevista, em caso de falecimento do utente, uma comparticipação diária ao acompanhante, até ao seu regresso, igual à que o utente receberia;
Perante uma alteração imprevisível do estado de saúde de um utente, ocorrida fora da sua ilha de residência, passa a estar prevista a possibilidade do conselho de administração da unidade de saúde de ilha onde o utente está inscrito poder, mediante requerimento, autorizar, a título excecional, o enquadramento no regime de deslocações;
É prevista a cobertura assistencial por médico especialista através de consultas de telemedicina, para as consultas de acompanhamento, evitando a deslocação do doente da sua ilha de residência.
Ao nível da deslocação de profissionais de saúde, destaca-se agora a inclusão de outros profissionais do Serviço Regional de Saúde (SRS), que antes não estavam previstos, como sejam: médicos dentistas, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de diagnóstico e terapêutica e técnicos superiores de saúde.
No que concerne aos profissionais e aos serviços de saúde há uma reestruturação dos procedimentos no sentido de uma melhoria da gestão e rentabilização de recursos:
Passam a ser abrangidas as deslocações entre unidades de saúde ilha e entre hospitais, para além das deslocações entre hospitais e unidades de saúde;
No âmbito de deslocações ao abrigo de regime de trabalho normal é previsto o pagamento de um subsídio diário ao profissional de saúde (150€), sendo considerado como prestação efetiva de trabalho o tempo da deslocação, o tempo das retenções na ilha de destino e o tempo despendido em formação dos profissionais de saúde da unidade de saúde de destino;
Nas deslocações em regime de trabalho acrescido é definido que a remuneração dos profissionais de saúde será fixada por acordo, entre a unidade de saúde de destino e o profissional, até um montante máximo de 25€ por consulta;
No âmbito do regime protocolado os diretores clínicos passam a estar responsáveis pela verificação dos pressupostos necessários à celebração de um protocolo, nomeadamente, se o profissional a deslocar, realiza deslocações ao abrigo dos outros regimes de deslocação e se tem uma lista de espera para meios complementares de diagnóstico e terapêutica, inferior a 60 dias;
É retomada a figura do “Programa anual de deslocações de profissionais de saúde”;
É criado um regime de validação prévia da listagem de utentes do profissional de saúde deslocado, a realizar pela direção do serviço de origem.

 

Regulamento de Deslocações traz benefícios para o utente e para a gestão do SRS, afirma Rui Luís

Segundo o Secretário Regional da Saúde Rui Luis, este novo Regulamento configura uma reforma com benefícios claros para o utente e para a gestão do SRS.
“Pretende-se celeridade e eficiência, ao introduzir a figura do gestor do utente deslocado, ao reforçar as consultas de telemedicina e ao planear a deslocação de especialistas”, destacou Rui Luís, durante a apresentação pública do novo regulamento.
O titular da pasta da saúde sublinhou ainda que o diploma “tem o utente como foco principal, pois estamos a falar em evitar deslocações desnecessárias dos doentes para fora das suas ilhas de residência e também em criar condições para que os especialistas e outros profissionais de saúde possam ir com cada vez mais frequência às ilhas sem hospital”.
Entre as novidades introduzidas, destaca-se a criação do Gestor do Utente Deslocado, figura que o Secretário Regional considera que “estará presente, junto dos hospitais e das unidades de saúde de ilha, para organizar e tornar mais eficiente essas deslocações”.
Na vertente da deslocação de doentes “a regra é que a primeira consulta será presencial, depois, as consultas subsequentes, consoante a especialidade, e não havendo a necessidade da deslocação, poderá o médico especialista fazer uma consulta à distância estando o utente acompanhado por outro profissional de saúde” explicou Rui Luís.
No que concerne à vertente dos profissionais “criámos um conjunto de regras que permite que, para além do médico especialista, um conjunto de outros profissionais de saúde possam descolar-se como, psicólogos, farmacêuticos, nutricionistas, criando aqui uma dinâmica de rotação dentro do Serviço Regional de Saúde” apontou o secretário regional.
O novo diploma determina a atribuição de um subsídio diário ao profissional de saúde deslocado em regime de trabalho normal e considera como prestação efetiva de trabalho, o tempo despendido em formação dos profissionais de saúde da unidade de saúde de destino.
Para uma melhor gestão das consultas de especialidade e exames, é criado o Programa anual de deslocações de profissionais de saúde, bem como, um regime de validação prévia da listagem de utentes do profissional de saúde deslocado.
“Queremos que os profissionais de saúde se desloquem de forma organizada, daí haver o planeamento anual das deslocações, com a validação não só do Diretor Clínico do Hospital, mas também a do Diretor do Serviço” salientou.
Na ocasião, Rui Luís afirmou estar convicto que as alterações introduzidas irão contribuir para potenciar ainda mais as consultas de especialidade.

 

PSD/Açores saúda recuo do Governo na deslocação de médicos especialistas

Em nota enviada às redações, o grupo parlamentar do PSD/Açores saudou o recuo do Governo Regional e a decisão de retomar a política de incentivos à deslocação de médicos especialistas às ilhas sem hospital, uma medida defendida há muito pelos social-democratas.
Luís Maurício explica que este “emendar de um erro” é uma “notícia aguardada” pelos utentes do (SRS) que se viram privados, demasiado tempo, de consultas de especialidade nas suas ilhas, devido à alteração da legislação em 2014, que determinou que a maioria dos especialistas cessasse as suas deslocações.
O porta-voz do PSD/Açores para a Saúde considera tardio este recuo do Governo, porque “levou a que milhares de utentes não tivessem acesso a cuidados de saúde diferenciados na sua ilha de residência, o que conduziu a um aumento exponencial das deslocações de utentes e acompanhantes, como também dos custos dessas deslocações”.
Para este deputado regional é importante o alargamento deste Regulamento a outros profissionais de saúde de que os utentes do SRS são igualmente carenciados, lembrando que, em relação à telemedicina, esta era uma revindicação do seu partido em 2016.
Luís Maurício defende que “este recurso, embora não substitua em todos os casos uma consulta presencial, deve ser usado de uma forma coordenada e devidamente articulada entre as diferentes unidades de saúde regionais (centros de saúde e hospitais) e não como uma resposta de atendimento pontual”.

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10
agosto

Turismo - Torre do Relógio aberta a visitas

Escrito por Flávia Taibo

A Torre do Relógio do Largo D. Luís I abriu à visitação pela primeira vez no passado dia 2 de agosto.
Este elemento arquitetónico continuará aberto de segunda a sexta-feira, das 09h30 às 12h00 e das 14h00 às 16h30 e, mediante marcação, poderá abrir noutros dias e horas.

A Câmara Municipal da Horta (CMH) abriu, no passado dia 2 de agosto, a Torre do Relógio do Largo D. Luís I à visitação e ao turismo com o objetivo de permitir que todos os interessados possam conhecer este ex-libris da cidade da Horta.
Desde modo, e durante os meses de agosto e setembro, este edifício estará aberto de forma gratuita aos munícipes e aos turistas.
No topo dos 97 degraus, podem-se avistar os 17 monumentos da cidade da Horta que podem ser acompanhados, através de QR Code, de informação turística em português e inglês.
“Esta Câmara tem sido a que mais tem trabalhado no sentido de preservar e valorizar o património cultural e edificado e a aprovação da ARU é um exemplo disso mesmo”, afirmou o presidente da CMH, durante a abertura daquele monumento, adiantando ainda que “esta iniciativa vem no seguimento de todo o esforço que a CMH tem feito para requalificar este espaço”.
“Começamos por levar a cabo obras de beneficiação da Torre, posteriormente intervimos na zona envolvente e, o passo seguinte, será recuperar o mecanismo do século XVIII do relógio ali existente”, adiantou ainda o autarca.
Segundo José Leonardo Silva, “este espaço estava completamente abandonado, pelo que, com estas intervenções, queremos consolidar a oferta turística e cultural, promovendo mesmo no futuro, eventos culturais que façam uma interligação entre o Largo D. Luís I e o Jardim Florêncio Terra, antigo Jardim Público da cidade da Horta”, disse.
“Os monumentos e os locais históricos não devem ser apenas locais de contemplação, mas sobretudo espaços de interação e de convívio", entende o edil.
Este espaço estará aberto de segunda a sexta-feira, das 09h30 às 12h00 e das 14h00 às 16h30 e, mediante marcação, poderá abrir noutros dias e horas.

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10
agosto

‘Lixo Zero no Mar dos Açores’ - Direção Regional dos Assuntos do Mar e Clube Naval da Horta assinam protocolo

Escrito por Susana Garcia

No âmbito do festival náutico da Semana do Mar a Direção Regional dos Assuntos do Mar assinou um protocolo com o Clube Naval da Horta (CNH), que visa implementar a iniciativa ‘Lixo Zero no Mar dos Açores’.
A iniciativa pretende sensibilizar os participantes das atividades náuticas para problemática do lixo marinho.

A Direção Regional dos Assunto do Mar e o Clube Naval da Horta, assinaram no passado domingo, na Horta, no decorrer da abertura da Semana do Mar um protocolo que visa alertar para a problemática do Lixo no Mar dos Açores.
Destinada aos participantes do maior festival náutico do país, a iniciativa ‘Lixo Zero no Mar dos Açores’ pretende sensibilizar as populações, “em especial das camadas mais jovens de utilizadores do mar”, para este problema ambiental, afirmou na ocasião o diretor regional dos Assuntos do Mar.
No entender de Filipe Porteiro é “fundamental alterar comportamentos para inverter o rumo do problema”, acrescentando neste sentido, que o Governo dos Açores pretende ser “um parceiro ativo na luta contra o flagelo global que é a proliferação de lixo no oceano”.
“Se não podemos combater o lixo marinho que nos chega de outras paragens distantes, temos a obrigação cívica de evitarmos a produção de lixo marinho por fontes endógenas”, defendeu.
Neste contexto, e ao abrigo deste protocolo, o CNH compromete-se a utilizar material reutilizável em todos os eventos sociais e atividades que organize ao longo do ano.
Entre as várias iniciativas previstas no protocolo, Filipe Porteiro destacou também a colocação de contentores apropriados para que as tripulações possam depositar o lixo produzido durante as atividades náuticas.
O diretor regional salientou que o Governo dos Açores tem trabalhado no sentido de mitigar o problema do lixo, através da implementação de sistemas de processamento de resíduos em todas as ilhas da Região, bem como através dos serviços competentes da administração regional.
“Temos levado a cabo várias campanhas de sensibilização junto das populações, em parceria com entidades públicas e privadas e Organi-zações Não-Governamentais do Ambiente, que envolvem limpezas costeiras, exposições temáticas ou a distribuição de panfletos informativos, referiu Filipe Porteiro.
A iniciativa “Lixo Zero no Mar dos Açores, lançada em 2015, enquadra-se no Plano de Ação para o Lixo Marinho nos Açores (PALMA).

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10
agosto

Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro - Andreia Ponte distinguida com a Bolsa “D. Maria do Livramento de Abreu Forjaz”

Escrito por Flávia Taibo

A picarota, Andreia Ponte, recebeu a Bolsa “D. Maria do Livramento de Abreu Forjaz” 2018 do Núcleo Regional dos Açores (NRA) da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), que se destina a apoiar a formação e a investigação em oncologia.
Com esta bolsa, a estudante de Radioncologia irá realizar um estágio de cinco semanas no Departamento de Radioncologia da Universidade de Toronto.

Andreia Ponte, natural da ilha do Pico e estudante do 3.º ano de formação específica em Radioncologia no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, foi distinguida com a Bolsa “D. Maria do Livramento de Abreu Forjaz” 2018 NRA da LPCC, que visa apoiar a formação e a investigação em oncologia.
Com a ajuda desta bolsa, a estudante irá realizar um estágio de cinco semanas no Departamento de Radioncologia da Universidade de Toronto, repartido por duas instituições conceituadas, nomeadamente, o Princess Margaret Hospital e o Odette Cancer Centre.
“Esta bolsa permitirá colmatar algumas das despesas logísticas inerentes à realização de um estágio no estrangeiro (viagens, alojamento, alimentação, taxas de inscrição nos hospitais locais, etc.), pelo que é um grande apoio, na medida em que todas essas despesas seriam asseguradas por mim caso não tivesse a referida bolsa”, avançou Andreia Ponte ao Tribuna das Ilhas.
Para a estudante, “esta bolsa foi uma agradável surpresa” que lhe dará “a possibilidade de aprender com alguns dos melhores profissionais da área da Radioncologia a nível mundial, o que é uma oportunidade única”.
Com este estágio complementar à sua formação, a médica espera “aprender imenso em dois dos hospitais mais conceituados da América do Norte”.
No Princess Margaret Hospital, irá “contatar maioritariamente com tratamentos de radiocirurgia e estereotaxia que usam grandes doses de radiação (doses ablativas) para eliminar tumores primários ou metástases localizados em diferentes partes do corpo”, explicou.
Por sua vez, no “Odette Cancer Centre terei oportunidade de assistir a vários tratamentos de braquiterapia, os quais são realizados com ou sem anestesia que utilizam cavidades anatómicas ou trajetos criados por agulhas para colocar fontes de radiação o mais próximo possível do tumor, com vista ao seu tratamento utilizando aplicadores específicos para o efeito”, continuou Andreia Ponte.
A estudante refere ainda que este último tratamento “pode ser usado em tumores das mais diversas localizações, mas eu procurarei assistir principalmente àqueles que não estão disponíveis na minha Instituição, nomeadamente, braquiterapia mamária, pulmonar, digestiva e de cabeça e pescoço”.
Os estágios decorrem entre 24 de setembro e 5 de outubro de 2018, no Princess Margaret Hospital e entre 8 e 26 de outubro de 2018, no Odette Cancer Centre.
A Bolsa “D. Maria do Livramento de Abreu Forjaz”, no valor de 1.500 euros, foi implementada pelo Dr. Cândido Pamplona Forjaz, em memória da sua esposa, fundador e primeiro Presidente da Direção do NRA, e a quem, na década de 40 do século passado, se ficaram a dever os primeiros passos na luta contra o cancro nos Açores e posterior instalação do Centro de Oncologia dos Açores Prof. Doutor José Conde, em Angra do Heroísmo.

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10
agosto

Ambiente e Energia - Governo entrega projeto para criação do Monumento Natural do Vulcão dos Capelinhos

Escrito por Susana Garcia

Um projeto com vista à criação do Monumento Natural do Vulcão dos Capelinhos, encontra-se entre os projetos de Decreto Legislativo Regional que foram entregues pelo Governo na Assembleia Legislativa Regional do Açores, nas áreas do Ambiente e Energia.
A proposta que classifica o Vulcão dos Capelinhos como Monumento Natural surge no contexto dos 60 anos da erupção e do 10.º aniversário do Centro de Interpretação.

O Governo dos Açores entregou na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) quatro propostas de Decreto Legislativo Regional para as áreas da Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, referentes ao Plano Regional das Alterações Climáticas (PRAC), ao Regime de Proteção e Classificação das Cavidades Vulcânicas dos Açores, à criação do Monumento Natural do Vulcão dos Capelinhos, à alteração da composição e funcionamento do Conselho Regional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CRADS) e ao Regime Jurídico de Licenciamento a que estão sujeitas as Instalações Elétricas de Serviço Particular na Região.
Estas propostas de decreto legislativo regional, agora entregues na Assembleia Legislativa, foram aprovadas no Conselho de Governo dedicado ao ambiente, que decorreu no passado dia 2 de julho e inserem-se dentro de um pacote de mais de uma dezena de propostas legislativas.
No que se refere ao projeto de decreto legislativo regional que cria o PRAC, de acordo com informação avançada pelo Gabinete de Imprensa do Governo (GACS), “caracteriza-se por ser um documento essencial para preparar a Região em vários setores, face a uma realidade cada vez mais presente e que tem implicações na vida diária dos Açorianos”. O projeto tem como principal objetivo estratégico “reforçar o conhecimento e a informação em matéria de mitigação das emissões e de adaptação aos efeitos das alterações climáticas e, a partir daí, prever a definição e a implementação de medidas e ações concretas para alcançar esse desiderato”, avança.
No que diz respeito à criação de um regime de proteção e classificação das cavidades vulcânicas dos Açores, a mesma fonte adianta que “a iniciativa legislativa pretende dar sequência ao trabalho desenvolvido nos últimos anos pelo Grupo de Trabalho para o Estudo do Património Espeleológico dos Açores e estabelecer medidas que assegurem uma adequada salvaguarda do património geológico, da diversidade biológica e dos serviços dos ecossistemas em causa”.
Segundo a nota do GACs “este património natural integra um grande potencial de educação e sensibilização ambiental e constitui um potencial recurso económico, ligado à visitação das cavidades vulcânicas”, que já assume um papel relevante na animação ambiental e turística em quatro ilhas dos Açores, concretamente na Terceira, São Miguel, Pico e Graciosa, “onde as cinco cavidades vulcânicas abertas ao público receberam, no ano de 2017, mais de 130.000 visitantes”.
Ao nível da biodiversidade, geodiversidade e paisagem, “a proposta do diploma que classifica o Vulcão dos Capelinhos como Monumento Natural fundamenta-se nos valores estéticos e naturais em presença, designadamente a singularidade geológica e a biodiversidade associadas a espécies e habitats protegidos que ocorrem na área protegida, bem como na expressiva componente cultural e histórica da erupção do vulcão dos Capelinhos, e surge no contexto dos 60 anos da erupção e do 10.º aniversário do Centro de Interpretação”, lê-se.
O GACs adianta ainda que, de forma a estimular o impulso cívico da sociedade açoriana, foi também proposto um decreto legislativo regional que altera a composição e o funcionamento do CRADS, “de forma a que passe a ser possível que qualquer Açoriano possa acompanhar e participar na atividade deste órgão consultivo, influenciando a tomada de decisões em matéria de ambiente e desenvolvimento sustentável, através da apresentação de comunicações que podem ser feitas presencialmente nas reuniões ou remetidas ao Conselho”.
Já em relação ao Regime Jurídico de Licenciamento a que estão sujeitas as Instalações Elétricas de Serviço Particular, a proposta submetida à Assembleia Legislativa “define as atribuições, competências e procedimentos, em conformidade com a nossa realidade insular, relativamente às Instalações Elétricas de Serviço Particular alimentadas pela rede elétrica de serviço público dos Açores (RESPA)”, avança a mesma fonte.

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